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O futuro (5)

por cheia, em 22.07.21

O futuro, ano de 2090

Com a ajuda dos robôs, que passaram a fazer os trabalhos mais duros e rotineiros, os humanos passaram a ter mais tempo de lazer

Muitas empresas dão a escolher aos seus funcionários, dependendo do ramo de atividade, se querem trabalhar de manhã, de tarde ou três dias por semana

As pessoas passaram a ter tempo para consumirem muito mais cultura, fazendo com que os museus, os teatros, os cinemas, e tudo o que é espetáculo esteja, sempre, tudo esgotado

Os países mais antigos, com muitos monumentos, e que os souberam preservar, são muito procurados por turistas, que procuram cultura, ao contrário de antigamente, que procuravam mar, sol e areia

Os habitantes dos países, jovens, gostam de se deslumbrar com a grandiosidade e a antiguidade dos nossos monumentos. Querem sentir o peso dos séculos, imaginar o quotidiano desses tempos, mergulhar na enorme aventura, que tem sido a evolução humana

Enquanto uns querem descobrir o espaço, sentir a adrenalina de sair do nosso planeta, passar uns dias na Lua ou em Marte, outros querem regressar ao passado, ver o caminho andado, pelos nossos antepassados

No dia 20/07/2021, 52 anos depois de Neil Armstrong ter pisado a Lua, e ter dito:” um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade” nasceu mais uma empresa de viagens ao espaço, a New Sheppard

Uma empresa de Jeff Bezos, que convidou, para o acompanhar, o se irmão Mark, o estudante holandês Oliver Daenen, de 18 anos, e a Wally Funk, de 82 anos, que deu instrução a mais de 300 pilotos, mas que nunca tinha tido oportunidade de ir ao espaço, segundo disseram, por ser mulher

Atingiram 105 km de altitude, 3.559 km por hora, a viagem durou 10 minutos e 10 segundos, muito mais rápida que a anterior, 9 dias antes, a 11/07/2021, que durou cerca de uma hora

Na primeira foi utilizado um avião, que podia levantar voo do aeroporto da Base das Lages, nos Açores, em quanto que na segunda foi utilizado um foguetão

Ao mesmo tempo que os dois milionários se divertiam a gastarem milhões na concorrência das viagens ao espaço, em Terra, o Mundo debatia-se com a pandemia SARS-Cov-2

Em Portugal, mais de um milhão de pessoas não tinham Médico de família, cinquenta e três mil e trezentos esperavam por uma cirurgia oftalmológica, alguns há mais de quinze meses

Muitas pessoas questionavam e criticavam os gastos na corrida ao espaço, em quanto que em terra, a fome matava muita gente

Mas, sempre, assim foi, porque a vaidade empurra-nos para feitos que nos eternizem, sem queremos ver, nem ouvir o que se passa à nossa volta.

Continua

 

   

 

 

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publicado às 07:44

Vaidades

por cheia, em 10.04.20

Vaidades

O que é que levou o Governo a querer destruir um Serviço de referência, do Hospital Curry Cabral, querendo transferi-lo para o Hospital de Santa Marta, com o pretexto do Covi19?

Um disparate comparável ao que pretenderam fazer com a transferência do Infarmed, para o Porto, cujo recuo, só foi possível devido à resistência de trabalhadores e dirigentes

Sou a favor da descentralização, mas não à custa da destruição, para satisfazer as vaidades dos políticos

O que tem sido feito, para enfrentar o Covid19, é criar Hospitais de Campanha, ou utilizar instalações disponíveis, nunca destruindo o que levou tantos anos a construir

Mas, infelizmente, continuamos a ter políticos, que não se importam de destruir o que funciona, e bem, para imporem as suas vaidades.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 09:45

O encanto das cidades

por cheia, em 05.04.19

O encanto das Cidades

Quando os turistas desaguam nas praças das nossas cidades

E ficam de boca aberta com o encanto dos nossos monumentos

Não sabem nem sonham, o que se esconde, por de trás das bonitas fachadas

Muitos idosos, na solidão de quatro paredes, sustentam, com os seus corpos, o desmoronamento das cidades

Já não lhes bastavam as dores, o peso dos anos, o tempo a escoar-se por entre os dedos

Ainda têm de viver com o medo, a incerteza de não saberem o que lhes pode acontecer

Assediados por quem lhes quer roubar o lugar onde nasceram ou onde há muito vivem

Não conseguem, nem nos últimos anos de vida, um momento de paz

Mesmo que a lei os proteja, os fundos de investimento não têm sensibilidade nem rosto

E, quando não aceitam as miseráveis condições em que os querem despejar

Ou quando não há dinheiro que lhes pague o que sente por o seu lugar

Porque saírem de onde têm raízes e alguém que lhes dê atenção

É como condená-los a uma morte antecipada

Então, os novos donos das cidades, recorrem a métodos criminosos

Mandando incendiá-las

Triste tempo deste deslumbramento!

Em que para o vil metal, uma parte da peste grisalha é um impedimento

Para que o resto da peste grisalha calcorreie todo o mundo, a todo o momento

Há qualquer coisa de errado, quando os cabelos prateados não são acarinhados

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 19:05


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