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Os céus

por cheia, em 17.03.22

Os céus!

 

Os céus estão revoltosos, de cor de fogo

Este inverno parece um inferno

Os elementos revoltaram-se contra os tristes eventos

Não há rosas, nem suaves momentos

Só tempestades e ventos!

Não há brilho, nem sol que nos aqueça

Que despedida mais avessa!

De quem passou, quase todo o tempo, com uma promessa

De que seria um inverno vestido de Primavera

Mas, o homem rasgou a razão e avançou com o canhão

E, os tempos não ficaram indiferentes

Foram ao mal buscar as sementes

Para castigarem todas as gentes

Que colaboraram com mentes doentes

A esperança é que chegue depressa a Primavera

Que traga perfume e amor, e leve a guerra

Que os céus voltem a brilhar, sem poeiras, nem bombas

E se encham de pombas brancas

Que vença a paz!

Já que o homem não é capaz

De olhar para o outro como irmão

Tanto ódio, tanta violência, tanta destruição

Em vez de um abraço e um aperto de mão!

 

 

José Silva Costa

 

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publicado às 08:00

As crianças!

por cheia, em 10.03.22

Os gritos das crianças!

 

Bombas rebentam por toda Ucrânia

As crianças gritam, nos colos das mães

Com medo, cheias de aflições

Um abrigo de que só as mães são capazes

Apertam-nos contra o seu peito

Fazendo com que momentaneamente passe o efeito

Mas, nos sonhos, tudo fica desfeito

Acordam aos gritos como se estivessem a ouvir as bombas a rebentar

Não conseguem descansar

As mães acabam por o seu país abandonar

Sem saberem para onde ir, vão, um lugar seguro, procurar

Os pais abdicam de tudo, para que os filhos, em paz, possam criar

Mas, os déspotas, sem coração, são surdos!

Não ouvem nem choros, nem gritos de arrepiar

A sua obsessão é tudo metralhar

Se possível tudo arrasar

Quem pode dizer que está seguro no aconchego do seu lar!

A descansar do muito trabalho que lhe deu a arranjar

Se há quem não saiba o que é sonhar viver em liberdade

Sem peias, nem meias, de que alguns estão, sempre, a relativizar

Sem nos conseguirem explicar

O que querem dizer com a seguinte frase: “amplas liberdades”

Como se a Liberdade se medisse em comprimento ou largura!

Não! A Liberdade não tem condicionantes

Ou há Liberdade, ou não há Liberdade

Não consente meio-termo!

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 08:00

Amor & guerra (40)

por cheia, em 05.07.21

Amor & guerra (40) 

Frente a frente, os cinco: o pai, as mães e os filhos. Pela primeira vez estavam todos reunidos, na expetativa do que iria acontecer, tendo aceitado aquela reunião, para que soubessem a verdade, e, se possível, voltassem, de novo, a viver em paz

A Bárbara pediu para ser a primeira a falar, pediu desculpa a todos por não ter dito toda a verdade, porque queria que o Carlos sentisse o que tinha sofrido, por ter ficado com uma filha nos braços

Mas pior que criá-la, tinha sido, ter de a ouvir, todos os dias, a perguntar pelo pai, sem que tivesse uma resposta, para tantas e insistentes perguntas

Queria que soubessem que tinha sido ela a aliciar o Carlos, quando percebeu que o Capitão a queria tirar daquela cave, onde se tinha escondido, desde o assassínio dos pais, exigiu que mandasse um soldado para a acompanhar

O Capitão escolheu o Carlos para tentar convencê-la a sair daquele lugar. Tinha-se apaixonado, por ele, desde o primeiro dia em que o viu, na primeira visita que ele lhe fez, mas continuou a recusar-se a sair do buraco, porque continuava com medo de voltar às ruas, onde vira os corpos decapitados, pelos guerrilheiros

Com a continuação das visitas, foi dizendo, ao Carlos, quanto gostava dele, e que a sua companhia faria com que conseguisse dominar os medos, mas ele disse-lhe que não podia namorar com ela, porque já tinha namorada

Não desistiu, dizendo que a qualquer momento se podia mudar de namorada ou de namorado, e que não sairia daquele local, sem que, primeiro, tivessem relações sexuais, convencida de que se ficasse grávida, ele seria obrigado a casar com ela

 O seu plano não deu resultado, porque a Companhia saiu da sua terra, antes de saber que estava grávida

