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Rua!

por cheia, em 10.11.19

Rua!

 

Vives na rua

À luz da lua

Na indiferença, nua

De quem passa

Olha para o lado

Para não ver o frio duro

Que te agasalha

No aconchego

Das pedras da calçada

Com as estrelas como almofada

Em lençóis românticos, deitada

Sonhando com um mundo de fada

Que não tem data anunciada!

Prometido em cada eleição, marcada

Mas, as legislaturas passam, e nada!

Tu aguardas desesperada

Por uma mão amada

Que te ajude a subir a, social, escada.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:34

A amizade

por cheia, em 26.05.19

Maio

Maio, mês do sol, das flores, dos fins de tarde encantadores!

Das cerejas rubras e deliciosas, como os beijos

Do desejo de te beijar, como se cerejas estivesse a provar

Os teus lábios são romãs, com cerejas a namorar, que gosto de saborear

Vamos aproveitar este sol de Maio, para nos embalar

Não há mês como este para nos levar ao altar

Quem me dera que todo o ano fosse Maio

Passar todo o tempo no sorriso do teu encanto

Sem chuva, sem frio, sem vento

Só com o sol a brilhar nos teus olhos e o corpo a saber a mar

Na praia, no campo, no meio das flores, a sonhar

Com futuros, sem muros, sem guerras, sem fomes, sem pobres

Talvez sejam só visões, mas seria tão bom viver na ilusão

Sem saber da realidade, dura e crua

Abraçar um desejo, um sonho, um amanhecer diferente

Onde a humanidade pudesse estar toda abraçada por uma causa

A amizade!

 

José Silva Costa

 

 

 

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publicado às 19:32

Fretes

por cheia, em 25.11.18

Fretes

25/11/1975

O ano do início da consolidação da democracia

Por que até aí, ninguém sabia para onde é que a revolução pendia

Quarenta e três anos depois

Os nossos votos não passam de um a cortina de fumo, para elegermos os representantes do grande capital

Criaram a CRESAP, que nos custa milhões, com a função de escolher os melhores, para a Administração Pública

Mas, quem manda são os donos disto tudo

No último congresso do PS, Catroga exigiu a substituição do Secretário de Estado das energias

Que estava a fazer um bom trabalho para os contribuintes e péssimo para a EDP

Costa aproveitou a confusão de Tancos, que nunca saberemos se houve roubo ou não

Para uma remodelação governamental, incluindo a substituição do Secretário de Estado, pela EDP, indesejado

Há sempre uma empresa Galamba, pronta para todos os fretes

Assim, como há sempre, profissionais ou amadores, para furar greves

A EDP está repleta de administradores inválidos da política: Catroga, Cardona …….

Que, na CGD, fez um trabalho exemplar, um prejuízo de muitos milhões, que tivemos de pagar

Há quarenta e três anos foi tudo nacionalizado, passados uns anos foi tudo reprivatizado

Atualmente é tudo da República da China

Passado quase meio século, continua a economia a mandar

E, nós desejamos, que amanhã vejamos nascer um novo dia.

José Silva Costa

PS. O dia em que o Reino Unido saíu da UE., por achar que a solidariedade não é paz.

 

 

 

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publicado às 18:42

Balanço

por cheia, em 22.11.18

Balanço

Com quase meio século de democracia

O país, este estado, não merecia

Apesar de todas as grandes empresas mundiais quererem, aqui, centros de excelência, construir

Continuamos com mais de dois milhões de pobres, enterrado em corrupção e desigualdades

Morremos nas estradas, em derrocadas, em incêndios, por falta de infraestruturas

Estamos na cauda da Europa, de onde não conseguimos descolar

Ainda temos cento e vinte e tal por cento de dívida pública, para pagar

E, já os espanhóis nos estão a empurrar, para um feito exemplar

Não nos bastavam os nossos heróis!

