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Tempo!

por cheia, em 14.07.22

Tempo!

Estas flores, que te dou, simbolizam o meu amor

Têm o perfume dos teus beijos

A alegria dos teus olhos

As suas pétalas são macias como os teus cabelos

Dos teus lábios saem bonitas palavras

Que produzem sinfonias emocionais

E nos transportam para constelações nunca vistas

Meu amor, tu és a mais bonita flor

Aquela que escolhi para estar sempre a meu lado

O caminho, que já percorremos, alado

Com cravos e rosas embalado

Vamos caminhando por este céu estrelado

Colhendo os doces frutos dos muitos anos vividos

É tão bonito ver as nossas flores a crescerem

Bonitas e perfumadas que dá tanto gosto ver

Outras sementes vão germinar e florescer

Todos os dias vão amanhecer

Florir, sorrir, caminhar, ver tudo a evoluir

Como se a caminhada nunca acabasse

A lua e sol querem abraçar-se

Para melhor iluminarem o mundo

Criar uma nova filosofia

Baseada na fraternidade e solidariedade

Para que todos vivam em harmonia

Seja qual for o credo, a cor, a idade

Nestes tempos que exigem verdade e igualdade

Em que entidades milenares têm sido questionadas

Os seus dirigentes têm pedido desculpa pelas barbaridades cometidas

Sofrimentos revelados com a força do momento e a ajuda do vento

É neste contesto, neste leste e oeste, que, felizmente, ainda, podemos ver a solidariedade

Sem darmos o devido valor ao facto de podermos viajar, neste nosso espaço, sem peias nem embaraço

Oxalá, possamos continuar, em paz, a viver, trabalhar, estudar, nesta nossa Europa, num livre abraço.

José Silva Costa

 

 

 

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publicado às 07:54

Os céus

por cheia, em 17.03.22

Os céus!

 

Os céus estão revoltosos, de cor de fogo

Este inverno parece um inferno

Os elementos revoltaram-se contra os tristes eventos

Não há rosas, nem suaves momentos

Só tempestades e ventos!

Não há brilho, nem sol que nos aqueça

Que despedida mais avessa!

De quem passou, quase todo o tempo, com uma promessa

De que seria um inverno vestido de Primavera

Mas, o homem rasgou a razão e avançou com o canhão

E, os tempos não ficaram indiferentes

Foram ao mal buscar as sementes

Para castigarem todas as gentes

Que colaboraram com mentes doentes

A esperança é que chegue depressa a Primavera

Que traga perfume e amor, e leve a guerra

Que os céus voltem a brilhar, sem poeiras, nem bombas

E se encham de pombas brancas

Que vença a paz!

Já que o homem não é capaz

De olhar para o outro como irmão

Tanto ódio, tanta violência, tanta destruição

Em vez de um abraço e um aperto de mão!

 

 

José Silva Costa

 

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publicado às 08:00

O amor

por cheia, em 02.09.21

O amor

 

O teu jardim tem bonitas rosas!

Mas tu és a mais bela e perfumada

Quem me dera ser o jardineiro

Do teu bonito canteiro

Poder tratar delas o dia inteiro

Para ficarem ainda mais belas

Na esperança de que ficasses muito agradada

Sei que nos separa uma grande escada

Mas, se conseguisse abrir o teu coração

Poderia ser que descesses do teu pedestal

Me viesses cumprimentar: apertar a mão

Para sentires o bater do meu coração

Ver nos meus olhos quanto te amo

Dizer-te porque passo os dias a espreitar as tuas rosas

Como me alimento, apenas, do seu perfume

Tudo, só para ver se te vejo

Se advinhas o meu desejo

Ver de perto os teus olhos da cor do mel

Esperar o tempo que for necessário

 Para um dia contigo namorar

Beijar os teus rubros lábios

Poder ficar, para sempre, contigo

 

José  Silva Costa

 

 

 

     

 

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publicado às 07:56

Amor & guerra (34)

por cheia, em 17.06.21

Amor & guerra (34)

A Sara e o Miguel terminaram o Liceu, escolheram o mesmo curso e o mesmo estabelecimento de Ensino Superior: O Instituto Superior Técnico

No furor dos seus verdes dezoito anos cabiam todos os sonhos, todas as ambições, uma idade em que nada para os corações, no amor, nas emoções, nas vastas ilusões

O João voltou a visitar a Bárbara, levou-lhe mais um lindo ramo de rosas, belas, amarelas

Quando ela aceitou as rosas, ele abraçou-a e beijaram-se, disse-lhe ao ouvido: ”casas comigo?”

