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Mulheres!

por cheia, em 18.08.22

© Boushra Almutawakel

imagens do blog: os desafiosda abelha - https://anadedeus.blogs.sapo.pt

Um texto sugerido pela querida Ana, que muito agradeço.

 

 Mulheres!

Mulheres tratadas como objetos

Não podem trabalhar nem estudar, fora de casa

Têm de ter um elemento masculino como tutor

Toda a vida tratadas como seres inferiores

Sujeitas a todas as barbaridades dos alarves 

Não têm direitos, nem liberdade, apenas deveres!

Obrigadas a taparem-se todas, para saírem à rua

Encafuadas nas negras e tristes burcas

Faça sol ou chuva, seja noite ou dia

É a triste realidade de muitas mulheres

Que não se conseguem, do jugo dos homens, libertar

Ainda que, por alguns, por palavras sejam louvadas, colocadas em pedestais e elevadas a santas

Quantos mais milénios terão de passar

Para as mulheres conseguirem, a liberdade, alcançar?

Ser um ser de plenos direitos, sem atropelos aos seus direitos!

 

 

 

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publicado às 07:33

Propaganda enganosa!

por cheia, em 04.08.22

Propaganda enganosa!

 

Agosto, o mês das férias!

Este ano, de novo, em liberdade

Com a pandemia na melhor fase

Todos querem recuperar o tempo perdido

O Governo é que está perdido

Os serviços públicos não funcionam

Não conseguiram sobreviver à pandemia

Nada funciona, é só propaganda enganosa!

Por muito bem-feita e de cor-de-rosa

Não consegue apagar os problemas

Alunos sem professores e esquadras fechadas

O INEM sem ambulâncias, e a doente morre na rua em frente

E que dizer dos Hospitais, que nunca se sabe que serviços estão a funcionar!

Os serviços de obstetrícia são os que mais têm encerrado

Quem é que não está alarmado?

Às gravidas não lhes chegava o seu estado

Ainda têm de conviver com a incerteza de não saberem onde a filha/o irá nascer

Quantos quilómetros terão de percorrer, a que porta irão bater

Quem é que consegue explicar o que está a acontecer?

Os Governantes dizem que é tudo normal!

Quando interpelados, às questões não respondem

Atiram com atos praticados e milhões, para criarem confusões

Incapazes de fazerem previsões, passam o tempo a criarem ilusões

E, assim, vão arrastando o país para o precipício, apoiados por multidões

Que preferem ser enganados, a ouvirem as verdades

É tão agradável ouvir o que desejamos em vez de assumir as realidades!

Quando somos chamados a pagar a fatura ficamos indignados

Mas não assumimos que fomos coniventes

Nada colheremos, se não soubermos quando, à terra, deitar as sementes.

 

José Silva Costa

 

  

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publicado às 07:57

O trigo!

por cheia, em 28.07.22

O trigo!

Um cereal muito antigo

Originário do Egito

Cuja farinha, para além do pão, dá para fazer muita coisa gostosa

Não há ninguém que não goste de pão

Para muitos, a base da alimentação

Os políticos deitam-lhe a mão

Como arma de manipulação

Os pobres comem o pão que o diabo amassou

Mas nem esse, hoje, têm!

A guerra quer matar todos à fome

Exceto os que estiverem à distância das balas

Esses morrem mais depressa

Tudo destruído e morto, é o que interessa

Antes que a loucura arrefeça

E o homem não consiga cumprir a promessa

De acabar com a Ucrânia

Onde os campos de espigas douradas lhe fazem confusão

Não fosse o mundo livre levantar-se contra a sua ambição

E, o mundo já estaria na sua mão

Fruto da sua operação especial de libertação

É por isso que não percebe tanta ingratidão

Em vez de lhe agradecerem por tão boa ação

Decretaram proibições e sanções

Com essas ações estão a atrasar a libertação

Como é possível não gostarem de viver sob a sua dura ditadura!

Preferem viver em liberdade!

Alimentando a solidariedade para com a Ucrânia

Quando poderiam ser tão felizes sob a bota da Rússia.

José Silva Costa

 

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publicado às 07:58

As crianças!

por cheia, em 10.03.22

Os gritos das crianças!

 

Bombas rebentam por toda Ucrânia

As crianças gritam, nos colos das mães

Com medo, cheias de aflições

Um abrigo de que só as mães são capazes

Apertam-nos contra o seu peito

Fazendo com que momentaneamente passe o efeito

Mas, nos sonhos, tudo fica desfeito

Acordam aos gritos como se estivessem a ouvir as bombas a rebentar

Não conseguem descansar

As mães acabam por o seu país abandonar

Sem saberem para onde ir, vão, um lugar seguro, procurar

Os pais abdicam de tudo, para que os filhos, em paz, possam criar

Mas, os déspotas, sem coração, são surdos!

Não ouvem nem choros, nem gritos de arrepiar

A sua obsessão é tudo metralhar

Se possível tudo arrasar

Quem pode dizer que está seguro no aconchego do seu lar!

A descansar do muito trabalho que lhe deu a arranjar

Se há quem não saiba o que é sonhar viver em liberdade

Sem peias, nem meias, de que alguns estão, sempre, a relativizar

Sem nos conseguirem explicar

O que querem dizer com a seguinte frase: “amplas liberdades”

Como se a Liberdade se medisse em comprimento ou largura!

Não! A Liberdade não tem condicionantes

Ou há Liberdade, ou não há Liberdade

Não consente meio-termo!

