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O futuro é hoje (11)

por cheia, em 06.12.21

 O futuro é hoje (11)

 

A idade da reforma poderá baixar para os 66 anos

Uma boa notícia, não fosse a causa, a diminuição da esperança de vida

Que o covid-19 veio provocar

Maldito vírus que não nos quer largar

O Ministro, passageiro, finalmente, caiu do poleiro

Há muito que o deveria ter largado

Mas, a oportunidade, ainda, não tinha chegado

A poucos dias da campanha eleitoral

É preciso convencer os eleitores de que tudo vai mudar

Para melhor! Porque para pior já basta assim

O capitão já os tinha avisado

Quem se portasse mal, não tinha o contrato renovado

Dois em uma, dos dois não fica nenhum

Porque é preciso agilizar o novo Governo

Um Governo menos numeroso, se possível melhor

O adversário é poderoso: uma grande surpresa

Já o tinham dado como morto, mas ressuscitou

Até o Presidente recebeu, em audiência, o seu sucessor

Para acertarem as agulhas e escolherem o calendário

Mas, a ressurreição a tudo veio pôr um travão

Como o homem parece ter sete foles!

O adversário ficou um pouco em confusão

Lá terá de alterar o discurso e a disposição

Com esta carta fora do baralho é que ninguém estava a contar

Já deu provas de nem tudo acatar

Para aqueles que já tinham tudo cozinhado, foi um grande azar

É o que dá, saber dos furtos e não atuar

Bastou uma Freguesia para o Presidente mudar

Vamos ver o que o trinta-e-um nos vais mostrar.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:59

Amor & guerra (25)

por cheia, em 21.05.21

Amor & guerra (25)

A Bárbara, quando soube da publicação e do conteúdo do livro do General António de Spínola, ficou muito arrependida de ter ficado em Luanda, porque desde que viu como os pais foram assassinados, que nunca mais se sentiu segura, em Angola

Naquela casa, felizmente, mais ninguém tinha visto as barbaridades a que ela assistiu

Por isso, estavam muito mais confiantes que ela, numa transição pacífica, coisa que para ela era impossível, para mais com três movimentos: três galos para um poleiro!

Fosse qual fosse a solução, que a história escolhesse para o fim da guerra contra Portugal, não seria fácil um entendimento entre os três movimentos

 

Depois de marcado o casamento, no Registo Civil, o Carlos, a Mequilina e o Miguel apanharam camioneta para Vieira do Minho, para informarem, a Mariana e o João, de tantas e boas novidades

Foi uma excelente surpresa, quando viram o Carlos, a caminhar, como se não tivesse nada, acompanhado da Mequilina e do Miguel

Mariana quis saber e ver como funcionava a prótese, porque da última vez, que tinha visto o filho, não se tinha apercebido da amputação, tendo sabido pelo marido

O Miguel começou por informar, os pais, a data do casamento, acrescentando que casariam só pelo Registo Civil

Os pais ficaram um pouco tristes, porque estavam habituados a que todos casassem pela igreja. Mas, devido à circunstância de já terem um filho, aceitaram a decisão dos noivos

De seguida informou-os sobre o emprego, que os ex-patrões da Mequilina lhe tinham arranjado, e o que ia fazer. Só faltava saber para onde iam viver, uma vez que ainda não tinham tido tempo para procurar casa

Tinha de ser uma escolha e uma decisão dos dois. Gostavam de conseguir alugar uma casa, que fosse um lugar agradável, para os três

O casamento foi uma cerimónia simples, até porque não tinham dinheiro para grandes despesas

Gostavam de ficar mais uns dias nas suas terras, com os seus pais, o Miguel queria estar mais tempo com os avós, principalmente os paternos, que mal conhecia

Mas a vida é mesmo assim! Não ficamos onde gostamos, temos de ir à procura duma melhor vida, que até pode ser pior, mas é onde temos possibilidades de obter mais rendimentos, para fazer face às duras dificuldades da vida

Dois dias depois, apanharam o comboio, para Lisboa. O Miguel ficou encantado com a viagem, pela primeira vez, deu atenção à paisagem

Ficaram numa pensão, enquanto não alugaram a casa. Não conseguiram alugar casa, em Lisboa, para onde o Carlos iria trabalhar, tiveram de ir viver para a Amadora, onde as rendas eram mais baixas.

Continua.

  

       

 

 

 

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publicado às 07:52


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