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A lua-de-mel!

por cheia, em 07.07.22

A lua-de-mel!

 

Sonhos longos planos

Mar salgado ondulado

Um beco apertado

Rio sombrio magoado

Luzes acesas sem telhado

Frio escorregadio molhado

Braços num abraço sufocado

Beijos num céu estrelado

Mãos a afagar um corpo suado

A lua a iluminá-los com cuidado

Um sono acordado

A sorrir em cada namorado

Um grito de alegria queimado

O sobrolho da rua arrepiado

O sol a subir ao sobrado

A prometer ficar para sempre acordado

Para que ninguém acorde gelado

Uma noite de juras de amor encantado

Duas vidas atadas por um lençol esticado

O amor no perfume deitado

Tudo o resto passou ao lado

Como se o mundo já tivesse acabado

Nem um ruido incomodado

O tempo ficou parado

Na areia as gaivotas ensaiavam um bailado

Tudo ficou alado

Voaram num voo imaginado

Aterraram nas nuvens de um dia ensombrado

Com um bonito penteado

O futuro para sempre enleado.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

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publicado às 08:02

As crianças!

por cheia, em 10.03.22

Os gritos das crianças!

 

Bombas rebentam por toda Ucrânia

As crianças gritam, nos colos das mães

Com medo, cheias de aflições

Um abrigo de que só as mães são capazes

Apertam-nos contra o seu peito

Fazendo com que momentaneamente passe o efeito

Mas, nos sonhos, tudo fica desfeito

Acordam aos gritos como se estivessem a ouvir as bombas a rebentar

Não conseguem descansar

As mães acabam por o seu país abandonar

Sem saberem para onde ir, vão, um lugar seguro, procurar

Os pais abdicam de tudo, para que os filhos, em paz, possam criar

Mas, os déspotas, sem coração, são surdos!

Não ouvem nem choros, nem gritos de arrepiar

A sua obsessão é tudo metralhar

Se possível tudo arrasar

Quem pode dizer que está seguro no aconchego do seu lar!

A descansar do muito trabalho que lhe deu a arranjar

Se há quem não saiba o que é sonhar viver em liberdade

Sem peias, nem meias, de que alguns estão, sempre, a relativizar

Sem nos conseguirem explicar

O que querem dizer com a seguinte frase: “amplas liberdades”

Como se a Liberdade se medisse em comprimento ou largura!

Não! A Liberdade não tem condicionantes

Ou há Liberdade, ou não há Liberdade

Não consente meio-termo!

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 08:00

Os anos!

por cheia, em 03.01.22

Os anos

 

 

Cada ano, cada etapa

Cada ano é como uma flor

Vai perdendo as pétalas durante os 365 dias

Depois, nasce um novo ano

Jovem, formoso, muito vaidoso

Vai, ao longo dos dias, perdendo o fulgor

Envelhecendo, perdendo os sonhos

Não conseguindo realizar tudo o que tinha imaginado

Acontece com todos os anos

Acontece, também, com os humanos

Está dependente dos acontecimentos

Que fazem com que seja bom ou mau

Há os que se tornam inesquecíveis

Outros de que ninguém se lembra

Os que são lembrados ao longo dos séculos

Os que ficam esquecidos no tempo

Os que morrem sem glória, nem advento

Os que só vivem o momento

Os que vencem o tempo

Os que se libertam da morte

 Os que são eternos!

 

Bom Ano!

 

José Silva Costa

 

 

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publicado às 08:00

O futuro é hoje (7)

por cheia, em 16.11.21

O futuro é hoje  (7)

 

 

O Luís ficou um pouco aliviado por os construtores de automóveis, incluindo Portugal, não se terem comprometido com uma data, para acabarem com os motores a combustão, na 26ª Conferência das Unidas sobre as Alterações Climáticas ( COP 26)

Mas sabe que mais tarde ou mais cedo têm os dias contados, porque as pessoas começam a ter receio de os comprarem, não sabendo se continuarão a ter assistência, peças ………..

Só pede que o seu posto de trabalho se mantenha até atingir a idade da reforma, porque já não se sente com força para procurar outro emprego, nunca fez outra coisa

Quando chegamos aos sessenta anos, começam a faltar as forças para novos desafios, queremos é obter a reforma, para fazer, o que tantas vezes adiámos, como se reformados, conseguíssemos concretizar todos os sonhos, adiados

Quantas vezes, os planos saem furados! Porque nos falta a saúde, porque temos de cuidar dos netos, o que quase todos fazem com tanto gosto, que se esquecem dos planos feitos ao longo da vida, para a caminhada final

Com a digitalização, esperava-se que tivéssemos mais tempo para estar com a família e para o lazer. Mas, infelizmente, tal não está a acontecer

Temos tido dificuldade em acabar com a burocracia do papel, de que tanto gostamos, hábito de tantos anos!

