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A noite

por cheia, em 27.11.23

A noite

Há noite há magia

Há noite os sonhos

Pintam alegria

A noite pare o dia

Há noite há um farol

A iluminar o mar

O marinheiro sonda o luar

Não vá o barco encalhar

Quer a lua namorar

O mar também a quer conquistar

Ela não sabe quem escolher

A quem namoro aceitar

Os dois gostava de a encantar

Vai continuar para todos sorrir

Sem ter de decidir

 O sorriso não pode dividir

Com todos vai continuar a dormir

A todos inspirar

Sozinha se vai deitar

Sem ter com que se agasalhar

Tantos séculos magia a espalhar

Tantos poetas a enganar

Dizendo que é sua musa

Muitos continuam a esperar

Que as metáforas rompam o ar

Que os seus versos façam o mundo parar

Que a paz possa chegar

Que o ar se possa respirar.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:10

A encruzilhada

por cheia, em 18.10.21

A encruzilhada

 

Tempos densos

Jogos violentos

Noites afogadas em álcool

Vidas ceifadas nas madrugadas

Deslumbramento após o confinamento

Vidas sem sentido: nem trabalho, nem estudo

Passam os dias agarrados aos ecrãs

Sem perspetivas, nem futuro

O dia inteiro presos num muro

Sem falar, nem andar

Navegar em seco!

Na violência das “redes sociais”

Como é que nos vamos guindar, a novos patamares?

Se a transição do escuro para o verde vai ser desafiante

Vai exigir muita criatividade

Muita e boa mocidade

Onde não entra o muito álcool

Pensamentos com muita mais elasticidade

Exijamos mudanças nas políticas, para um melhor ambiente

Mas essas mudanças temos de ser nós a faze-las!

Novos hábitos de consumo

Preferir o que vem de perto

O que é da época

Para a eletricidade, temos de mudar

Para o fumo acabar

E a cidade poder respirar

E as crianças poderem, saudáveis, crescer

José Silva Costa

 

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publicado às 07:50

Ar

por cheia, em 05.12.17

Natal

 

Neste Natal, embrulhe as suas prendas em sorrisos, beijos e abraços

Deixe de lado o plástico, o papel e o cartão

Vamos dar as mãos, por novas soluções

Para preservar o ambiente

Os recursos não duram para sempre!

Não podemos gastar tudo, no presente

Mesmo que a publicidade não pare de nos assediar

Para este e o outro mundo comprar

Como se tivéssemos necessidade

De todos os dias mudar de computador, televisão, telefone e de tudo mais

Que nos preenchem todas as horas

Não nos deixando falar, nem conviver

Passamos o tempo teclando no movimento

Cada qual para seu lado, sem trocarmos uma única palavra

Lá chegará o tempo em que não conseguiremos articular qualquer som

Perderemos a voz, só os dedos comunicarão!

Oratória, imprensa, televisão

Ninguém para a evolução!

Mas, não basta embandeirar em arco

Parar o carro e apagar as luzes uma vez por ano

Todos os dias temos de contribuir para melhorar o ambiente

Para podermos continuar a respirar

Porque em muitos locais já é difícil respirar

Há coisas, que os milhões não conseguem comprar!

 

 

José Silva Costa

 

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publicado às 19:45


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