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Macacos me mordam

por cheia, em 17.09.21

Macacos me mordam

 

Macacos me mordam se alguém percebe a falta de professores

As escolas abrem concursos, 1,2,3 vezes e ninguém concorre

Por que razão é que não querem ir para professores?

Quando é que a opinião pública e os governantes se convencerão que o ensino, a saúde, a justiça e a segurança são os pilares do progresso e bem-estar?

A falta de professores não é de hoje, mas cada vez são mais as escolas com falta de professores

Já não é só atrás do sol-posto, e ainda bem, porque todo o território deve ter as mesmas oportunidades, que as escolas não conseguem preencher os quadros de professores

Até na capital, as escolas têm falta de professores, mas não vejo ninguém indignar-se, por faltarem professores, por todo o país, como se fosse uma coisa normal a falta de professores, médicos, justiça

Todos os dias os Governantes se gabam de maravilhas, de milagres, de estarmos à frente de todo o Mundo, contrastando com a miséria em que muita gente vive, com o desespero para obter o cartão de cidadão, ou um passaporte ………

Exijam professores competentes, juízes competentes, médicos competentes, mas paguem-lhes bem, porque o retorno vai ser um país mais próspero e com menos desigualdades

Mas para isso têm de começar pela base, e a base começa no ensino pré-primário, que ainda não é para todos.

Mais e melhor trabalho e menos propaganda!

 

José Silva Costa

 

  

 

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publicado às 09:43

Primavera

por cheia, em 20.03.20

Primavera, 20/03/20

Chegou a Primavera

Ficou em casa

Sem campos floridos, nem perfumes

Mas, solidária!

Trouxe-nos água

Para podermos continuar a lavar as mãos

A lembrar-nos que os tempos mudaram

Que estamos todos no mesmo barco

Que nunca estivemos tão ligados

E, o que nos liga não escolhe entre ricos e pobres

Que não se justifica, uns terem tudo e os outros só fome

Que chegou a hora de respeitar a Natureza

Não a destruindo com a força rude da ganancia

Numa exploração desenfreada, matando tudo, não deixando nada

Numa ambição desmesurada, que nunca está saciada

Aproveitamos este interregno, para mudar de rumo

Construir um novo futuro

Aproveitando os novos recursos

Para aprender e trabalhar

A partir de outros locais

Onde a presença não seja vital

Para os transportes não sobrecarregar

Um novo estilo de vida temos de inventar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:57

Luar ao Sul

por cheia, em 30.07.18

Luar ao Sul

                        

Ceifeiras: papoilas ao vento a esvoaçar

Trigueiras, a perfumarem a planície

Cantam, para espantarem as dores

De corpo e faces tapadas, para enfrentarem o calor

Sob um sol escaldante, de foices em riste

Para desafiarem o vento levante

Quantas canseiras, para ver o pão nas eiras!

Mulheres determinadas, que cortam o sol com o regaço

Que sabem todo o circuito do pão:

Alqueivar, gradar, semear, mondar, ceifar, debulhar, limpar, moer, peneirar, amassar, tender,

O forno aquecer, para o pão cozer

Se soubessem, as voltas que a mão dá, até fazer do grão de trigo pão!

Não o estragariam, dando-lhe muita mais atenção

Há multidões de esfomeados, que nunca, o pão, verão

Acabada a ceifa, chega a adiafa, para suavizar o cansaço

Um dos trabalhos mais duros, que mulheres e homens

Enfrentaram, nos campos do Alentejo

Sob um sol ardente, de cortar a respiração!

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 21:34


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