Se não preciso do atestado médico, em papel, para renovar a carta de condução, pela internet, por que razão é que o médico continua a imprimi-lo?

Se os maiores de 25 anos, que não precisem de averbar alterações no Cartão de Cidadão, podem obtê-lo sem ser preciso ir dormir para a porta das Lojas do Cidadão, por que razão continuam a fazê-lo?

Infelizmente, muita gente, ainda não mexe num computador, mas esse problema poderia ser atenuado, se as Juntas de Freguesia tivessem um espaço para ajudarem os fregueses, evitando deslocações, perda de tempo, gastos desnecessários

Tudo o que se poder fazer no digital deveria ser publicitado, para que as pessoas adiram, para não se desperdiçarem horas de trabalho ou lazer, papel, dinheiro, contribuindo para um planeta mais sustentável

Todos estamos de acordo que é preciso acabar com os combustíveis fosseis, mas quando os equipamentos são desligados, os trabalhadores reagem e com razão, temem pelo seu futuro, aconteceu com o encerramento da refinaria, em Matosinhos, e está a acontecer com o anuncio do encerramento da central termoelétrica, a carvão, do Pego, previsto para 30/11/2021.

Continua

 

José Silva Costa

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publicado às 07:51

O luar

por cheia, em 30.07.21

O luar

 

Na quietude do sol

Neste verão mole

Seco os sonhos ao luar

Não os quero, comigo, deitar

Podem dar azar

O melhor é, para casa, não os levar

Já é tempo de descansar

Nada se pode desperdiçar

Muito menos o tempo de amar

Meu amor vamos ver o mar!?

As estrelas estão a brilhar

Vamos, este brilho, aproveitar

Antes que o sono se queira deitar

Nos obrigue a, esta maravilha, não observar

Há momentos que ficam, para sempre, a cintilar

Temos de, com as duas mãos, os agarrar

Porque podem nunca mais voltar

Meu amor vamos ver o mar!?

Vamos, esta linda noite, aproveitar

Ver o mar convidar a lua para dançar

Ver as estrelas a namorar

Aproveitar para, na areia, dançar

Antes que a madrugada apareça

E, só nos deixe ir para casa, quando for para dormir a sesta.

 

José Silva Costa

 

 

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publicado às 08:00

Amor & guerra (34)

por cheia, em 17.06.21

Amor & guerra (34)

A Sara e o Miguel terminaram o Liceu, escolheram o mesmo curso e o mesmo estabelecimento de Ensino Superior: O Instituto Superior Técnico

No furor dos seus verdes dezoito anos cabiam todos os sonhos, todas as ambições, uma idade em que nada para os corações, no amor, nas emoções, nas vastas ilusões

O João voltou a visitar a Bárbara, levou-lhe mais um lindo ramo de rosas, belas, amarelas

Quando ela aceitou as rosas, ele abraçou-a e beijaram-se, disse-lhe ao ouvido: ”casas comigo?”

Toda ela estremeceu, sorrio e floriu, fê-lo esperar mais uns minutos, por fim, disse: “Sim”

Ficaram, ali, naquele enlevo, que nem deram por o tempo passar, só a chegada, da Sara, interrompeu aquele encantamento

Depois de a cumprimentarem, deram-lhe a notícia de que estavam noivos, ficou muito contente por ver a mãe, novamente, feliz, dizendo-lhe que já tinha perdido muito tempo Deu-lhes os parabéns, desejando que fossem muito felizes

Para comemorar, a Bárbara disse-lhes que ia fazer um jantar especial, o que fez com que a festa se prolongasse pela noite dentro. Como já era muito tarde, a Bárbara disse ao João, que podia ficar lá em casa, e ele aceitou

No dia seguinte, o João convidou-a para irem visitar os pais dele, a fim de os informarem sobre o seu noivado

Os pais dele ficaram muito contentes com a visita e a notícia. Há muito que esperavam que o filho desse aquele passo. Gostavam muito da Bárbara. Mas, infelizmente, a trágica morte do Firmino, tinha posto fim aos felizes anos, na companhia da Bárbara

Agora, esperavam que o João fosse tão feliz como o irmão, mas por muito mais tempo, com saúde e sem contratempos, na companhia da Bárbara, de que quem tanto gostavam, desejando que lhes dessem uma neta ou um neto, o que não foi possível com o Firmino  

A Miquelina continuava a lutar contra o cancro. Já tinha feito todos os exames, para se submeter à cirurgia, que os médicos decidiram ser a melhor maneira de o conseguir vencer

Estava otimista e tinha a certeza de que tudo iria correr bem, o que ajudava e animava quem a rodeava, e até os profissionais de saúde se sentiam contagiados pela sua boa disposição

A Bárbara estava radiante na companhia do seu novo companheiro. Só a doença da amiga lhe toldava a alegria

Foi visitá-la, antes que fosse internada para ser operada. Ficou muito animada por a ver tão determinada e segura de que tudo iria correr bem

Aproveitou para a pôr ao corrente dos últimos acontecimentos, dizendo-lhe que o ex-cunhado a tinha pedido em casamento, e que estava muito feliz por ter um companheiro

Também falaram do facto da Sara e do Miguel andarem no mesmo estabelecimento de ensino e no mesmo curso.