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 08:00

Ilusão!

por cheia, em 03.08.21

Ilusão!

 

Neste verão, dá-me a mão

Vamos aproveitar esta ilusão

De que a pandemia já passou

Quando a liberdade ainda não chegou

Mas viver é isso mesmo, aproveitar o presente

Não se deixar abater por o que virá a acontecer

Enquanto a vida o quiser, vamos aproveitar o entardecer

Porque a vida é a mais bela fantasia, que nos aconteceu

Não se pode perder um segundo, quanto mais um dia!

Vamos para a folia, porque amanhã já será outro dia

E, este não se repetirá, porque se acontecesse, seria uma avaria

Para espanto, já bastam as alterações climáticas

Que a todos surpreendem, todos os dias

Até os que contra elas sempre argumentaram, já pararam

Não conseguem explicar os fenómenos, que nos estão amatar

São fogos, são chuvas, tudo está a desabar

Os degelos polares, os incêndios, as cheias, que levam tudo à frente

Nunca ninguém antes pensou que, parar para pensar, era tão urgente

Antes que a nossa arrogância acabe com toda a gente.

José Silva Costa

 

 

    

 

 

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publicado às 07:54

Dialogar

por cheia, em 09.05.20

70 Anos

 

Setenta anos a dialogar

Para as armas calar

Não compreendo os que andam a gritar

Para sairmos do Euro, e as fronteiras fechar

Com o falso pretexto de mantermos a nossa independência

Como se fosse melhor o isolamento, do que a cooperação

O que lhes vale é a pouca politização

De quem os ouve

Com a proposta: “ uma política patriótica”

Seja lá o que isso for

Sem preocupações com o aumento da dívida e do défice

O que a Europa precisa é de solidariedade

Para os tempos negros, melhor, atravessar

Espero que os políticos de hoje ponham os olhos nos de há setenta anos

Mantendo as armas caladas e continuando o diálogo

Para bem de todos os povos.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 23:21

Horror!

por cheia, em 24.10.19

A quem morreu por sonhar

 

A vida, pelo sonho

 

O sonho comanda a vida

Sonham com a liberdade

Respirar em liberdade

Trabalhar em liberdade

Escolher em liberdade

Viver em liberdade

Dormir em liberdade

Estudar em liberdade

Fugir da arbitrariedade

Ter personalidade

Fugir da pena de morte

Fugir da prisão perpétua

Deixar de ser, só, mais um

Poder sonhar voar

Poder decidir

Poder ir à lua

Poder dormir, livremente, na rua

Para tudo isto fazer

Só uma coisa pode acontecer

Fugir!

E, há sempre, alguém que queira ajudar

Que nos proponha, num camião, viajar

A melhor maneira de, num país livre, entrar

Quando não temos autorização, para lá estar

Mas, esqueceram-se de, o frigorífico, desligar

Todos os sonhos ficaram por realizar

Quantos sonhos acabaram por matar!

Mas, os sonhos nunca vão acabar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 22:26

Maio

por cheia, em 29.04.19

Abril

Abril, o mês mais florido

O mês da liberdade

O mês de águas mil

Abril, trouxeste uma madrugada perfumada

Cheia de dúvidas e sonhos

Uma promessa de mudança, na cor de um cravo

Uma promessa de amor do tamanho do coração

Uma revolução que não queria que o sangue manchasse a sua ação

Abril, 45 anos a sonhar com cravos a florir

Nos canos das espingardas, como se fossem balas perfumadas

As ruas, primeiro, ficaram caladas

Depois, rebentaram de alegria

Nunca Lisboa tinha assistido a tanta magia

Em todas as ruas, a liberdade, corria

Para adultos, jovens e crianças, sorria

Foi o mais longo dia

À espera de sabermos para onde o futuro iria

José Silva Costa

 

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publicado às 22:31

Lixo na TV

por cheia, em 05.01.19

Liberdade

Liberdade, quem a tem chama-lhe sua

Mas, há quem a tenha, e ande na lua

Até há quem a queira atirar para a rua

Experimentar o que é viver em ditadura

Não poder abrir a boca, na rua

Ler, ouvir e ver, só, o purificado pela censura

Embebedados por slogans com falsos conteúdos:

Vamos voltar a ser grandes, Portugal para os portugueses ………

Foi com esses chavões, que os ingleses se deixaram enganar

Agora, não sabem para onde se virar

Só em liberdade, poderemos, por um Mundo melhor, lutar.

José Silva Costa

 

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publicado às 19:42

Cravos

por cheia, em 21.04.18

Cravos vermelhos floriram

Nos tapa-chamas das espingardas

Desmoronaram uma ditadura

Por medo e mortes sustentada

Por todo o Mundo condenada

Em todos os Continentes odiada

No Tarrafal personificada

Mas, Abril prometeu a todo o Império

Cravos vermelhos fazer distribuir

Em nenhum outro momento

Houve tão grande grito de liberdade

Propagado pelo vento

Foi doloroso o desmoronamento

Tantos séculos desfeitos num momento

Com tantos laços atados pelo sangrento

Com a força das armas como cimento

As mesmas armas, que libertaram um grito de entendimento

Num muito, muito tardio momento

Em que esteve por um fio o êxito do movimento

Um só disparo poderia ter tornado

Um glorioso dia num banho sangrento

Para todos os que contribuíram para que visse a liberdade

O meu maior agradecimento.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 12:12


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