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Olhos encantadores!

por cheia, em 12.09.22

Olhos encantadores!

Formosos olhos, que encantaram os meus

Que toldaram os céus e o sol

O momento em que te vi, nunca mais o esqueci

Todos os dias corro atrás de ti

Queria-te dizer quanto te amo

Mas, tu não ouves os meus lamentos

Passam por ti como os ventos

São terríveis os momentos

Em que tento captar a tua atenção

Mas todas as tentativas têm sido em vão

As mulheres são como o pão

Para o conseguir, mil voltas se dão

Um dia finjo que perdi a visão

Vou contra ti, como quem perdeu o pé

Flutua ao sabor das ondas e da maré

Esperando que me salves e me dês fé

Que me ressuscites para a vida

Que compreendas que sou a outra metade de ti

Que não poderemos viver um sem o outro

Que o amor é mais forte que o sol-posto

Que é tão lindo o teu rosto!

Capaz de ensombrar o luar de Agosto

Que nunca mais ficaremos longe um do outro

Que só a morte nos separará a contra gosto.

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:56

O futuro é hoje (9)

por cheia, em 26.11.21

O futuro é hoje (9)

 

A Filomena estava de acordo com o fecho das centrais a carvão. O dia 19/11/2021 seria recordado como o dia em que a produção da eletricidade ficou mais verde

Mas, preocupava-a o futuro dos trabalhadores, ainda que o ministro tivesse dito que ia acompanhar a situação, ao que um trabalhador respondeu:” quero ver se ele me vai pagar as contas”  

Mas, o futuro tem sido, sempre assim, nunca se preocupou ou preocupará com quem atropele ou atire para a berma, para ele passar. Avançou e avançará contra tudo e contra todos, sem que ninguém o consiga parar

Temos muito vento e sol, o problema é se os conseguiremos aproveitar. É muito bom utilizar energias renováveis, mas não são controláveis, como acontecia com as centrais a carvão

Há muito que aproveitamos o vento, foi muito importante na moagem de cereais e outras utilizações, mas caiu em desuso

Agora voltou, em força, para outro fim: a produção de energia elétrica, contribuindo com mais de cinquenta porcento da energia elétrica produzida em Portugal

O sol, aproveitamo-lo há menos tempo, começámos pelo aquecimento de água, e agora estamos a espalhar painéis fotovoltaicos, por todo o lado, porque a eletricidade é a energia do futuro

É um privilégio, viver nestes tempos, em que conseguimos utilizar o sol e o vento, para acabar com a muita poluição, que as cidades têm dentro

Por todo o lado e por todo o mundo, os fabricantes de automóveis e aviões estão a tentar, motores elétricos, fabricar

Novos aviões e carros elétricos vão testando, para evitar a poluição para a atmosfera

Porque o planeta não pode ficar mais tempo à espera.

 

 

 

Nova Deli fecha escolas e pondera confinamento por causa da poluição

A capital indiana é considerada uma das mais poluídas do mundo, com uma mistura perigosa de emissões provenientes de fábricas e veículos, além de fumo de queimadas agrícolas

Nova Deli instalou torres anti-fumo para diminuir o efeito nevoeiro provocado pela poluição

As autoridades de Nova Deli anunciaram este sábado o encerramento de escolas durante uma semana e disseram estar a considerar um "confinamento contra a poluição" para proteger os cidadãos dos elevados níveis de poluição tóxica na cidade.

"As escolas serão fechadas para que as crianças não tenham que respirar este ar poluído", disse o ministro-chefe de Nova Deli, Arvind Kejriwal.

A capital indiana é considerada uma das mais poluídas do mundo, com uma mistura perigosa de emissões provenientes de fábricas e veículos, além de fumo de queimadas agrícolas, a pairar sobre seus 20 milhões de habitantes a cada inverno.

Neste sábado, o Supremo Tribunal sugeriu impor um confinamento em Nova Deli para combater a crise da qualidade do ar. "Como vamos continuar a viver desta forma?" questionou o Supremo.

Kejriwal, o governante local, disse que o seu governo iria considerar a sugestão do tribunal após consultar as partes interessadas.

"Um confinamento devido à poluição nunca aconteceu antes. Será um passo extremo", disse o governante, que adianto ainda que as atividades de construção serão interrompidas durante quatro dias para reduzir a poluição provocada.

Os funcionários governamentais foram instruídos a trabalhar de casa e as empresas privadas também aconselhadas a optar pelo teletrabalho tanto quanto possível.

