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Em tempo de pandemia!

por cheia, em 10.07.20

Julho 2020

 

 

 

Um Verão quente no Interior, mas fresco no Litoral Ocidental

Com a pandemia, sempre, a ameaçar

Embebecidos, contemplamos a Lua

Neste Verão não há barulho, na rua

Há um doce silêncio, que nem parece Verão

Antes de adormecer, nas ondas dos teus cabelos, deito o meu olhar

Respirar o teu perfume, faz-me sonhar

Sozinhos, como no início!

Com os anos passados e os filhos criados

Temos a ilusão que voltámos aos tempos de namorados

Mas, o espelho desmente tudo o que tínhamos arquitetado

Os corpos, os rostos, os cabelos estão desfigurados

Como é que podemos ser os mesmos, dos vinte anos! Depois de tantos, passados

Acho que foram as nossas netas e neto, que guardaram os nossos rostos, dos vinte anos

Para os mostrarem aos nossos bisnetos, que nos vão ver como se fossemos, sempre, jovens

Enquanto vão vendo os seus pais a envelhecer

Como é bom, assim, ver o entardecer!

E, ao teu lado, adormecer.

 

 

José Silva Costa

 

 

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publicado às 08:14

Primavera

por cheia, em 20.03.20

Primavera, 20/03/20

Chegou a Primavera

Ficou em casa

Sem campos floridos, nem perfumes

Mas, solidária!

Trouxe-nos água

Para podermos continuar a lavar as mãos

A lembrar-nos que os tempos mudaram

Que estamos todos no mesmo barco

Que nunca estivemos tão ligados

E, o que nos liga não escolhe entre ricos e pobres

Que não se justifica, uns terem tudo e os outros só fome

Que chegou a hora de respeitar a Natureza

Não a destruindo com a força rude da ganancia

Numa exploração desenfreada, matando tudo, não deixando nada

Numa ambição desmesurada, que nunca está saciada

Aproveitamos este interregno, para mudar de rumo

Construir um novo futuro

Aproveitando os novos recursos

Para aprender e trabalhar

A partir de outros locais

Onde a presença não seja vital

Para os transportes não sobrecarregar

Um novo estilo de vida temos de inventar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:57

Flores

por cheia, em 08.03.20

Mulher

 

Mulher! Enigma difícil de ler

Deusa do meu saber

O teu ventre me fez nascer

Magia do teu poder

Como te agradecer!

Tu és fogo, terra, água

Sol a amanhecer

Rio a correr

Colo de saber

A amamentar a vida

Perfume que me inebria os sentidos

Lume que me queima as entranhas

Companheira

Flor dos nossos frutos

Porto de abrigo

Onde ancoramos o tempo

Tu és o brilho do sol

Suave e doce

Como a Primavera em flor

Para todas as mulheres

Todas as rosas.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 16:27

Rosas!

por cheia, em 11.02.20

Rosas de Maio

 

Rosas de Maio

Tanto amar

Ventos do sul

Tanta dor

 

Tanto perfume

No chão, derramado

Por rosas de fogo

No Alentejo, queimado

 

Rosas de Maio, por que chorais?

Se todos os anos voltais

Com novos perfumes, mais …..

Só, as humanas não voltam mais!

 

Rosas de ventre inchado

Trarão ao mundo

Tanto bebé inacabado

Que, com leite e ternura, será criado

 

Rosas, por que me deixais?

Triste, sozinho, abandonado

À espera do dia prometido

O dia perfumado

 

Rosas, rosas de Maio

O mês mais perfumado

Por que não vindes, todos os meses?

Trazer-me novas e perfumes do meu amor.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:22

Flores

por cheia, em 17.03.19

Flores

A encantadora Primavera

Quanto perfume encerra!

Nas flores de todas as cores

As abelhas roubam beijos

Saltitando de flor em flor

Como se fossem apaixonados namorados

Com as patas carregadas de pólen perfumado

Vão acumulando muito trabalho

Para manterem a colmeia bem perfumada

Trabalhadoras incansáveis

Polinizadoras amáveis

Fazem um trabalho tão importante

Levar o pólen dos estames para o carpelo

Provocando a fecundação numa flor

Mas, nós se lhes agradecemos o mel!

 

José Silva Costa

 

 

 

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publicado às 22:35


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