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Ouro!

por cheia, em 16.10.23

A chuva

O verão já ia longo

Não queria dar lugar ao outono

O vento acordou do sono

Trouxe a chuva ao ombro

Que há muito tinha adormecido

Que não deu por estar atrasada

Costumava chegar pelo quinze de agosto

Este ano chegou um mês atrasada

Depois, ainda, tirou mais um mês de férias

Espero que não queira, agora, chover tudo de uma vez

Ainda temos mais meio mês de outubro

E meses sem fim, que gostam de ser lavados

Mas com água suave, para os massajar

Sem pressas, nem vagares, na medida certa

Para que a possamos apreciar, guardar, admirar

Sem ela não há vida, mas também tem tirado muitas vidas

Temos de atribuir à água mais valor

Não podemos continuar a desperdiça-la como se não valesse nada

Se lhe atribuirmos o valor do ouro

Será mais difícil estragá-la

Talvez, até faça com que passemos a poupá-la

Cai do céu, mas nem sempre

E, nós todos os dias a utilizamos

Sem ela não há vida!

 

José Silva Costa

 

 

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publicado às 07:54

As Mulheres

por cheia, em 07.08.20

As Mulheres!

As mulheres estão a assumir cargos muito importantes, o que é natural, por estarem em maioria, e nalguns países serem mais qualificadas

Três mulheres ocupam, atualmente, cargos importantes, que podem ajudar o Mundo, nos difíceis tempos que nos esperam

 Kristalina Gueorguieva, Presidente do Fundo Mundial Internacional, Christine Lagarde,    Presidente  do Banco Central Europeu  e  Ursula Von der Leyen,  Presidente da Comissão Europeia. Parecem estar de acordo quanto às políticas a seguir, para que o Mundo tente evitar uma catástrofe, quase certa

Defendem uma mudança no setor da energia, substituindo a energia de origem fóssil e nuclear por energia renovável

Também querem um forte reforço no digital, o que pode vir a ser muito útil, em tempo de pandemia, para que a sociedade não pare e se possa cumprir o afastamento físico

Acho que já ninguém dúvida que as alterações climáticas vieram para ficar, causando grandes catástrofes em muitos pontos do globo

O que fará com que tenhamos de modificar quase tudo: indústria, comércio, consumo, horários, transportes, etc.

Todas as mudanças se confrontam com a inércia, ou ainda pior, com a recusa em mudar

Parece que todos estão de acordo que esta pandemia só se vence com solidariedade

Mas, quando vemos o que se passa com a reabertura das fronteiras, na União Europeia, mais parece uma desunião

Não estão a dar mostras dessa solidariedade, que dizem ser tão necessária, ainda, por cima, os critérios, para a discriminação deste ou daquele, são baseados em resultados fraudulentos.

Se fazem isto para tentarem ficar com os poucos ossos, que restaram

do turismo, o que farão para ficarem com a futura carne!

Estamos endividados até ao último cabelo, temos o país parado, quando regressarem de férias, no privado, ficará quase tudo desempregado, como vamos dar conta do recado!

Ansiamos pela vinda do dinheiro da Europa, para ver se o barco não vai ao fundo

Mas, quem tem a chave do cofre, não o quer entregar, sem forte controlo

E, têm toda a razão, porque tem de ser aplicado naquilo, que julgam ser a nossa salvação

Para além de que se pode perder nos bolsos da corrupção, como todos sabemos, e para os que já se tinham esquecido, saiu um relatório, lembrando que nos últimos dez anos, as fraudes em subsídios europeus atingiu 2,3 mil milhões de euros, o dobro do que vamos enterrar na TAP

Minhas Senhoras! Deem, aos que sempre Governaram o mundo, uma grande lição, mostrando que nunca fizeram nada de jeito

Quem conseguir levar o vírus de vencido e equilibrar o mundo, merece todo nosso respeito

Estamos consciente do que aí vêm, mas estou certo de que as mulheres lhe conseguirão dar um jeito

Só elas sabem como nos criaram, com o seu peito

Todos temos o dever de colocar todo o nosso saber na construção de um mundo melhor, para todos!

Se há coisa que este vírus nos ensinou, é que somos todos vulneráveis, mesmo que tenhamos redomas de ouro

E que ninguém cá fica, nem, nenhum tesouro, leva

O melhor tesouro será ver um Mundo Melhor.

 

José Silva Costa

 

 

 

  

 

 

 

   

 

                         

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publicado às 07:42

Abril

por cheia, em 17.04.20

A Chuva

 

São correntes de ouro a caírem do céu

Neste Abril chuvoso

Tão limpas como o amoroso

Quando as vimos contra os raios solares

São vida para plantas e animais

A Natureza está agradecida

Por tanta quantidade de água

Não posso ir ver se o rio vai alteroso

Mas, bem a vejo

Da minha janela

Quando a chuva passa

A espreguiçar-se, a sorrir, a esfregar os olhos

A beijar o vento de tanto contentamento

Abraçada ao sol, como se estivessem a combinar

Tudo fazerem germinar

Para todos alimentar

É na Primavera

Que os cereais costumam namorar

E, esta chuva, agora mais limpa, a todos vem abençoar

Num tempo em que só à janela podemos assomar

Devemos estar gratos por podermos continuar a ver

A chuva, o vento, o sol, a lua, todos juntos, na rua.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 08:28


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