O Conselho Central de Controlo da Poluição aconselhou, na sexta-feira, as autoridades a prepararem-se "para a implementação de medidas na categoria de 'emergência'", acrescentando que a má qualidade do ar provavelmente continuará até pelo menos 18 de novembro, devido a "ventos fracos com condições calmas durante a noite"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Poluição em Nova Deli

© EPA/RAJAT GUPTA

Neste sábado, os níveis de partículas de PM 2,5 - as menores e mais prejudiciais, que podem entrar na corrente sanguínea - ultrapassaram 300 no índice de qualidade do ar, o que é 20 vezes superior ao limite máximo diário recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

Os hospitais relataram um aumento acentuado no número de doentes com dificuldades respiratórias, informou o Times of India. "Recebemos entre 12 e 14 pacientes por dia na urgência, principalmente à noite, quando os sintomas causam sono perturbado e pânico", disse Suranjit Chatterjee, médico do Apollo Hospitals, ao jornal.

Problema das queimadas agrícolas

O governo de Nova Deli vem fazendo promessas de limpar o ar da cidade há vários anos. A queima de resíduos agrícolas nos estados vizinhos - um dos principais contribuintes para os níveis de poluição da cidade a cada inverno - tem continuado, apesar da proibição decretada pelo Supremo Tribunal.

Dezenas de milhares de agricultores ao redor da capital queimam os seus restolhos - ou resíduos da colheita - no início de cada inverno, limpando campos de arrozais recém-colhidos para dar lugar ao trigo.

O número de incêndios em fazendas nesta temporada foi o maior dos últimos quatro anos, de acordo com dados do governo.

A torre anti-fumo

No início deste ano, as autoridades de Nova Deli abriram a primeira "torre de smog" contendo 40 ventiladores gigantes que bombeiam 1.000 metros cúbicos de ar por segundo através de filtros.

A instalação que teve um investimento de dois milhões de dólares reduz para metade a quantidade de partículas nocivas no ar, mas apenas dentro de um raio de um quilómetro quadrado.

Poluição em Nova Deli

© EPA/RAJAT GUPTA

Um relatório de 2020 da organização suíça IQAir descobriu que 22 das 30 cidades mais poluídas do mundo estavam na Índia, com Nova Deli sendo considerada a capital mais poluída do globo.

No mesmo ano, a revista Lancet disse que 1,67 milhão de mortes foram atribuídas à poluição do ar na Índia em 2019, incluindo quase 17.500 na capital.

Nos últimos dias, o rio que fluía por Delhi, o Yamuna, também estava obstruído por uma espuma branca contaminante. O governo da cidade atribuiu a praga ao "esgoto e resíduos industriais" despejados no rio mais a montante.

 Diário de Notícias – 13/11/2021

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publicado às 07:55

Outono

por cheia, em 23.09.21

Bem-vindo  outono

 

Chegaste nos braços da noite

Nas asas da lua cheia

Mal chegaste, escondeste o sol

Começaste a despir as árvores

Para que a primavera as vista de novo

Com a futura moda: a da Natureza!

Aquela que consegue combinar todas as cores

Todas as flores, com toda a harmonia

Como uma melodia: uma sifónia

Que nos embala todos os sentidos

Que nos transporta para o paraíso

Mas, quanto mais despes as árvores

Mais camadas de roupa visto

E quando te despedes e deixas-nos, ao inverno, entregues

Mais camadas de roupa visto

E a quantos mais invernos assisto

Mas camadas de roupa visto

É assim o outono da vida

Tão diferente do outono da Natureza!

Que todos os anos se despe

Para se voltar a vestir de beleza

De flores perfumadas

De novos, doces, frutos

De dias de lutos

De radiosos dias de sol

De radiosos dias de chuva

De novas vidas a darem vivas à vida!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:34

Chuva!

por cheia, em 15.08.21

Chuva de estrelas!

 

Do céu caíam lágrimas

Na noite estrelada

Os teus olhos eram rosas perfumadas

Na noite iluminada, tu eras a estrela

Nos teus rubros lábios rolavam cerejas

Atraentes, deliciosas, desejadas

Quanto mais as beijava

Mais crescia o desejo

Que encantadores beijos!

Na frescura da ardente boca

A saciarem o fogo da Lua-cheia

Mas, quanto mais te beijava

Com mais fome ficava

Nada conseguia apagar aquele calor

Nem a noite fria, nem a água que, no rio, corria

Foi a noite mais curta!

Quando o sol nasceu

Ainda da tua boca

Água doce corria

Por que razão é que não há

Chuva de estrelas, todos os dias?

Para dormirmos nos beijos um do outro

Até o sol nos acordar

Para começarmos, de novo, a namorar

E passar o dia no doce teu olhar

Até a lua nos voltar a abraçar.

José Silva Costa

 

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publicado às 07:46

Adeus!

por cheia, em 01.03.21

Fevereiro/Março

 

Um sol radioso

Aqueceste o corpo

Mas não iluminaste o rosto

Não pudemos ver o sol-posto

Um mês e outro

Doze, um ano!

Adeus, até para o ano.