Depois de revelar, a todos, o que tinha acontecido, pediu, mais uma vez, desculpa, dizendo que esperava ter provado que o Carlos não tinha tido culpa, e, por isso, merecia ser amado por todos

A Miquelina disse que, por ela, tudo voltaria ao que era antes de saber que o marido tinha uma filha, esperando continuar a ser muito feliz, na companhia do Carlos, que se devia orgulhar de, para além do bonito filho, ter também uma bonita filha

A Sara abraçou-se ao irmão a chorar de alegria, não conseguia esconder a felicidade de ter conseguido encontrar o pai, e de ter feito com que todos ficassem amigos  

De seguida abraçou e beijou a Miquelina, a mãe e o pai. Não parava de chorar de alegria, fazendo com que o Miguel a apertasse nos seus braços, pedindo-lhe que não chorasse mais, porque tudo estava esclarecido e que tinham era de continuar, todos, a ser amigos.

 

Fim.

 

 

  

 

 

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publicado às 07:50

Dialogar

por cheia, em 09.05.20

70 Anos

 

Setenta anos a dialogar

Para as armas calar

Não compreendo os que andam a gritar

Para sairmos do Euro, e as fronteiras fechar

Com o falso pretexto de mantermos a nossa independência

Como se fosse melhor o isolamento, do que a cooperação

O que lhes vale é a pouca politização

De quem os ouve

Com a proposta: “ uma política patriótica”

Seja lá o que isso for

Sem preocupações com o aumento da dívida e do défice

O que a Europa precisa é de solidariedade

Para os tempos negros, melhor, atravessar

Espero que os políticos de hoje ponham os olhos nos de há setenta anos

Mantendo as armas caladas e continuando o diálogo

Para bem de todos os povos.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 23:21

Verão cinzento

por cheia, em 11.08.19

Verão cinzento

 

Há nuvens negras, neste agosto cinzento

Há quem tenha de trabalhar

Todos os dias, de sol a sol, para angariar o sustento

Há quem viva à conta do Orçamento

Que busque, lá fora, o que não tem cá dentro:

Espetadores, porque as praias têm estado entregues ao tempo

Que tenha forçado um evento

Para uma exibição contra o momento

Que exemplo!

A política deveria ser um exercício exemplar

Mas, tornou-se num espetáculo nojento

Muito pouco compatível com este tempo

Em que, muitos povos, correm de um lado para o outro

À procura de segurança, pão, casa, paz

À procura de um coração que os abrace

À procura de um sítio onde nasça a esperança.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 17:26

Canções!

por cheia, em 15.05.19

O festival da canção

A Europa vestiu-se a rigor

Para ouvir e ver os seus cantores

Foi maravilhoso ver os casais a beijarem-se

Expressando todo o amor

Numa festa em que a Europa confraterniza

E a torna, uma vez no ano, mais unida

É bom dar lugar ao amor, à alegria, à vida

Todos deram o seu melhor, para chegar à final

Mas, só alguns conseguiram passar

E, no fim, só um vai ganhar

O principal é dizer presente, participar

E orgulhar-se de contribuir para, milhões no mundo, alegrar

Não vale a pena desesperar

A vida é feita de vitórias e derrotas

E, para o ano podemos voltar a tentar

Só a paz permite estas realizações

Onde cabem todos os corações.

 

José Silva Costa

 

 

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publicado às 21:06

Mulher

por cheia, em 06.03.19

Mulher

À Natureza, foste buscar a beleza

És uma flor delicada e perfumada, mas tesa

Capaz de comandar o Mundo

Com a tua inteligência, humanidade e certeza

De que só quem tem a missão de embalar o Mundo

Pode compreender a energia de uma vida

No choro e no riso da criança parida

Quando fores mais compreendida!

Então, o Mundo terá uma nova vida

Uma ambição de amor e paz

Dentro de ti, trazes, escondida

Porque tu dás à luz a vida

A dádiva, mais valorosa, conhecida

Tu tens de ser admirada toda a vida

Tu tens sido, ao longo dos séculos, muito ofendida

Mesmo assim, tens sempre a mão estendida

Para ajudar, acarinhar, salvar uma vida

É contigo que tudo aprendemos

E quando ao fim de poucos meses

De coração desfeito em lágrimas

A outros nos, tens de entregar

Por força dos compromissos

São quase sempre, mulheres que nos continuam a embalar

Desde o momento, que dás à luz, uma vida

Nunca mais vais deixar de te preocupar com ela

Mãe, nunca esquecerei quanto sofreste, para me dares a vida!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:15


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