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A loucura

por cheia, em 10.06.25

A loucura

Tu, que te dizes tão preocupado com os mortos, nas guerras

Com toda a razão, porque a morte é, sempre, motivo de muita tristeza, seja onde for

Não consegues aperceber-te das mortes, que estás a causar, a tanta gente, que persegues

Pessoas, que os crimes que cometeram foram: procurar uma melhor vida para as suas famílias

Trabalham noite e dia, para engrandecer a tua nação, pedindo, apenas, um pouco de mais pão

E tu, como lhes agradeces, prendendo-os sem que haja acusação, sob um ódio, sem razão

Mandas prender mães, pais, avós, avôs, algemando-os, humilhando-os, sem pena, nem dó

Mas, a tua crueldade não é só sobre os adultos, separas as crianças, dos pais, dos avós, das mães

Terás noção das maldades que estás a praticar? Quem acredita que te doa o coração, quando, nas guerras, matam a juventude?

Quem pode viver na ansiedade de a qualquer hora poder ser deportado, depois de anos sem ser incomodado?

 

 

Canto I

Estrofe 106

 

No mar, tanta tormenta e tanto dano,

Tantas vezes a morte apercebida!

Na terra, tanta guerra, tanto engano,

Tanta necessidade aborrecida!

Onde pode acolher-se um fraco humano,

Onde terá segura a curta vida,

Que não se arme e se indigne o Céu sereno

Contra um bicho da terra tão pequeno?

( Luís Vaz de Camões)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:49

Contenção!

por cheia, em 16.05.25

Contenção

Nas guerras ninguém ganha

Todos perdem

A Palestina está a morrer à fome e à sede

Mas, isso não incomoda ninguém

Nem sequer a democrática Europa

Que parece ter receio de perder a oportunidade de passar férias no resort, que o Trump quer construir, na Palestina

Assim, a única coisa que a civilizada Europa pede, a Israel, é que tenha contenção,

Que não mate os palestinianos de uma só vez

Que os vá matando aos poucos

Uns à fome, outros à sede e com balas, que causam menos sofrimento

A vingança não é solução

Só o Hamas pode decretar a sua dissolução

Por de trás desse pretexto pode estar o extermínio de um povo

A que o resto do mundo assiste impávido e sereno

Como se aquelas crianças, aquelas mulheres, aqueles homens não fossem de carne e osso

Por que razão têm tanto medo de Israel?

Que não consegue viver em paz com os seus vizinhos

Porque se julga superior a todos os outros povos

Assim, nunca viverão em paz

A paz não se constrói agredindo, constantemente, o vizinho

A amigável convivência, vale muito mais que a ganância.

 

José Silva Costa

 

 

 

   

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publicado às 07:48

Orçamento & privatizações

por cheia, em 11.10.24

Orçamento & privatizações

O drama da aprovação do orçamento      

Meses sem fim, até esgotarem todas as pressões e motivos para o PS aprovar o orçamento

Todos os motivos foram evocados: as tempestades, as incertezas, as pobrezas, as riquezas, as guerras, as eleições americanas, as guerras atuais e futuras, não se sabe se o Nuno Melo seguirá o exemplo de Putin, se invadirá Espanha, para ocupar Olivença    

“Se não for aprovado, é a primeira vez, em democracia, que o primeiro orçamento da legislatura não é aprovado”

Coisa nunca vista! Se não for aprovado o orçamento, morreremos, se for aprovado, também

Não sei se não será desta que o mundo acabará. A única esperança é que o Chega o aprove, porque não quer perder os 50 deputados, conseguidos numa votação de protesto, contra uma maioria absoluta, que não governava, nem ouvia ninguém

Espero que o PS vote contra o orçamento, porque é o melhor que pode fazer, para preservar a democracia, que só funciona se houver alternativa, para não dar mais força aos extremos, para que não nos aconteça o que está a acontecer por toda a Europa, cujas consequências não têm sido mais desastrosas, porque não têm conseguido maiorias

