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O outono
No quente frio deste outono
Unamos os nossos corpos, na casa fria
Quem gelado pode ter alegria?
Nas noites sem fim e curtos dias
Com o sol tão curto, nada aquece
Até o céu-da-boca arrefece
Na longa espera pela luz da lua
A rua treme de frio, nua
Que saudades do calor de agosto
Quando até a rua transpira e sua
É dura a vida de quem não nasceu com sorte
Na desigualdade dos dias semeia a fome
Alimenta-se de desigualdades até à morte
A triste sina de quem nasceu com má sorte.
José Silva Costa
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