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Amor & guerra (25)

por cheia, em 21.05.21

Amor & guerra (25)

A Bárbara, quando soube da publicação e do conteúdo do livro do General António de Spínola, ficou muito arrependida de ter ficado em Luanda, porque desde que viu como os pais foram assassinados, que nunca mais se sentiu segura, em Angola

Naquela casa, felizmente, mais ninguém tinha visto as barbaridades a que ela assistiu

Por isso, estavam muito mais confiantes que ela, numa transição pacífica, coisa que para ela era impossível, para mais com três movimentos: três galos para um poleiro!

Fosse qual fosse a solução, que a história escolhesse para o fim da guerra contra Portugal, não seria fácil um entendimento entre os três movimentos

 

Depois de marcado o casamento, no Registo Civil, o Carlos, a Mequilina e o Miguel apanharam camioneta para Vieira do Minho, para informarem, a Mariana e o João, de tantas e boas novidades

Foi uma excelente surpresa, quando viram o Carlos, a caminhar, como se não tivesse nada, acompanhado da Mequilina e do Miguel

Mariana quis saber e ver como funcionava a prótese, porque da última vez, que tinha visto o filho, não se tinha apercebido da amputação, tendo sabido pelo marido

O Miguel começou por informar, os pais, a data do casamento, acrescentando que casariam só pelo Registo Civil

Os pais ficaram um pouco tristes, porque estavam habituados a que todos casassem pela igreja. Mas, devido à circunstância de já terem um filho, aceitaram a decisão dos noivos

De seguida informou-os sobre o emprego, que os ex-patrões da Mequilina lhe tinham arranjado, e o que ia fazer. Só faltava saber para onde iam viver, uma vez que ainda não tinham tido tempo para procurar casa

Tinha de ser uma escolha e uma decisão dos dois. Gostavam de conseguir alugar uma casa, que fosse um lugar agradável, para os três

O casamento foi uma cerimónia simples, até porque não tinham dinheiro para grandes despesas

Gostavam de ficar mais uns dias nas suas terras, com os seus pais, o Miguel queria estar mais tempo com os avós, principalmente os paternos, que mal conhecia

Mas a vida é mesmo assim! Não ficamos onde gostamos, temos de ir à procura duma melhor vida, que até pode ser pior, mas é onde temos possibilidades de obter mais rendimentos, para fazer face às duras dificuldades da vida

Dois dias depois, apanharam o comboio, para Lisboa. O Miguel ficou encantado com a viagem, pela primeira vez, deu atenção à paisagem

Ficaram numa pensão, enquanto não alugaram a casa. Não conseguiram alugar casa, em Lisboa, para onde o Carlos iria trabalhar, tiveram de ir viver para a Amadora, onde as rendas eram mais baixas.

Continua.

  

       

 

 

 

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publicado às 07:52

11 de Março!

por cheia, em 11.03.21

11/11/2021

 

11 de Março de 1975

Mais um dia negro da nossa História

Infelizmente, a nossa História não tem só dias radiosos

Um dia em que uma parte do País foi preso ou teve de fugir

A velha história de sempre: pobres contra ricos, ricos contra pobres

É da condição humana, só pensamos em acumular riqueza

Não vemos que a fome causa muita tristeza

Passados 46 anos estamos de novo, desta vez, todos ”presos”

Devido a um inimigo invisível

Outra vez o problema entre ricos e pobres

Cabe ao Governo distribuir a riqueza produzida

Não vamos deixar morrer, à fome, quem tudo perdeu?

Esta é uma crise diferente

Esperam-se medidas diferentes, para a enfrentar

Cabe a todos colaborar

Aqueles que nada perderam, não podem assobiar para o ar

Pessoas e países ricos, não podem continuar a explorar os pobres

Temos de compreender que todos somos de carne e osso

Todos temos as mesmas necessidades básicas

Por isso, não se compreende que uns tenham rendimentos 100,500,1.000 vezes mais

Não queremos igualdades, porque somos diferentes

Mas queremos que todos tenham o mínimo, para uma vida digna

Está nas nossas mãos mudar, o Mundo, para melhor

Ver o outro como irmão.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:00

Vírus e vandalismo

por cheia, em 12.06.20

Junho de 2020

Seis meses de pandemia, provocada pelo covid-19

O Mundo já estava conturbado

Mas, agora, está irreconhecível

Ficou tudo parado

Felizmente ou infelizmente, nem todos, ainda, se aperceberam da catástrofe

O constante anúncio de despedimentos tira-me o sono

Tal com aconteceu em 2008

Em que a ganância, que alimentou as pirâmides, na ilusão de alguns, de que todos podiam enriquecer facilmente, levou o Mundo à falência

Desta vez foi um vírus que, ao provocar a morte, o medo, o desespero, nos levou ente-queridos, abraços, beijos, convívios, empregos, empresas, a vida

O que devemos fazer para sair deste confinamento?

Ninguém sabe, porque tudo isto é novo

Mas uma coisa é certa, temos de respeitar a Natureza

Temos de tentar reduzir a pobreza

A tendência será reduzir o desperdício

O que vai fazer com que tenham de converter algumas empresas

Com esta pandemia, a alimentação ganhou outra atenção

A agricultura mais destaque e dimensão

É na terra e no mar que, o que comemos, nasce

Se todos fomos afetados!

Que dizer dos refugiados

Em campos superlotados

Crianças, mulheres, homens amontoados

Um WC para uma centena de pessoas!

Onde as mulheres estão, sempre, em perigo

Com receio de serem violadas

À noite, preferem usar fraldas, a saírem das suas débeis muradas

Estamos a assistir a coisas inusitadas

Os novos inquisidores querem apagar a História

Derrubando e queimando estátuas

Como se isso revertesse os erros cometidos

Quantos dos que hoje gritam contra o colonialismo, beneficiam ou beneficiaram com ele?

Não se emendam erros, destruindo o património!

Todos ficamos a perder.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:55


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