Organizar a três, um mundial de futebol, Portugal, Espanha, Marrocos

Até que, enfim, aí está uma estratégia dos estadistas europeus

Para acabar com o desespero, a pobreza, a emigração do continente africano

Assim, os africanos já não precisarão de se atirar ao mar, para nos virem cumprimentar

Não temos emenda, o que gostamos é de obras de fachada, às quais batemos palmas

Não temos problemas em nos endividarmos, seja o Estado, sejam os particulares

Gastamos, como se o dinheiro caísse do céu e corresse do telhado!

Quando os agiotas, sempre prontos a emprestarem-nos mais do que o que pedimos, desconfiam, que já não teremos capacidade de lhes pagar, fecham-nos a torneira

Então, lá vamos nós, de chapéu na mão, chorar no ombro do FMI

Como bom amigo obriga-nos a comer pela sua mãozinha, fazendo-nos, capital e juros, pagar com língua de palmo

Mas, mal nos libertemos do seu pezinho no nosso pescoço, voltamos ao mesmo, sem que tenhamos aprendido a lição, por falta de juízo.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 21:04

Esquemas

por cheia, em 22.10.18

Esquemas

O Orçamento do Estado

Cada um a pensar no seu eleitorado

Não há o mínimo de sentido de Estado

O Orçamento é um documento esfrangalhado

Aqui e além retalhado, o futuro é ignorado

O que interessa é embebedar o eleitorado

Este país vive, sempre, no caos, nunca estruturado

A saúde, a educação e a justiça estão cada vez mais degradadas

Hospitais privados nascem como cogumelos

No entanto, a geringonça canta grandes vitórias

Bloco de Esquerda, para esbater as desigualdades, conseguiu uma redução, nas propinas, para todos

Assim, algumas meninas e meninos terão mais duzentos euros, para os festivais de verão

Partido Comunista Português,  um aumento, igual, para todos os funcionários públicos, nem que seja um cêntimo

Segundo estes partidos, poderia ser muito mais, se não fosse a obcecação de pagar a dívida e o controlo do défice!

Partido Socialista, congratula-se por nunca este jardim, à beira mar plantado, ter estado tão florido

Mais de dois milhões de pobres, os serviços públicos entupidos, marcação de consultas com três anos de espera, horários suprimidos por falta de comboios, consultas e cirurgias adiadas por greves, todos os dias.

Quando confrontados com a realidade, respondem com os programas vinte, vinte, quarenta, quarenta, cem, cem, carregados de milhões, que ninguém sabe para onde foram ou em que cofres estão.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 07:46

Curta, é, a vida!

por cheia, em 08.07.18

Tanto trabalho, para tão poucos dias!

Estou de acordo com as trinta e cinco horas

Não nascemos, para, só, trabalhar

Também temos o direito de, o mundo, olhar

Por que razão só pensa em, os dividendos, aumentar?

Com as novas tecnologias, não está sempre a produção a aumentar!

Todos têm direito a um posto de trabalho

O desemprego só gera desigualdades

Quem é que não se sente inferior por não conseguir contribuir para a produtividade?

Portanto, menos horas de trabalho! Ocupação para todos

Já basta, quererem que nos reformemos aos cem anos!

A história da sustentabilidade está muito mal contada

Os jovens têm direito a sonhar com realizações, que só o trabalho lhes pode dar

Para quê, com trabalho, os velhos, matar?

Deixem-nos, ao menos, uns minutos descansar, quando já não podem andar

Ninguém cá vai ficar, mesmo que queira este e o outro mundo abarcar!

Vamos, o Planeta, ajudar, não estragando hoje, o que amanhã nos faltará

O desperdício é o nosso pior vício, com a fantasia de que isso, mostra ao outro que existo

Mais solidariedade, mais humildade, mais humanidade é o que precisamos, na realidade

Quanto mais o fosso entre ricos e pobres diminuir, mais a alegria nos vai unir

A alegria de ver mais gente feliz, faz um Mundo novo emergir

Ninguém encafuado, em muros, condomínios, arame farpado ou assustado, se sente realizado

Este pequeno e pobre espaço, de todos, por todos tem de ser bem dividido e administrado.

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 23:00


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