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O sol

por cheia, em 10.04.23

Praias

 

Em Abril o sol é mais feliz

São muitas horas de sol

Os teus olhos são a luz dos dias

Há cegonhas esguias

Que chocam os ovos nos ninhos, quentes

No silêncio de um céu transparente

As praias estão cheias de gente

Tu és o culpado desta enchente

Mas alguns vão na corrente

O mar podia ser mais prudente

Já que as pessoas nem sempre o são

A culpa é toda tua!

Quando aqueces, as pessoas esquecem-se

Que o mar é muito perigoso

Só pensam em refrescar-se

O que lhes dá muito gozo  

Tanto faz ser jovem, ou idoso

Mas, tu oh sol radioso!

Que és tão sensato e bondoso

Não permitas que o mar seja tão manhoso

Que leve as pessoas ao engodo

Não aqueças, quando vires que o mar está perigoso

Vais ver que deixamos de ver, todos os anos, esta mortandade

De pessoas, ainda, na juventude da idade

Que deixam tantas saudades

E causam tanta tristeza e dor

A vida não tem preço, mas tem muito valor.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 07:55

Ventos do Sul

por cheia, em 16.01.23

Ventos do Sul

 

Ventos do Sul, pássaros azuis

O brilho do sol nascente

És trigo, és fogo, és gente

Na planície bem quente

Papoilas lançadas ao vento

São sangue, são semente

São beijos de um sonho contente

Rubros lábios gretados do vento suão

Mãos calejadas das foices

Faces rosadas e perfumadas como flores

Trigueira ceifeira de olhos castanhos

Cabelos pretos tapados com o lenço

Corpo dorido e cansado

Sonhando com o dia da adiafa

Espigas douradas reluzentes ao sol ardente

Que embalam os grãos que vão alimentar tanta gente

És perfume, és esperança, és pão

Festas de mastros pelo São João

Onde se canta e dança, para esquecer os duros trabalhos do campo

Planície dourada, bonita namorada da madrugada

Que dorme a sexta na sala de entrada

Quando a calma é demasiada.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 07:58

Adeus Outubro

por cheia, em 31.10.22

Adeus Outubro

Adeus até para o ano

Foste mais um mês quentinho

Muito diferente do que era antigamente

O Governo deu dinheiro a quase toda a gente

Só não deu a quem mais precisa: a quem não tem conta bancária

Não são só algumas empresas que têm tido lucros extraordinários

Com tanta inflação, o Governo também recebe impostos extraordinários

Têm sido montantes de tal ordem, que não sabe o que lhes fazer

Deu meia pensão a toda a gente, com algumas exceções, não há regra sem exceção!

Ao contrário do que fez para a atribuição da prenda dos 125€, que estabeleceu um limite

Aos reformados deu tudo a todos, metade da pensão para quem tem uma pensão de 100.000 ou 100 €

Igual para todos, para manter as desigualdades!

Os pobres já estão habituados a viver com muito pouco

Os ricos podem fazer mais uns cruzeiros à volta do mundo

Como, ainda, sobrou muito dinheiro resolveu alagar o prémio de 125 €, aos portadores de vistos gold,

Os que não têm IBAN é que não sabem quando receberão

O Secretário de Estado dos Impostos diz que vai correr o programa durante seis meses

Não sei se está à espera de um milagre: IBAN sem conta bancária!

Neste país tudo é possível! Para o ano vamos receber 22 mil milhões de euros, por dia

Como é difícil gastá-los todos, dentro do prazo, o Governo fez uma nova lei para os concursos públicos

A nova lei está a ser contestada pelo Tribunal de Contas, porque pode facilitar a corrupção

Acho que não tem razão!

Em Portugal já não há corrupção!

“É a justiça a funcionar”

Há eleitores esclarecidos a votarem em candidatos condenados por corrupção

Já baixámos os braços, já estamos habituados, já estamos resignados, para o que não tem solução, o melhor é aceitar a sua normalização.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:59

Saber

por cheia, em 30.09.21

Saber de ti

 

O que a tua estrela não diz

Quanto quis!

Descobrir o que está por detrás do verniz

Da tua felicidade feliz

No teu cariz

Senhora do seu nariz

Enigmática no que diz

Inteligente!

Admirada por muita gente

Muito atraente

Como descobrir o que sente!

Se não consigo entrar na sua mente

Sempre alegre e contente

A simplicidade presente

Olhos de quem não mente

Uma mulher diferente

Excelente semente

Uma flor florescente

Uma formosa rosa

Uma eterna sedutora

Que um dia me beija

E, no outro diz, que não me conhece

Como é que de um dia para o outro se esquece!

 

José Silva Costa

 

 

  

 

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publicado às 07:54


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