 

Continua.

 

 

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publicado às 07:10

Amor & guerra (30)

por cheia, em 07.06.21

Amor & Guerra (30)

A maior parte das pessoas chegou com a roupa que tinham no corpo. Sem eira nem beira, sem conhecerem ninguém, muitos nunca tinham estado em Portugal, foram dias muito dramáticos, para muita gente

Deambulavam pela cidade, sem rumo, no desespero de quem não consegue prever o futuro, descansavam nos bancos dos jardins, à espera da noite

Foi difícil acomodar tanta gente. Criaram o Instituto de Apoio ao Retorno de Nacionais (IARN)

Mobilizaram algumas unidades hoteleiras, nos distritos do Porto, Lisboa e Setúbal, para onde encaminharam as famílias

Apresentavam índices mais elevados de escolaridade que o resto do país

A pouco-e-pouco criaram negócios, empregaram-se, contribuíram para a dinamização de muitas localidades

Os que eram funcionários públicos e bancários foram integrados, os outros tiveram de se desenrascar. Para a integração dos bancários, muito contribuiu o fato da banca estar nacionalizada

Os pais e o irmão do Firmino, ao contrário dos que não sabiam para onde ir, mal desembarcaram, no aeroporto de Lisboa, apanharam um táxi para a casa da Bárbara, onde forma muito bem recebidos, e ficaram até alugarem uma casa

Voltavam a estar todos juntos, o que, não fora a perda do Firmino e terem sido forçados a deixarem a sua terra, poderia ter sido motivo para estarem muito felizes

A Bárbara emprestou-lhes dinheiro para criarem um negócio, uma ajuda importante, que deu ótimos resultados, uma vez que, em poucos anos, se tornou numa grande empresa, dando trabalho a dezenas de trabalhadores

Depois da euforia de 1974, dos bons aumentos, para alguns, em 1975, da aprovação da Constituição, em 1976, das primeiras eleições livres de 1977, chegámos à banca rota

Pela primeira vez, em 1977, fomos forçados a pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Tomamos-lhe o gosto, não queremos outra coisa, seguiram-se 1983 e 2011

Todos os dias, de cesta numa mão e a outra estendida, vamos aos mercados pedir euros emprestados

A Bárbara e a Sara continuavam a descobrir Lisboa e os arredores. Foram a uma casa de fados, ouviram cantar o fado e ficaram encantadas. Depois foram, ao Parque Mayer, ver um a revista à portuguesa, não se cansavam de, a cidade, percorrer

Viajaram de comboio a Cascais e Sintra. Visitaram o Palácio Nacional de Sintra, o Castelo dos Mouros, o Palácio Nacional da Pena, o Convento dos Capuchos e o Parque e Palácio de Monserrate. Também não quisera deixar de ir ao ponto mais ocidental da Europa: O Cabo da Roca

A seguir decidiram ir a Coimbra, que a Bárbara tanto gostava de conhecer, devido à sua Universidade, onde desejou estudar. Mas, os pais nunca permitiram que saísse de Angola

Para ela, Coimbra tinha muito encanto, mesmo que nunca lá tivesse estado, bastava o fado de Coimbra e as serenatas, que costumava ouvir na rádio

Parecia querer entusiasmar a filha, para que fosse estudar para a Universidade de Coimbra

Por vezes, alguns pais colocam nos ombros dos filhos os sonhos que não conseguiram realizar.

Continua.

   

 

 

 

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publicado às 07:03

Há 60 anos!

por cheia, em 15.03.21

Amor & guerra

 

Há sessenta anos, a UPA (União dos povos de Angola) iniciou a luta armada no norte de Angola em 15/3/1961

Um casal, que vivia com a filha, foi assassinado. A Bárbara, sua filha, escondeu-se num abrigo, que havia na cave do estabelecimento, onde guardavam o dinheiro e as mercadorias de muito valor

O pai tinha construído aquele lugar secreto, a pensar na hipótese de um dia terem de o utilizar

Estava equipado e preparado, para passarem lá um mês ou mais. Tinha aposentos e uma despensa guarnecida, para os três viverem por algum tempo

A Barbara só saiu de lá quando viu, pelo óculo, bem disfarçado, os militares portugueses, que a incentivaram a abrir o estabelecimento, fazendo com que a vila voltasse a alguma normalidade

