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Quarta-feira, 07.02.18

A maior porta de entrda e saída!

O Tejo

O Tejo é o príncipe encantado de Lisboa

O seu amor, perfeito!

Banhando-lhe os pés o ano inteiro

Num lisonjeiro e amoroso namoro

Tejo, eras o espelho do país, quando eras feliz!

Mas a ganância, a incompetência, a insensibilidade mataram-te

Não te mataram só a ti, mataram também o país!

Cobriram-no de eucaliptos e puxaram-lhes fogo

Matando plantas, animais e pessoas

Envenenaram-te com o pretexto de criarem riqueza

Mas, ao contrário, provocaram tragédias e miséria!

Morto, fizeram-te o funeral, cobrindo-te com um manto branco!

Tejo, tu és a maior porta de entrada e saída do país!

Quantas fragatas te subiram e desceram carregadas de vida e sonhos?

Tu serás sempre a grande referência para quem sai e entra, pela tua porta

O país já chorou a teus pés, ao longo dos séculos, a partida de marinheiros, militares, aventureiros, pedindo que todos regressassem

Mas, infelizmente, há sempre quem te perca para sempre

Só quem de ti se despediu, carregando a incerteza de não saber, se te voltaria a ver

Pode testemunhar a alegria, que sente, por voltar aos teus braços

Os teus cais estão pejados de lágrimas de despedidas, e de sorrisos de regressos

 

 

 

José Silva Costa

 

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por cheia às 20:10

Quinta-feira, 01.02.18

Lavar a corrente!

Fevereiro

 

Fevereiro leva a velha e o cordeiro

Fevereiro quente traz o diabo no ventre

Peço-te que mandes água para a gente

Mas, o suficiente para lavar a corrente

Levar para longe do nosso olhar

Todo o lixo que encaminhamos para os rios

Que desaguam no mar

Que tudo consegue abarcar

Mas, que um dia também pode avariar

Começar, o veneno, a vomitar

Para tudo matar

O Tejo já está a agonizar

Passa os dias e as noites a vomitar

Espuma branca, que mandaram aspirar

Temos de optar!

Não podemos querer, ao mesmo tempo

Sol na eira e chuva no nabal

Alguma coisa está mal!

Quando substituímos o plástico por o papel

Não será melhor apostar no virtual?

Deixando de estar enterrado em papéis

Muito ao nosso gosto e hábito!

Reduzir, reutilizar e reciclar

Se não quisermos, com o Mundo acabar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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por cheia às 20:57

Sábado, 24.09.16

Lava-lhe os joelhos

Lisboa

 

Lisboa está, cada vez, mais encantadora

Do búnquer do século passado

Para a mulher sofisticada à procura de namorado

Não deixava o Tejo ver-lhe os artelhos

Agora lava-lhe os joelhos

O Marquês é que não tem sorte

Por mais túneis que construam

Não se livra do fumo dos escapes dos automóveis

Oito e oitenta: um mar de gente

Lisboa internacionalizou-se de tal maneira

Que o difícil e ouvir falar português

Quem, nela aterre desprevenido

Pode pensar que o avião foi desviado

Que Portugal foi comprado!

O que não é errado

Já vendeu tudo

E continua, cada vez, mais endividado

Habituámo-nos ao fiado

Todos os dias vamos ao mercado

Pedir dinheiro emprestado.

 

José Silva Costa

 

 

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por cheia às 22:36


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