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O futuro (6)

por cheia, em 26.07.21

O futuro, ano de 3000

Com o terceiro milénio, chegou, também, a sociedade (quase) perfeita

A pandemia causada pelo SARS-Cov-2 e as contínuas calamidades, que se abateram sobre a Terra: cheias diluvianas, incêndios incontroláveis, ciclones, matando milhões de pessoas, fizeram com que a humanidade mudasse de rumo

Acabaram com os motores de combustão, todos os meios de transporte passaram a ser movidos a eletricidade, incluindo os foguetões para o espaço, Lua e Marte

A alimentação, também, sofreu uma grande alteração, mais de metade, da população mundial tornou-se vegan, contribuindo para um melhor ambiente

O setor têxtil teve uma grande diminuição de procura, porque a moda de vender roupa usada, na internet tem tido muita aceitação. Como é muito fácil a venda ou permuta de roupa, basta fotografá-la e coloca-la à venda, nas diferentes plataformas da internet

As casas deixaram de estar atafulhadas de roupa, alguma nem chegava a ser estreada. Acabou a febre de, todos os dias, comprar roupa para todos os dias mudar de visual

Em paz, sem pobres, sem deslocados nem desempregados, o mundo vive o melhor momento de sempre, depois de acabar com o analfabetismo, com os sem-abrigo, e até a violência doméstica, a humanidade pode, finalmente, saborear toda a beleza do nosso planeta

Depois de muitos anos de luta por um desenvolvimento sustentável, finalmente, o objetivo foi alcançado. Mas, para isso, primeiro, tivemos de pagar um preço muito elevado, por termos, o ambiente, envenenado

Infelizmente, parece que só assim somos capazes de evitar a queda no precipício, porque foi o que aconteceu com a conquista da paz, que só foi obtida, depois de muito sangue derramado

Falta saber, por quanto tempo, conseguiremos manter esta, feliz, situação!

As duras batalhas dos divórcios litigiosos, ainda, mais traumatizantes quando há filhos pelo meio, acabaram

Já não se veem, nem ouvem os progenitores dizerem mal um do outro, o que fazia com que os filhos fossem o saco de boxe, onde os pais descarregavam toda a fúria e frustração da separação, fazendo com que as crianças muito sofressem, porque todos gostamos de ambos

Quando as mulheres eram economicamente dependentes dos maridos, porque não trabalhavam fora de casa, era quase impossível, elas pedirem o divórcio.

Por isso, muitas sofreram muitas humilhações e agressões, sem meios para puderem fazer valer os seus direitos, tiveram de se resignar a uma vida sem dignidade

Assim que conseguiram a emancipação económica, os divórcios começaram, e vieram para ficar

Cada vez mais cedo, as crianças, se habituam a andarem com a trouxa às costas: semana num, semana no noutro

Hoje, o divórcio é encarado com toda a naturalidade, e os pais, mesmo divorciados, não deixam de se falar, acompanhando o crescimento dos filhos, juntos, nos momentos marcantes do seu crescimento.

 

Na Ilha de Madagáscar, devido à seca, há quem coza as solas dos sapatos, para enganar a fome!

 

José Silva Costa

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publicado às 07:57

Adeus!

por cheia, em 01.03.21

Fevereiro/Março

 

Um sol radioso

Aqueceste o corpo

Mas não iluminaste o rosto

Não pudemos ver o sol-posto

Um mês e outro

Doze, um ano!

Adeus, até para o ano.

 

Vais chegar

Sejas bem-vindo

Não vamos festejar

Já basta lembrar

Que foste tu a começar

E, nós com a esperança

Que quando regressasses

Já te pudéssemos ir esperar

Contigo ir passear, correr, namorar

Mas não! Continuamos, às casas, atados

Para bem de todos, escondemos o rosto

Não estranhes, não te beijar

Fica para quando isto passar

Não te sintas abandonado

Sabes que temos de ter cuidado

Sorte a tua, por serem só 31 dias

Ninguém sabe quando é que as ruas deixarão de estar nuas

Estão tão tristes, por não saberem o que se passa!

Cada vez que um par de sapatos as beijam

Choram de alegria

Mas a rua continua fria!.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 10:31


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