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O outono!

por cheia, em 26.11.25

O outono

 

No quente frio deste outono

Unamos os nossos corpos, na casa fria

Quem gelado pode ter alegria?

Nas noites sem fim e curtos dias

Com o sol tão curto, nada aquece

Até o céu-da-boca arrefece

Na longa espera pela luz da lua

A rua treme de frio, nua

Que saudades do calor de agosto

Quando até a rua transpira e sua

É dura a vida de quem não nasceu com sorte

Na desigualdade dos dias semeia a fome

Alimenta-se de desigualdades até à morte

A triste sina de quem nasceu com má sorte.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:58

Golas de Fogo

por cheia, em 31.10.25

Reedição

Golas de fogo

 

Aldeias Seguras

Golas de fogo

Os negócios com o fogo

Vão aos bolsos do povo

Por isso, é que tudo arde, de novo

Todos os anos!

A prevenção! Não

Senão, lá se vão os negócios

Para muitos tão proveitosos

Porque os preços, para a Proteção Civil

São a dobrar!

Os jornalistas falam demais

Os jornalistas sabem demais

Ai censura!

Em certas ocasiões, davas tanto jeito

Metias todo o pessoal em respeito

Isto de Governar em democracia é uma chatice

Andam, sempre, a escrutinar tudo

E a denunciar a aldrabice

Os incêndios, para muitos, são uma mina

Muito melhor, que o negócio da china

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 14:44

Gaza!

por cheia, em 28.07.25

Gaza  -  27/07/2025

 

Gaza, Gaza, Gaza, Gaza, Gaza

Que mundo é este, que nada o incomoda?

Quem o anestesiou, quem o insensibilizou?

Preso aos ecrãs deixou de distinguir entre o humano e a ilusão

Perdeu o cheiro, a sensibilidade, a capacidade de se indignar

De tanto habituado ao frio do imaterial, tornou-se indiferente

Que matem Gaza à fome, à sede, com canhões ou aviões, tanto faz, não reage

Que oiça crianças a gritarem de fome, mães a sofrer, por nada ter, nada consegue ver

Nem mesmo, a pele e o osso das crianças, que estão a matar, o faz acordar

Não seria mais humano matarem-nos a todos num minuto!

Do que estarem a fazê-los agonizar durante meses, dias, horas, minutos

Quem são, como conseguem ser tão brutos?

Como é que querem, algum dia viver em paz, depois de cometerem tantas atrocidades?

Quem semeia ódio, brutalidades, só maldades, colhe tempestades

Como é que conseguem dormir, enfrentar o mundo, os vossos familiares, com as mãos ensanguentadas de tantas barbaridades e mortes?

 

José Silva Costa   

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publicado às 07:49

Luto

por cheia, em 02.11.24

Valência

 

Respeitar a Natureza

Em Valência, no século passado, com recurso à hidráulica, desviaram o rio

Fizeram-no tendo em conta a precipitação da altura, não sei se tiveram em conta outros fatores que, por vezes se associam, causando grandes tragédias

Em Lisboa, também, acabaram com os sete rios, que nasciam perto de onde está localizado o Jardim Zoológico

O espaço, nas cidades é muito valioso, rios a dividi-las não é harmonioso, o melhor é entaipá-los, construir muitos prédios volumosos

Quando acontecem as grandes tragédias, poderão, sempre, distribuir as responsabilidades: a maré cheia, as sargetas que não estavam limpas, as pessoas terem continuado a circular nos seus automóveis até ficarem debaixo de água, a construção de muitos pisos abaixo do chão …..   

Em Valência, ainda, não se sabe quantos perderam a vida. Mas, as duas centenas confirmadas causam-nos muita tristeza, e os que tiveram a sorte de não perdê-la, ficaram sem nada

Espero que sirva de alerta, para os senhores que autorizam construções em cima de rios, com a desculpa de que nos últimos anos tem chovido pouco, sem saberem que o São Pedro, um dia, farto das suas asneiras, os castiga, abrindo todas as torneiras.    

 

José Silva Costa

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publicado às 13:04

O trigo!

por cheia, em 28.07.22

O trigo!

Um cereal muito antigo

Originário do Egito

Cuja farinha, para além do pão, dá para fazer muita coisa gostosa

Não há ninguém que não goste de pão

Para muitos, a base da alimentação

Os políticos deitam-lhe a mão

Como arma de manipulação

Os pobres comem o pão que o diabo amassou

Mas nem esse, hoje, têm!

