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Vírus e vandalismo

por cheia, em 12.06.20

Junho de 2020

Seis meses de pandemia, provocada pelo covid-19

O Mundo já estava conturbado

Mas, agora, está irreconhecível

Ficou tudo parado

Felizmente ou infelizmente, nem todos, ainda, se aperceberam da catástrofe

O constante anúncio de despedimentos tira-me o sono

Tal com aconteceu em 2008

Em que a ganância, que alimentou as pirâmides, na ilusão de alguns, de que todos podiam enriquecer facilmente, levou o Mundo à falência

Desta vez foi um vírus que, ao provocar a morte, o medo, o desespero, nos levou ente-queridos, abraços, beijos, convívios, empregos, empresas, a vida

O que devemos fazer para sair deste confinamento?

Ninguém sabe, porque tudo isto é novo

Mas uma coisa é certa, temos de respeitar a Natureza

Temos de tentar reduzir a pobreza

A tendência será reduzir o desperdício

O que vai fazer com que tenham de converter algumas empresas

Com esta pandemia, a alimentação ganhou outra atenção

A agricultura mais destaque e dimensão

É na terra e no mar que, o que comemos, nasce

Se todos fomos afetados!

Que dizer dos refugiados

Em campos superlotados

Crianças, mulheres, homens amontoados

Um WC para uma centena de pessoas!

Onde as mulheres estão, sempre, em perigo

Com receio de serem violadas

À noite, preferem usar fraldas, a saírem das suas débeis muradas

Estamos a assistir a coisas inusitadas

Os novos inquisidores querem apagar a História

Derrubando e queimando estátuas

Como se isso revertesse os erros cometidos

Quantos dos que hoje gritam contra o colonialismo, beneficiam ou beneficiaram com ele?

Não se emendam erros, destruindo o património!

Todos ficamos a perder.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:55

A magia da lua

por cheia, em 07.06.20

 

Lua Cheia!

Não encendeis a minha candeia

Há noite, depois da ceia

A tua magia aumenta a fantasia

Não durmo como dormiria

A tua luz os olhos fere!

Uma energia, que os impede de se fecharem

Sei que interferes nas ondas do mar

Como me impedes de, os meus sonhos, navegar

Tenho de esperar que te deites

Para poder, enfim, descansar

Lua de quatro fases e de outras tantas faces

Ao longo dos séculos, quantos encantaste?

Quem amaste!

Misteriosa, bela, encantadora

Todos te têm cantado

Inspiradora de almas noturnas

Que não obedecem à noite

Que não adormecem

Que se portam como se o sol nunca se pusesse.

José Silva Costa

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publicado às 12:07

Gaivotas!

por cheia, em 24.02.20

Carnaval

22/02/2020

 

Fomos ver os meninos e meninas da EB1 de Mafra

Desfilaram pelas ruas da Ericeira

Terminaram no Parque de Santa Marta

Com muitas máscaras alusivas ao mar

Onde não faltaram as pranchas de surf

Em homenagem às ondas de Ribeira D’ Ilhas

Pareciam bandos de Gaivotas

A esvoaçarem pelas ruas

Misturados de criaturas do mar

Por aquelas ruas a desfilar

Na alegria contagiante

Que só as crianças nos sabem dar

Uma tradição muito antiga

Que nos permite brincar ao Carnaval

Com a qual tive contato

Quando ainda, nos bancos da Escola, não tinha lugar

Mas como nasci numa casa onde também estava instalada a Escola

Desde muito cedo me intrometi nas brincadeiras do recreio

Estava na porta de entrada, teria 3 ou 4 anos, quando vi um Senhor a subir a rua

Mascarado com cortiça queimada e uns grandes dentes de cana

Fez-me sinal para não dizer nada

Devia ter autorização da Professora

Porque a porta estava aberta

Aproveitei a boleia e entrei ao lado dele

E, vi alguns alunos a saltarem para cima das carteiras

Esta é a minha primeira lembrança das brincadeiras do Carnaval.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 17:56

O Sol

por cheia, em 13.07.18

Domingo vai chover

 

As previsões dizem que Domingo vai chover

Graças à ciência e às novas tecnologias, podemos, com antecedência, saber como vai estar o tempo

No Domingo vamos dar descanso às férias, não correndo para as praias, para torrar

Vamos aproveitar para descansar, sabe tão bem descansar do cansaço das férias

Há sempre muito que fazer: ver um filme, ir ao cinema ou ao teatro, visitar uma amiga ou um amigo, mesmo que esteja detido

Proponho-vos um exercício muito mais difícil: tentar desconectar toda a família, sentá-la a uma mesa, para jogar às cartas, às damas, ao monopólio, etc.

Um ótimo exercício, para testarmos as reações, de cada um, quando se perde, ou quando se ganha

E, vão ver que nem se lembram que está a chover

Mas, se preferirem, também, podem ver a chuva a cair, regar e lavar tudo, com as plantas a sorrir

Na segunda-feira não se esqueçam de observar e saborear a frescura, o perfume, os efeitos, de o Verão, ter procedido à limpeza do que não fez, durante um mês de muitas desilusões

Nem ele sabe muito bem, por que razão não fez o Sol brilhar, aquecer a água do mar………

Tenho uma explicação: o Verão, este ano, no seu primeiro mês, foi de férias, para a Rússia, para ver o Campeonato Mundial de Futebol.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 21:33

As imagens!

por cheia, em 01.07.18

As imagens

 

As imagens da televisão

Bem avisaram que não eram

Para que tem coração

Infelizmente, todos os dias morrem bebés!

Mas, não os mostram na televisão

As imagens destes três, vão-me atormentar

Durante muito tempo, a toda a hora, a todo momento

Olhos que não veem, coração que não sente

Como é que há gente?

Que se recusa a enfrentar este problema, de frente

O maior cemitério de sempre!

Não consegue incomodar, quem vive comodamente

Preso no egoísmo do seu ambiente

Cercado de uma realidade que não mente

Vai-se empanturrando de ódio, na mente

Tentando convencer-se que é feito de matéria diferente.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 17:12

Castelos de areia

por cheia, em 23.07.17

Castelos de areia

 

Um ano inteiro a sonhar

Com estes dias à beira mar

Poder, nas ondas do teu cabelo, navegar

Deito-me no brilho dos teus olhos

Começo logo a sonhar

Com o que a internet nos teima em mostrar

Todos os paraísos do mundo

Onde gostava de te levar

E, é essa desmesurada ambição

Que não me deixa, estes poucos dias aproveitar

Porque estou sempre a magicar

A construir castelos de areia

Para onde te possa levar

Beber a alegria de te sentires sereia

Mas, acordo na realidade

Amanhã temos de ir trabalhar

Voltar à correria de sempre

Na esperança de para o ano voltar.

 

 

José Silva Costa

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publicado às 16:24


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