Toda ela estremeceu, sorrio e floriu, fê-lo esperar mais uns minutos, por fim, disse: “Sim”

Ficaram, ali, naquele enlevo, que nem deram por o tempo passar, só a chegada, da Sara, interrompeu aquele encantamento

Depois de a cumprimentarem, deram-lhe a notícia de que estavam noivos, ficou muito contente por ver a mãe, novamente, feliz, dizendo-lhe que já tinha perdido muito tempo Deu-lhes os parabéns, desejando que fossem muito felizes

Para comemorar, a Bárbara disse-lhes que ia fazer um jantar especial, o que fez com que a festa se prolongasse pela noite dentro. Como já era muito tarde, a Bárbara disse ao João, que podia ficar lá em casa, e ele aceitou

No dia seguinte, o João convidou-a para irem visitar os pais dele, a fim de os informarem sobre o seu noivado

Os pais dele ficaram muito contentes com a visita e a notícia. Há muito que esperavam que o filho desse aquele passo. Gostavam muito da Bárbara. Mas, infelizmente, a trágica morte do Firmino, tinha posto fim aos felizes anos, na companhia da Bárbara

Agora, esperavam que o João fosse tão feliz como o irmão, mas por muito mais tempo, com saúde e sem contratempos, na companhia da Bárbara, de que quem tanto gostavam, desejando que lhes dessem uma neta ou um neto, o que não foi possível com o Firmino  

A Miquelina continuava a lutar contra o cancro. Já tinha feito todos os exames, para se submeter à cirurgia, que os médicos decidiram ser a melhor maneira de o conseguir vencer

Estava otimista e tinha a certeza de que tudo iria correr bem, o que ajudava e animava quem a rodeava, e até os profissionais de saúde se sentiam contagiados pela sua boa disposição

A Bárbara estava radiante na companhia do seu novo companheiro. Só a doença da amiga lhe toldava a alegria

Foi visitá-la, antes que fosse internada para ser operada. Ficou muito animada por a ver tão determinada e segura de que tudo iria correr bem

Aproveitou para a pôr ao corrente dos últimos acontecimentos, dizendo-lhe que o ex-cunhado a tinha pedido em casamento, e que estava muito feliz por ter um companheiro

Também falaram do facto da Sara e do Miguel andarem no mesmo estabelecimento de ensino e no mesmo curso.

 

Continua.

 

 

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publicado às 07:10

Amor & guerra (16)

por cheia, em 26.04.21

Amor & guerra (16)

Quando chegaram a Santa Apolónia, em Lisboa, apanharam um táxi, e foram os quatro para o hospital, para, finalmente, verem como estava o Carlos

Assim que chegaram ao hospital, a Mequilina pediu ao plantão para falar com o enfermeiro

Disse-lhe que eram as visitas do soldado número 500, Carlos. Era a primeira visita, e que vinham acompanhados do filho, que ele ainda não conhecia, se poderia arranjar um sítio onde o pudessem ver, porque o menino não podia entrar na enfermaria

Foram encaminhados para uma salínha, onde esperaram pelo Carlos

Pouco depois trouxeram o Carlos, um maqueiro empurrava a cadeira de rodas

A mãe agarrou-se a ele, a chorar, a aperta-lo como se quisesse pegar-lhe ao colo

Ficaram minutos agarrados, sem dizerem palavra, até que ela lhe perguntou por que é que não andava, e ele respondeu-lhe que tinha sido ferido na perna esquerda

A seguir o pai abraçou-o e beijou-o, trocaram poucas palavras. Por último a Mequilina colocou-lhe o filho no colo, ficaram os três abraçados e a beijarem-se. O Carlos estava muito feliz por, finalmente, estar a abraçar o filho e a namorada. Aproveitou para lhe dizer, baixinho, que lhe tinham amputado, à perna esquerda, abaixo do joelho, e que os médicos lhe tinham garantido, que com uma prótese ficaria a andar bem

Carlos sugeriu-lhe que fosse mostrar o filho, aos antigos patrões dela, até podia ser que os deixassem lá dormir, para poder ir visita-lo, no dia seguinte, porque, ainda, tinham muito para conversar, e estariam mais à vontade, sem a presença dos pais dele

Terminada a visita, despediram-se e saíram. Cá fora, a Mequilina informou os futuros sogros, que não os acompanharia no regresso a Braga, porque ia visitar os seus antigos patrões

A Marina mostrou-se surpreendida, mas a Mequilina disse-lhe que tinha sido uma sugestão do Carlos, para poderem visita-lo no dia seguinte

Pela primeira vez despediram-se do neto, já estavam completamente embebecidos por terem um neto. Ao despedirem-se da Mequilina , prometeram verem-se em breve, queriam ver o neto crescer

Também chegou a hora da Bárbara ver o Firmino entrar-lhe pela porta dentro, com um bonito ramo de rosas, para lhe oferecer

Com os rostos banhados de felicidade, ficaram, tempo sem fim, a beijarem-se, com os corpos unidos, como se fosse só um

Antes que ela lhe perguntasse, ele apressou-se a explicar-lhe, quanto tinha sido difícil os pais aceitarem a sua decisão. Quanto à mobilidade, nem valia a pena falar, estradas esburacadas, minadas, troços só com escolta militar, dias e dias para fazer meia dúzia de quilómetros: um inferno!   

 

Continua

 

 

 

 

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publicado às 07:59

Flores

por cheia, em 08.03.20

Mulher

 

Mulher! Enigma difícil de ler

Deusa do meu saber

O teu ventre me fez nascer

Magia do teu poder

Como te agradecer!

Tu és fogo, terra, água

Sol a amanhecer

Rio a correr

Colo de saber

A amamentar a vida

Perfume que me inebria os sentidos

Lume que me queima as entranhas

Companheira

Flor dos nossos frutos

Porto de abrigo

Onde ancoramos o tempo

Tu és o brilho do sol

Suave e doce

Como a Primavera em flor

Para todas as mulheres

Todas as rosas.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 16:27


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