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por cheia, em 25.04.21

25, de Abril

Madrugada determinada, há muito sonhada, que mudou o Mundo

Povos oprimidos, depois de cinco séculos, assumiram os seus destinos

Mas, não há parto, que não seja doloroso, só suavizado pela alegria de um novo ser

 Cortar o cordão umbilical, velho de séculos, foi matar muito jovem, foi muita carne para canhão

Foram treze anos de guerra, de atrocidades sem nome, por pura insanidade

Cortar um cordão umbilical com catanas, granadas, balas, minas, e no céu, para além dos aviões, helicópteros com canhões

Mães sem filhos, mulheres sem maridos, namoradas sem namorados, pais sem filhos, filhos sem pais

Quão difícil é criar e educar uma criança, fará uma nação!

Mas, há sonhadores, que acham, que depois do sangrento parto, ainda podíamos impor as nossas leis

Pura ilusão, depois de armas na mão, ninguém aceitaria essa decisão

Os que beneficiaram da opressão achavam-se no direito de saírem da contenda, sem nenhum beliscão  

De um lado e doutro pagámos muito cara a separação, que era inevitável

Que, só uma parte não queria, mas que todo o mundo exigia, incluindo o Papa, que já tinha recebido os dirigentes dos movimentos, que lutavam pela independência

Podíamos ter aprendido, com os que já tinha feito a descolonização, mas, não! Diziam-nos que eramos diferentes, que podíamos oprimir os outros povos, durante mais séculos, eternamente!

Há quem queira diminuir este acontecimento, comparando-o ao 25 de Novembro

Mas não há comparação, porque o 25 de Abril teve repercussões mundiais

Mais meia dúzia de novas nações, em dois continentes, muitos milhões de corações

Que vibraram de alegria, mesmo que um país não se crie, num dia

Muito obrigado a todos os que contribuíram, em especial aos Capitães, para um inesquecível dia.

 

José Silva Costa

 

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publicado às 08:12

Maquilhagem

por cheia, em 15.03.18

Maquilhagem

 

 

Aquele ótimo negócio, que o Primeiro-Ministro disse que tinha pena que a ideia não tivesse sido dele, continua a dar que falar

Consistia em enterrar, no Montepio Geral, duzentos milhões de euros da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Como a opinião pública e a oposição se levantaram contra, por o dinheiro se destinar a ajudar os mais pobres, não deveria ser utilizado para tapar buracos numa associação

Agora, veem dizer que a Santa Casa vai participar com uma quantia simbólica. Quanto?

Como os Bancos não podem falir, à que maquilhar as contas!

Assim, a Associação Mutualista Montepio Geral, em vez de um prejuízo de duzentos e vinte e um milhões, deu um lucro de quinhentos e oitenta e sete milhões e meio!

Beneficiou de um crédito fiscal de oitocentos e oito milhões e seiscentos mil euros

Segundo Sr. Ministro das Finanças está tudo de acordo com a lei!

Uma lei do anterior Governo, que este não revogou, porque dá muito jeito para tapar buracos

Como é que um bom negócio, ficou sem investidores?

Depois de, um dia, o Presidente da República e o Governador do Banco de Portugal terem dito, que investir no BES era seguro. E, no dia seguinte o Banco faliu, já ninguém acredita em ótimos negócios, quando se trata de Bancos falidos!

 

José Silva Costa

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publicado às 19:10


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