Temos um governo de direita, deve ser a direita a aprová-lo, assim como, quando tivermos um governo de esquerda, deve ser a esquerda a aprová-lo

Temos de ter uma oposição credível, que seja alternativa: um partido do arco da governação, para que a democracia funcione, para que os eleitores tenham onde se refugiar e não caíam  nos braços dos extremos  

O governo não tem coragem de privatizar a Radiodifusão e a RTP, assim vai asfixia-las, cortando a publicidade, para a entregar aos privados, fazendo com que,  mais tarde ou mais cedo, não consigam cumprir o contrato.   

 

José Silva da Costa,    

 

 

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publicado às 07:49

Manigâncias

por cheia, em 27.09.24

Manigâncias

Doce outono, suave outubro, com o orçamento ao rubro, o Governo aposta tudo, na compra dos votos dos reformados, desta vez só para os mais pobres, menos mal

Vai dar até 200 euros, nas pensões de outubro, não vá diabo tecê-las e o país tenha de ir, outra vez, para eleições, cumprir legislaturas não é connosco

Assim, os reformados poderão correr às lojas dos chineses, comprar coisas inúteis, para entupirem as casas e ficar com a sensação de que vivem na abastança

Mas atenção, não entrem em euforia, não é para sempre, é só um mês: o de outubro, o mês do Orçamento, esse magno documento, que permite ao Governo beneficiar quem quiser, se conseguir a sua aprovação

É por isso que o Presidente anda tão excitado, todos os dias reza a todos os Santinhos, para que o Orçamento seja aprovado, dizendo que desta vez é diferente: há guerras, incertezas, o diabo a quatro, esquecendo-se de acrescentar que é o seu Partido que está no Governo, e que fez tudo o que estava ao seu alcance, para lá o meter

Criou uma crise, para com o António Costa correr, não queria acabar o mandato sem, o PSD, no Governo, ver .

 

“ Fracos políticos fazem fraca a forte gente.  ( Camões)

 

José Silva Costa

 

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publicado às 07:49

Mãe!

por cheia, em 05.05.24

2024, Mãe!

Mãe!

Que palavra tão doce

Que colo, abrigo

Que beijos, que paz

Sempre que sonho contigo

Quanto brincas-te comigo?

Que mãe tão amorosa

Nos teus verdes dezoito anos

Os teus peitos eram duas bonitas rosas

Onde saciava a minha fome

O que uma mãe sofre!

Amamentar os filhos até aos dois anos

Com medo que passassem fome

Em terra de muita miséria

De senhas de racionamento

Por causa da guerra

Malditas guerras, sempre as guerras a atormentarem-nos

Uma maldição, a roubar-nos o pão e a vida

Respeitem as mães, que vos criaram, com tanto carinho

Não lhes matem os filhos, em disputas perdidas

Para satisfazerem as vossas ambições desmedidas

Que ganhais com tanta destruição?

Arrasando toda a habitação, construída com o coração

Minando todos os campos, que davam o pão.

 

Um dia muito feliz, para todas as Mães!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 08:13

Conto de Natal

por cheia, em 11.12.23

“O meu conto de Natal”

A pedido da nossa colecionadora de Contos de Natal, imsilva, do blogue : Pessoas e Coisas da Vida

https://imsilva.blogs.sapo.pt

 

 

Este ano, o Pai Natal está muito triste, por não ter conseguido comprar as prendas, para os meninos e meninas

Mandou, para todos os pais, uma mensagem, porque, também não tinha papel para escrever cartas, pedindo desculpa por não poder visitar os seus lares, descer pela chaminé e entregar as prendas

Queixou-se destes tempos difíceis, de muitas guerras, com muitas casas destruídas, fazendo com que as meninas e os meninos não tenham chaminés, onde colocar os sapatinhos, o que o fez ficar, ainda, mais triste, dizendo que uma desgraça nunca vem só