 

Vais chegar

Sejas bem-vindo

Não vamos festejar

Já basta lembrar

Que foste tu a começar

E, nós com a esperança

Que quando regressasses

Já te pudéssemos ir esperar

Contigo ir passear, correr, namorar

Mas não! Continuamos, às casas, atados

Para bem de todos, escondemos o rosto

Não estranhes, não te beijar

Fica para quando isto passar

Não te sintas abandonado

Sabes que temos de ter cuidado

Sorte a tua, por serem só 31 dias

Ninguém sabe quando é que as ruas deixarão de estar nuas

Estão tão tristes, por não saberem o que se passa!

Cada vez que um par de sapatos as beijam

Choram de alegria

Mas a rua continua fria!.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 10:31

O desgaste

por cheia, em 18.06.20

Os anos

Foi como um sol que nasceu

Olhámo-nos, e em redor tudo estremeceu

O sol levantou-se e a manhã amanheceu

Abrimos a porta e o dia cresceu

Entrámos, foste minha, fui teu

Foi o sol que nos enlouqueceu

O mundo cedeu!

O sol beijou a lua

A alegria, os nossos corpos, unia

Deram-nos as boas-vindas

Ofereceram-nos uma lua-de-mel

Continuámos como se só houvesse uma noite incendiada

Mas, o desgaste dos anos mostraram-nos que também há dias de fel

Valeram-nos os nossos padrinhos: A lua e o sol

Mandaram-nos seguir em frente

Guiaram-nos até ao presente.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:14

A amizade

por cheia, em 26.05.19

Maio

Maio, mês do sol, das flores, dos fins de tarde encantadores!

Das cerejas rubras e deliciosas, como os beijos

Do desejo de te beijar, como se cerejas estivesse a provar

Os teus lábios são romãs, com cerejas a namorar, que gosto de saborear

Vamos aproveitar este sol de Maio, para nos embalar

Não há mês como este para nos levar ao altar

Quem me dera que todo o ano fosse Maio

Passar todo o tempo no sorriso do teu encanto

Sem chuva, sem frio, sem vento

Só com o sol a brilhar nos teus olhos e o corpo a saber a mar

Na praia, no campo, no meio das flores, a sonhar

Com futuros, sem muros, sem guerras, sem fomes, sem pobres

Talvez sejam só visões, mas seria tão bom viver na ilusão

Sem saber da realidade, dura e crua

Abraçar um desejo, um sonho, um amanhecer diferente

Onde a humanidade pudesse estar toda abraçada por uma causa

A amizade!

 

José Silva Costa

 

 

 

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publicado às 19:32

Verão

por cheia, em 11.11.18

Verão de São Martinho

Continuem a negar, que o tempo está a mudar

Aí está o São Martinho para vos contrariar

Em vez daquele radioso Verão, com que nos costuma brindar

Mandou, desta vez, chover até nos alagar

Para ver se, o óbvio, continuamos a negar

Assim, como vamos o São Martinho comemorar!

O assador das castanhas está-se, sempre, a apagar

O vinho novo não teve frio para fermentar

A água-pé de tanta água ficou deslavada

A jeropiga, sem castanhas, não sabe a nada

Como foi bom ficar no aconchego do lar!

A ver a chuva a, tudo, lavar

Matar a sede à terra, sedenta, por tantos meses à espera de se saciar

Ver os rios, cheios de alegria, a correrem para o mar.

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 16:26

Alentejo

por cheia, em 30.04.16

Maio

Maio, mês de todas as flores e de todos os horrores

Das ceifeiras e das papoilas

Trigueiras ceifeiras, de rosto tapado, para se protegerem dos beijos do sol, das papoilas e das espigas

A ceifa parecia uma orquestra bem afinada, um espetáculo inesquecível

Um movimento com o céu parado: mãos, canudos e foices num movimento sincronizado

Formavam um harmonioso bailado, com as espigas a dançarem no ar abafado

Que tem por fim segar o trigo e coloca-lo no restolho, confortado

À espera de ir para a eira, para ser debulhado.

Ninguém mais verá a planície florida de moças e moços, papoilas e espigas douradas

Não. Não verão mais o mar de trigais, ondulando, pontuado, aqui e além, por papoilas vermelhas

Não. O Alentejo não será mais o celeiro de Portugal

Um sacrifício a que foi condenado

Mesmo que a terra gemesse e já nada desse

Gentes e terra foram condenadas, por não se submeterem

A uma ditadura odiada.

Foste libertado em Abril, mas floriste em Maio

Acabou a adiafa, gratificação que simbolizava o fim de um dos trabalhos mais penosos.

Corpos vergados ao sol escaldante, em movimentos de competição, para colherem o pão

Que bom que seria, que todos soubessem, quantas voltas das, até chegares à mesa!

 

 

José Silva Costa

 

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publicado às 21:59


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