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A Natureza

por cheia, em 26.06.20

Novo

Os estranhos tempos

Que prendem o vento

Que não nos deixam sair do apartamento

 Que não permitem o casamento

Que acabaram com qualquer evento

Que não deixam viver o momento

Que obrigam a fechar o estabelecimento

Que não deixa apreciar o talento

Porque não há espetáculos ao relento

Nem visitas ao Parlamento

Vivemos no impedimento

Só podemos sair para ir trabalhar ou comprar alimento

Novamente, temos de ficar em confinamento

Por causa do ajuntamento

O covid-19 é contra o envelhecimento

Os idosos não cabem no internamento

Muitos morreram fora do hospital, em sofrimento

Houve que escolher quem tinha mais alento!

Quão difícil foi o escolhimento

Mas é compreensível o entendimento

Todos concordam com o fundamento

Como nos naufrágios, quando alguns têm de ser empurrados para o afogamento

Em Terra, infelizmente, também não há lugar para todos!

A ciência bem nos queria eternizar

Mas a Natureza não pode colaborar

Quando uns chegam, outros têm de abalar

Quando o equilíbrio começa a falhar

Manda um vírus, para nos empurrar

Portanto, a Natureza é que nos continua a governar.

José Silva Costa 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:16

Sexta-feira, 13

por cheia, em 13.03.20

Sexta-feira,13 de março de 2020

 

Para tudo! Estamos em alerta

Nunca o Mundo tinha assistido a uma coisa assim

Infelizmente, uma grande lição, para os que, sem saberem nada do novo vírus

Se apressaram a dizer que este vírus era menos letal que o vírus da gripe

O Mundo está fechado!

Ninguém quer nada com o vizinho do lado

Está tudo virado do avesso

Tanto que gostamos de receber e fazer visitas

Agora, ninguém é bem-vindo

Está tudo assustado

Cada um no seu canto, resguardado

Nem me deixam ir ao supermercado

Os filhos encarregaram-se do recado

Porque o vírus gosta muito dos idosos

Têm mais portas de entrada, para o hóspede indesejado

Assim, temos de ter o máximo cuidado

Não correr para as grandes superfícies

A colecionar rolos de papel higiénico

Para que não falte nada ao novo vírus

Porque o que ele prefere é papel higiénico

E, isso não nos vai salvar

Portando, não devemos de continuar

A lutar por um rolo de papel

É melhor ficarmos em casa a descansar

Amanhã, os supermercados vão, outra vez, atestar as prateleiras.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 23:00

O encanto das cidades

por cheia, em 05.04.19

O encanto das Cidades

Quando os turistas desaguam nas praças das nossas cidades

E ficam de boca aberta com o encanto dos nossos monumentos

Não sabem nem sonham, o que se esconde, por de trás das bonitas fachadas

Muitos idosos, na solidão de quatro paredes, sustentam, com os seus corpos, o desmoronamento das cidades

Já não lhes bastavam as dores, o peso dos anos, o tempo a escoar-se por entre os dedos

Ainda têm de viver com o medo, a incerteza de não saberem o que lhes pode acontecer

Assediados por quem lhes quer roubar o lugar onde nasceram ou onde há muito vivem

Não conseguem, nem nos últimos anos de vida, um momento de paz

Mesmo que a lei os proteja, os fundos de investimento não têm sensibilidade nem rosto

E, quando não aceitam as miseráveis condições em que os querem despejar

Ou quando não há dinheiro que lhes pague o que sente por o seu lugar

Porque saírem de onde têm raízes e alguém que lhes dê atenção

É como condená-los a uma morte antecipada

Então, os novos donos das cidades, recorrem a métodos criminosos

Mandando incendiá-las

Triste tempo deste deslumbramento!

Em que para o vil metal, uma parte da peste grisalha é um impedimento

Para que o resto da peste grisalha calcorreie todo o mundo, a todo o momento

Há qualquer coisa de errado, quando os cabelos prateados não são acarinhados

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 19:05

Peste grisalha!

por cheia, em 07.08.18

Peste grisalha

 

A mortalidade, da “peste grisalha”, como foram cognominados, no auge da crise, tem vindo a aumentar

No dia mais quente, desta vaga de calor, morreram quase quinhentos!

Aqueles que defendem, que a solução seria uma injeção, atrás da orelha

Talvez não tenham muita razão

A Natureza parece ter encontrado uma solução mais aceitável

Acusados de deverem muitos anos à cova, foram uma almofada preciosa

Para filhos e netos, cujas famílias faliram, tendo, muitos, sido obrigados a voltarem para a casa dos pais

E, aqueles que esperavam uma vida mais folgada, aquando da reforma, viram-se, de férias e viagens, privados

Viram, nalguns casos, voltar a casa mais do que tinham saído

Mas, o que é que os pais não fazem pelos filhos?

Tristes por os filhos terem perdido a casa, o emprego, etc.

Confortados por voltarem a ter a companhia dos filhos e até de netos

As duas faces da moeda.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 22:08


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