Já não bastava não haver brinquedos, e ainda destruíam as chaminés

Estava muito preocupado com o que a Natureza lhe tinha dito, com ar de muito zangada, pediu para não estragarmos o resto, senão, cada vez, nos enviará avisos mais violentos:

Ciclones, cheias, incêndios, terramotos, vulcões, nevões: tudo o que seja preciso, para nos fazer parar a destruição, que lhe estamos a causar

Para a Natureza não é admissível que proíbam as crianças e os adultos de saírem de casa, por o ar, em certas cidades, estar irrespirável

Não compreende a vaidade de termos casas com 1.000 m2, carros com 500 cavalos, querermos conhecer o mundo, viajando de avião, por todo o lado, todos os dias trocar de telemóvel, computador ……………

Em Portugal, todos os anos, morrem 200.000 pessoas devido à poluição do ar

O Pai Natal, também, está muito preocupado com a falta de água. Em certas regiões há anos que não chove, os animais e as pessoas não têm água para beber

Assim, pede a todos que não desperdicem nem água, nem alimentos, nem brinquedos, nem roupas, nem sapatos porque é preciso tudo poupar, para ver se a Natureza se consegue regenerar

Este ano, os contentores do lixo não vão ficar a transbordar de embalagens de cartão, porque não há prendas para desembrulhar

Todos se podem, mais cedo, deitar, sem o nervosismo de pela meia-noite esperar

O consumismo pode não ter vindo para ficar, se a Natureza, um dia, com tudo isto acabar

Não há dúvida de que se regenerará, não sabemos a que preço será, nem quando isso acontecerá

Para todos um bom Natal, no acolhedor e doce lar, e que com o próximo ano venha a Paz, muita saúde e alegria.

José Silva Costa

 

  

  

 

 

 

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publicado às 07:57

As Crianças

por cheia, em 20.11.23

Guerras

É pena que horrores rime com flores

E, também com dores, rancores

E, ainda com impostores, doutores

E, até com professores, nadadores

As guerras são grandes horrores

Que matam inocentes e tenras flores

Que são apanhadas entre rancores

Os monstros matam as bonitas flores

Os monstros não sabem o que são dores

Pelo menos, as que infligem aos opositores

As infelizes tenras flores não sobrevivem a tantos horrores

 

Nas guerras não há flores

Nas guerras há horrores

Nas guerras há muitas dores

Nas guerras não há regras

Nas guerras há só opositores

Nas guerras reina a loucura

A cegueira é mais que pura

O ódio cava a sepultura

Nas guerras não há humanidade

Nas guerras só há brutalidade

Nas guerras as balas não escolhem idade

Nas guerras não há solidariedade

Nas guerras só há mortandade

Nas guerras as crianças morrem antes da puberdade

Nas guerras ninguém diz a verdade

Nas guerras só há maldade

Todos se regem pela vaidade

Quem mata mais é herói

A dor do outro não dói

A dúvida é que mói.

                                          Os meus olhos não aguentam mais ver,

                                            nas guerras, as crianças a morrer.

            

José Silva Costa

 

 

  

 

 

 

 

 

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publicado às 07:47

Horrores

por cheia, em 20.02.23

Horrores

 

Há quem conviva bem com os horrores

Continuam a defender os invasores

Os comunistas e alguns doutores

São contra a ajuda militar a quem se defende

Não são capazes de condenar quem invade

Falam muito de paz e amizade

Mas apoiam os regimes que gastam tudo em armamento

E os povos vivem em grande sofrimento

Dizem-se grandes democratas, mas apoiam os ditadores

Se pudessem fechavam as fronteiras, para manterem a soberania nacional

Como se o mundo, hoje, não estivesse todo interligado

E ainda há quem vá na conversa deles!

Por que razão não põem os olhos em Cuba e na Coreia do Norte?

