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Apertos de mão

por cheia, em 17.07.23

Apertos de mão

 

 

Perfume quente de verão

O sol brilha e enche o coração

Encontros de amigos e apertos de mão

As férias são a mais bela missão

Vamos gozá-las com toda a atenção

Há sempre o perigo de uma má condução

Se não cumprirmos as regras, perdemos a razão

Ninguém devia andar em contramão

Julho quente, no sol transparente, na areia reluzente

É o mar refrescante, que atrai tanta gente

É no calor quente, que a praia se enche no crescente

Toda a alegria ajuda a aumentar a corrente, que a gente sente

E o vento é de todos o mais valente, que na brisa da tarde massaja a mente

É na hora da sexta, que o sol é mais quente e adormece as ondas do poente

É na explosão da germinação de uma semente, que o mundo fica mais quente

Cada nova vida traz a esperança de um mundo mais florescente

Se no mundo não houvessem guerras, nem fome, tudo seria tão diferente

Por que razão há tanta violência? Só pode ser por o mundo estar doente

Por todo o lado tanta morte, tanta destruição, quando há tanta falta de pão

Todo o dinheiro para a construção, não de casas, mas de canhões para as destruir

E, mesmo assim, o mundo continua, alegremente, a dançar e sorrir!

As crianças de tão assustadas, sem pais nem mães, não conseguem dormir

Parem com todas as guerras, seja em França, na Palestina, na Ucrânia ou no Sudão.

 

José Silva Costa

 

 

 

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publicado às 07:41

Sonhos de verão!

por cheia, em 23.06.22

Sonhos de verão

Sonhamos com as férias, novas paisagens, novas cidades, gentes diferentes

Num encontro fraterno de beijos, abraços e apertos de mão

Há barcos parados nos cais, à espera que lhes soltem as amarras

Sonham com novos horizontes, querem as velas enfunadas pelos ventos

Os sonhos de verão são de alegria, de alguma magia, de desejos fugientes

Cada um procura lançar, ao mundo, as suas sementes

Os dias são grandes, sem espartilhos, quentes, de muito brilho

Um sonho, um desejo, um abraço, um beijo podem ser o rastilho

Para uma grande mudança, para muitos e bons passos de dança, para renovar a esperança

Até para mudar de continente, para seguir em frente, encontrar o amor, para sempre

Conhecer gente diferente, atraente, mais sol no poente, uma luz, um caminho com sentido

Um grito de liberdade, sem anos nem idade, preservar a alegria da mocidade

No verão é tempo de reflexão, de contabilizar o passado e projetar o futuro

De ler um livro maduro, ver uma peça de teatro, ver um filme e sonhar com tudo

Saborear o tempo, sem pressas nem compromissos, aproveitar a preguiça sem pensar em enguiços

A constante aceleração da maneira como gastamos o tempo, nas correrias diárias de deitar os bofes pela boca, fez com que não saibamos fazer uma pausa para meditar, para descansar completamente: “desligar da corrente”

Hoje, só procuramos mais velocidade, mais perigos e aventuras, desafios, adrenalina, torturas

Correr de um lado para o outro, na ansia de abarcar o mundo, depois, vai-se a ver e sentimos um vazio profundo

Não conseguimos contemplar o nascer do sol, o silêncio noturno na natureza, ouvir o cantar do rouxinol

Tanta coisa para absorver, que não conseguimos ver nem apreender por causa de andarmos sempre a correr

Por muito que corramos, não apertaremos todas as mãos, nem afugentaremos a solidão

Paremos para ver o que nos rodeia, a beleza da areia, onde enterramos os sonhos, quando, no verão, vamos a banhos

Temos mais um verão, para aproveitar, assim saibamos o que de melhor poderemos fazer.

José Silva Costa

 

 

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publicado às 08:00

Junho!

por cheia, em 16.06.19

Junho

O sol de Junho é diferente

Aquece-me a mente

Nasce cedo e põe-se tarde

Tem cheiro a verdade!

Já passou metade

O que é bom acaba depressa

Bebo-te de manhã à noite

Antes que arrefeças

Não creio em promessas

E, de políticos muito menos

Antes das eleições prometem tudo a todos

Mais Funcionários Públicos e aumentos

Para acomodar as raparigas e rapazes do partido

A dívida abaixo dos cem por cento do PIB

Prefiro o tempo!

Este Junho que nos levará ao Verão

Cujo calor amadurece o pão

Ver uma planície de trigo ondulante

Um rancho de ceifeiras trigueiras

A cantarem para espantar o calor

Pedirem ao aguadeiro, mais um cocharro de água

Porque o calor está insuportável

Desejando que a ceifa termine

Que chegue o dia da adiafa.

José Silva Costa

 

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publicado às 16:01


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