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Lua

por cheia, em 04.12.23

Lua

Em noite de Lua-cheia

Minha Lua namoradeira

Está ainda mais bela, aqui á minha beira

Estás linda com esse teu encanto, estás inteira

Os teus olhos castanhos de moira encantada são a minha cegueira

Sobre esses teus ombros de alabastro cai a tua linda cabeleira

Com toda essa magia, como gostava de te ver de perto, um dia

Sempre foste arisca, dizes que queres continuar solteira

Todos os dias te namoro, mesmo que o tempo não queira

O amor é assim, pode não ser correspondido, mas não desisto de nenhuma maneira

Pelo menos de noite és minha, todos os dias dormes á minha cabeceira

Deito-te a meu lado, agarro-me a ti e durmo a noite inteira

Só que de manhã, quando me queria despedir de ti, já lá não estás

A noite é que faz com que sejas a minha eterna companheira

Não há mais nada que tanto me prenda, senão essa tua secular atração 

Tu és sonho, fogo, volúpia, encantamento, firmamento, não vivo sem o teu encantamento

Os teus rubros lábios queria beijar, mas tu desapareces no exato momento em que te vou agarrar

Não paras de me encantar, minha bonita feiticeira

Prendes-me sem muros nem grades, apenas com olhares de brincadeira

Como se fosses uma jovem noiva passando as pedras da ribeira

Correndo de um lado para o outro envolta numa nuvem ligeira

Procuro apanhar-te mas tu esquivas-te e foges lampeira.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:56

Inverno!

por cheia, em 15.02.22

Um inverno diferente

Sem chuva, para um vão contentamento

De muita gente, que não o entende

Este inverno que mente

Que em vez de chuva, nos dá sol

Que nos quer conquistar pelo brilho do anzol

Que nos quer matar à sede

E que quer, que lhe agradecemos, por nos dar sol

E há tanta gente a morder o anzol

A agradecer o bonito e belo sol

Como se não precisássemos de comer e beber

Mas, é tão agradável o teu sol

Sol de inverno!

Que este ano nos levará ao inferno

Sem água! Pessoas, animais e plantas não resistirão

Com trigo sem grão, não haverá pão!

Haver fome, ou não!

Está na tua mão, meu inverno mandrião

Não te deixes envaidecer

Por aqueles que acham que podes ser só sol e amor

Tu tens de fazer chover, nevar, e a todos enregelar

Não és Estação para flores, perfumes, coisas fofinhas, sem dores

Deixa isso, para a tua amante: a Primavera

De ti esperamos rigor, noites quentes à lareira

O cheiro da flor de laranjeira

Não puder passar a ribeira

Ficar no outro lado a ver a água baixar

À espera de poder, a namorada, abraçar

Mesmo que ela fique no escuro da lua.

José Silva Costa

  

 

 

 

 

 

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publicado às 08:00


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