Que são os seus grandes inspiradores

Se todos conseguissem cooperar, grandes e pequenos

Se não fosse preciso fabricar armamento

Se não fosse preciso fugir da fome, das guerras, do ditador violento

Se não fosse preciso ganhar eleições

Não teríamos democracias

O mal é estar no olho do furacão

Como aconteceu ao povo Ucraniano

Por terem um vizinho louco, vaidoso, capaz das maiores atrocidades

Até quando durará esta guerra?

Ninguém sabe, mas os Ucranianos podem vir a ser obrigados a aceitarem um cessar-fogo ruinoso, se um presidente, das grandes nações, que os apoia, precisar desse trunfo, para tentar as eleições ganhar.

José Silva Costa   

 

 

 

 

  

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publicado às 07:56

As mais belas flores

por cheia, em 01.06.20

Dia Mundial da Criança

 

A criança, tão mal tratada!

Mesmo quando o mundo avança

O elo mais fraco do triângulo

Flor tenra e delicada

Por vezes, apanhada no turbilhão da vingança

Usada como arma de arremesso, pelos progenitores

Quando não estão à altura de assumirem a suas dores

Vítimas das guerras, nas mãos dos raptores

Condenadas a trabalhos forçados

Escravas sexuais, sujeitas a todos os horrores

Órfãos, deambulando, pelo mundo, à procura de alimento e lugar seguro

Felizes das que calham com progenitores, que todos os dias lhes dão carinho

Como quem rega uma semente, que com o tempo se torna numa flor florescente

Haja mais respeito por aqueles, que amamentam ao peito!

Não enjeitem a nobre missão de criar uma criança, com todas as mãos

Infelizmente, nem todos têm condições para escolherem, quando querem ter filhos

Mas, uma vez gerados, todos temos o dever de lhes prestarmos todos os cuidados

No primeiro dia Mundial da Criança, desta nova era, ajudemos as crianças, na dura aprendizagem, que as espera

O Mundo não volta a ser o que era!

Está nas nossas mãos, torna-lo melhor e mais humano.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

  

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publicado às 08:54

Amor eterno!

por cheia, em 24.11.19

No tempo da outra senhora (2)

 

Francisco já tinha feito o serviço militar

Estivera na fronteira do Alentejo

Na zona de Évora

Aquando da guerra civil Espanhola

Num exercício de artilharia

As coordenadas estavam erradas, racharam uma, centenária,

oliveira

Tinha estado em São Miguel do Pinheiro (Mértola)

Para aprender o ofício de ferreiro

Estava quase com trinta anos, procurava companheira

Encantou-se com a Alice, que era muito bonita

Pudera, tinha dezassete anos, menos doze que ele!

Quem não queria, uma tão linda flor!

Francisco ia, quase todos os dias, montado no macho

Namorar a Alice, não tinha tempo a perder

A Alice era a segunda de cinco raparigas e três rapazes

Ainda viria a ter mais um irmão, aquando de seu segundo filho

Mãe e filha grávidas, apenas, com um mês de diferença

Francisco convenceu a Alice a juntarem-se, pelo Santo Amaro

Era o habitual, não havia dinheiro para casamentos

Levou-a para o seu monte

Alugou uma parte da casa onde, também, funcionava a Escola Primária

Do lado direito vivia o novo casalinho, no esquerdo, por detrás da sala de aulas, a Dª. Olenca

Uma Algarvia, que viria a tirar a primeira fotografia ao futuro rebento

Estávamos em plena segunda guerra mundial, que a todos castigava

Senhas de racionamento, fome, miséria, sofrimento e morte

O futuro rebento recusou-se a nascer antes, da guerra acabar

Nasceu quatro meses depois, da mãe fazer dezoito anos

Alice esteve à morte, teve hemorragias.

Um curioso receitou-lhe uma sangria!

Médicos e hospitais, não havia!

Só lá em Lisboa!

Recorriam aos curandeiros locais

O pai de Alice, receando perder a segunda filha e o primeiro neto

Levou-os para a casa da família, onde a mãe e as irmãs os trataram.

 

José Silva Costa

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:13


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