O comandante da companhia, vendo o estado dela, destacou uma secção, para a ajudar e proteger, para ver se ganhava confiança

Um militar apaixonou-se por ela, e ela por ele. Começaram a namorar, ele era o seu confidente e psicólogo, fazendo com que ela voltasse a viver

Foram poucos meses, uma vez que a companhia teve de ir para outra localidade, que ainda, estava ocupada, pelos guerrilheiros da UPA

Mais um grande choque para a Barbara, que continuava muito perturbada, pela morte dos pais. Mas conseguiu seguir com os seus planos de recuperar o negócio

Dois meses depois soube que estava grávida, mas nem sequer sabia o SPM (Serviço Postal Militar) da companhia do pai da criança, como é que o poderia informar de que era pai!

Seria que ele gostaria de saber que era pai, ou pelo contrário, negaria que aquele bebé, que estava para nascer, fosse seu!

 

 Carlos estava a cumprir o serviço militar obrigatório, faltavam-lhe seis meses, para passar à disponibilidade.

Namorava com a Miquelina, que era criada de servir, em Lisboa. Tencionavam casar-se, assim que ele saísse da tropa, e saírem do país

Primeiro iria ele, a seguir iria ela. Mas, as suas vidas mudaram de um dia para o outro. Ao começar a guerrilha em Angola, em vez de passar à disponibilidade, foi mobilizado, para ir para Angola

Com os sonhos desfeitos, os últimos dias, antes do embarque, foram de nervosismos e ansiedade, não se conformando com o que lhes aconteceu

Naqueles tempos, as raparigas, que não chegassem ao casamento virgens, eram severamente criticadas

Sem métodos anticoncecionais ao seu dispor, faziam os possíveis para não permitirem relações sexuais antes desse dia

A Miquelina resistiu quanto pôde, mas no último dia antes do embarque, o Carlos conseguiu convencê-la a terem relações sexuais antes de ele embarcar

Em menos de uma semana, a guerra separou-os, matando a felicidade, que há anos vinham construindo. As guerras, a uns matam os corpos, a outros os sonhos .

  Continua

 

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publicado às 08:04

Horror!

por cheia, em 24.10.19

A quem morreu por sonhar

 

A vida, pelo sonho

 

O sonho comanda a vida

Sonham com a liberdade

Respirar em liberdade

Trabalhar em liberdade

Escolher em liberdade

Viver em liberdade

Dormir em liberdade

Estudar em liberdade

Fugir da arbitrariedade

Ter personalidade

Fugir da pena de morte

Fugir da prisão perpétua

Deixar de ser, só, mais um

Poder sonhar voar

Poder decidir

Poder ir à lua

Poder dormir, livremente, na rua

Para tudo isto fazer

Só uma coisa pode acontecer

Fugir!

E, há sempre, alguém que queira ajudar

Que nos proponha, num camião, viajar

A melhor maneira de, num país livre, entrar

Quando não temos autorização, para lá estar

Mas, esqueceram-se de, o frigorífico, desligar

Todos os sonhos ficaram por realizar

Quantos sonhos acabaram por matar!

Mas, os sonhos nunca vão acabar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 22:26

Curta, é, a vida!

por cheia, em 08.07.18

Tanto trabalho, para tão poucos dias!

Estou de acordo com as trinta e cinco horas

Não nascemos, para, só, trabalhar

Também temos o direito de, o mundo, olhar

Por que razão só pensa em, os dividendos, aumentar?

Com as novas tecnologias, não está sempre a produção a aumentar!

Todos têm direito a um posto de trabalho

O desemprego só gera desigualdades

Quem é que não se sente inferior por não conseguir contribuir para a produtividade?

Portanto, menos horas de trabalho! Ocupação para todos

Já basta, quererem que nos reformemos aos cem anos!

A história da sustentabilidade está muito mal contada

Os jovens têm direito a sonhar com realizações, que só o trabalho lhes pode dar

Para quê, com trabalho, os velhos, matar?

Deixem-nos, ao menos, uns minutos descansar, quando já não podem andar

Ninguém cá vai ficar, mesmo que queira este e o outro mundo abarcar!

Vamos, o Planeta, ajudar, não estragando hoje, o que amanhã nos faltará

O desperdício é o nosso pior vício, com a fantasia de que isso, mostra ao outro que existo

Mais solidariedade, mais humildade, mais humanidade é o que precisamos, na realidade

Quanto mais o fosso entre ricos e pobres diminuir, mais a alegria nos vai unir

A alegria de ver mais gente feliz, faz um Mundo novo emergir

Ninguém encafuado, em muros, condomínios, arame farpado ou assustado, se sente realizado

Este pequeno e pobre espaço, de todos, por todos tem de ser bem dividido e administrado.

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 23:00


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