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Máscara

por cheia, em 22.06.20

A Máscara

 

Por detrás da máscara

Que nos afasta

Há o desejo de um beijo

O ensejo de voltar a inalar o teu cheiro

Quanto mais tempo vamos ficar cada um para seu lado?

Com medo de nos contaminarmos

Só os olhos autorizam destapar

Porque eles conseguem à distância comunicar

Mas vamos ter que nos habituar

A, com os olhos outras mensagens, enviar

Já que os lábios, que tanto gostar de pintar

Para os realçar

Não os podes mostrar

Ah como gostaria de com isto acabar!

Dar mais apreço à liberdade de o rosto mostrar

Sem medo de que nos apontem o dedo

Ou nos mandem para casa de quarentena

Por causa da saúde pública

Que temos o dever de preservar

Seguindo os conselhos da Direção Gerar de Saúde

Há tantas coisas, que só lhes damos valor quando as perdemos.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 08:16

Pequena, gente!

por cheia, em 21.10.19

O ambiente!

 

Que mundo tão controverso

Uns dizem sim, outros, o avesso

Ninguém se entende neste universo

Estamos, ou não seguros debaixo deste teto!

Uns dizem que sim, outros dizem que não

Não gosto de ouvir, nem ver, as pessoas dizerem

Que têm de ficar em casa, porque o ar está irrespirável

Por isso, fico muito confuso

Quando aparecem os sábios que sabem tudo

Que isto de preocupação com o ambiente

É coisa de miúdos e de pouca gente

Para eles, é uma moda, somente

Mas, eu que trabalhei numa avenida, onde tinha dificuldade em respirar

Acredito que têm de tirar os carros das grandes cidades

Para bem da saúde de toda a gente

É tão bom levar o popó, para dentro do emprego

Mas muito melhor é fazer um pouco de exercício

Mesmo que os sábios tenham razão

Quando dizem que o fumo perfuma os pulmões

É sempre bom aquecer os ossos, para que não enferrujem

Mesmo que seja só para reduzir o desperdício!

Já valeu a pena, lutar por um ambiente melhor.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:15

Euro 2004

por cheia, em 26.10.18

Euro 2004

 

Dez novos campos de futebol de uma assentada

Num país rico, não custou nada

Todos os que encheram o Estádio nacional

Todos vestidos de igual

Deveriam ser condecorados pelo Presidente da República

Porque evitaram que o custo desses estádios fosse gasto em Hospitais, escolas, creches e em tudo o que supérfluo, neste país

Não se queixem por não construírem o hospital pediátrico do Porto, por as escolas continuarem cobertas de amianto, material fatal, para a vida

O dinheiro é como o cobertor, quando é curto, quando tapa a cabeça, destapa os pés, quando tapa os pés, destapa a cabeça

Para quem pensa que essa foi a melhor opção, saiba que ainda faltam pagar cento e sete milhões e quatrocentos mil euros

Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 21:34


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