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Ouro!

por cheia, em 16.10.23

A chuva

O verão já ia longo

Não queria dar lugar ao outono

O vento acordou do sono

Trouxe a chuva ao ombro

Que há muito tinha adormecido

Que não deu por estar atrasada

Costumava chegar pelo quinze de agosto

Este ano chegou um mês atrasada

Depois, ainda, tirou mais um mês de férias

Espero que não queira, agora, chover tudo de uma vez

Ainda temos mais meio mês de outubro

E meses sem fim, que gostam de ser lavados

Mas com água suave, para os massajar

Sem pressas, nem vagares, na medida certa

Para que a possamos apreciar, guardar, admirar

Sem ela não há vida, mas também tem tirado muitas vidas

Temos de atribuir à água mais valor

Não podemos continuar a desperdiça-la como se não valesse nada

Se lhe atribuirmos o valor do ouro

Será mais difícil estragá-la

Talvez, até faça com que passemos a poupá-la

Cai do céu, mas nem sempre

E, nós todos os dias a utilizamos

Sem ela não há vida!

 

José Silva Costa

 

 

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publicado às 07:54

Dia do trabalhador

por cheia, em 01.05.23

IBAN

 

Trabalhador, cada um com o seu valor

Por que razão alguns têm tão pouco valor?

Aqueles que fazem o trabalho que poucos querem

Colher frutos nas estufas, debaixo de uns tórridos cinquenta graus centígrados

Os que constroem as casas, ao vento, à chuva e ao frio

Por um magro salário, que não dá para terem uma casa

Os trabalhos mais duros são os mais mal pagos, porquê? 

Porque os doutores que fazem as leis não se lembram deles

Não fazem parte da sua roda de amigos

Quem não tem um curso universitário, não tem valor

Mesmo que saiba construir uma casa, um carro

Uma ponte, uma barragem, criar couves, batatas ou cenouras

Nada disso tem valor, para os senhores doutores

Que fazem as leis e governam o país

Que acham que os aumentos de pensões e ordenados

Com uma percentagem igual para todos é aceitável

Cavando, cada vez, mais desigualdades

Quem ganha 500€ terá um aumento de 17€

Quem ganha 2000 terá um aumento de 70€

Os preços no supermercado não são iguais para todos?

Enquanto não valorizarem todas as profissões, porque todas são necessárias

Não falem de igualdade, de valorização, de reconhecimento, de estima social

Não nos queiram enganar com palavras cor-de-rosa, que são migalhas para ganharem as eleições

Meia pensão para todos, com algumas exceções, tanto faz que tenha uma pensão de 50000€, ou de 500€ (leis socialistas,( faria se não fossem socialistas!)

1€ por dia, para uma minoria, e discriminação para quem não tiver um IBAN, que não receberá nada

Muitos países dentro de um país, muitos Governos, dentro de um Governo

A Ministra da Segurança Social e Emprego disse que quem não tivesse conta bancária podia indicar um IBAN de outra pessoa

Enquanto o Ministro das Finanças, que é mais quero, posso e mando, não aceita IBAN de terceiros, fazendo com que mais de 260 mil pessoas não tenham recebido os 125€ + 50€ por cada filho  

Com todas estas manigâncias não admira que continuemos na cauda da Europa

Fomos os primeiros a ir a Bruxelas, de mão estendida, pedir o dinheiro do PRR

Já alguém viu alguma obra estruturante paga com esse dinheiro?  

Podiam aproveitá-lo para equiparem o parque escolar para o futuro, com meios tecnológicos

Já é tempo de todos os alunos, de todos os graus de ensino, utilizarem os computadores e neles fazerem os testes

A mobilidade, a saúde e a justiça também poderiam ter beneficiado da chamada bazuca

Mas, a incompetência não o permitiu.

Já gastaram em projetos, pareceres e estudos para o TGV e Aeroporto mais do que custariam a construção das obras

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:44

Máscara

por cheia, em 22.06.20

A Máscara

 

Por detrás da máscara

Que nos afasta

Há o desejo de um beijo

O ensejo de voltar a inalar o teu cheiro

Quanto mais tempo vamos ficar cada um para seu lado?

Com medo de nos contaminarmos

Só os olhos autorizam destapar

Porque eles conseguem à distância comunicar

Mas vamos ter que nos habituar

A, com os olhos outras mensagens, enviar

Já que os lábios, que tanto gostar de pintar

Para os realçar

Não os podes mostrar

Ah como gostaria de com isto acabar!

Dar mais apreço à liberdade de o rosto mostrar

Sem medo de que nos apontem o dedo

Ou nos mandem para casa de quarentena

Por causa da saúde pública

Que temos o dever de preservar

Seguindo os conselhos da Direção Gerar de Saúde

Há tantas coisas, que só lhes damos valor quando as perdemos.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 08:16


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