A guerra quer matar todos à fome

Exceto os que estiverem à distância das balas

Esses morrem mais depressa

Tudo destruído e morto, é o que interessa

Antes que a loucura arrefeça

E o homem não consiga cumprir a promessa

De acabar com a Ucrânia

Onde os campos de espigas douradas lhe fazem confusão

Não fosse o mundo livre levantar-se contra a sua ambição

E, o mundo já estaria na sua mão

Fruto da sua operação especial de libertação

É por isso que não percebe tanta ingratidão

Em vez de lhe agradecerem por tão boa ação

Decretaram proibições e sanções

Com essas ações estão a atrasar a libertação

Como é possível não gostarem de viver sob a sua dura ditadura!

Preferem viver em liberdade!

Alimentando a solidariedade para com a Ucrânia

Quando poderiam ser tão felizes sob a bota da Rússia.

José Silva Costa

 

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publicado às 07:58

A seca

por cheia, em 05.02.22

12/02/2005

 

A seca

O dia é de primavera

A noite de Inverno

A chuva não aparece

Tudo, com o frio, esmorece

Não há erva, nem trigo

As pessoas e os animais

Sob o mesmo castigo!

Que a água falte no verão

Já o Alentejo está habituado

Mas em pleno inverno

É arder no inferno.

Os ovinos e bovinos

Com os focinhos

Varrem os campos

Acariciam o chão

Tudo em vão

Morrem de fome

Naquela que era a melhor estação.

Os Montes outrora, caiados,

Estavam repletos de gente

Agora, todos, desboroados.

Nem a liberdade!

Com os seus progressos:

Estradas, água, luz

Conseguiu evitar a debandada

 Porque chegou atrasada.

As modestas habitações

Completamente desventradas

Com as partes íntimas

Em exposição:

Ao vento, ao sol, à lua

Num silêncio estarrecedor

Ouvem-se as almas reclamar,

Porque a iluminação pública

Passa a noite a incomodar

Quem, em vida, só tinha o luar!

Que tristeza observar

As velhas pedras a chorar

Por não terem quem agasalhar:

Nem mulher, nem homem

Nem cão, nem gato, nem pardal.

Assusta, o barulho das oliveiras, sobreiras e azinheiras 

A sonharem com uma gota de água.

 

José Silva Costa

 

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publicado às 21:04

O futuro (6)

por cheia, em 26.07.21

O futuro, ano de 3000

Com o terceiro milénio, chegou, também, a sociedade (quase) perfeita

A pandemia causada pelo SARS-Cov-2 e as contínuas calamidades, que se abateram sobre a Terra: cheias diluvianas, incêndios incontroláveis, ciclones, matando milhões de pessoas, fizeram com que a humanidade mudasse de rumo

Acabaram com os motores de combustão, todos os meios de transporte passaram a ser movidos a eletricidade, incluindo os foguetões para o espaço, Lua e Marte

A alimentação, também, sofreu uma grande alteração, mais de metade, da população mundial tornou-se vegan, contribuindo para um melhor ambiente

O setor têxtil teve uma grande diminuição de procura, porque a moda de vender roupa usada, na internet tem tido muita aceitação. Como é muito fácil a venda ou permuta de roupa, basta fotografá-la e coloca-la à venda, nas diferentes plataformas da internet

As casas deixaram de estar atafulhadas de roupa, alguma nem chegava a ser estreada. Acabou a febre de, todos os dias, comprar roupa para todos os dias mudar de visual

Em paz, sem pobres, sem deslocados nem desempregados, o mundo vive o melhor momento de sempre, depois de acabar com o analfabetismo, com os sem-abrigo, e até a violência doméstica, a humanidade pode, finalmente, saborear toda a beleza do nosso planeta

Depois de muitos anos de luta por um desenvolvimento sustentável, finalmente, o objetivo foi alcançado. Mas, para isso, primeiro, tivemos de pagar um preço muito elevado, por termos, o ambiente, envenenado

Infelizmente, parece que só assim somos capazes de evitar a queda no precipício, porque foi o que aconteceu com a conquista da paz, que só foi obtida, depois de muito sangue derramado

Falta saber, por quanto tempo, conseguiremos manter esta, feliz, situação!

As duras batalhas dos divórcios litigiosos, ainda, mais traumatizantes quando há filhos pelo meio, acabaram

Já não se veem, nem ouvem os progenitores dizerem mal um do outro, o que fazia com que os filhos fossem o saco de boxe, onde os pais descarregavam toda a fúria e frustração da separação, fazendo com que as crianças muito sofressem, porque todos gostamos de ambos

Quando as mulheres eram economicamente dependentes dos maridos, porque não trabalhavam fora de casa, era quase impossível, elas pedirem o divórcio.

Por isso, muitas sofreram muitas humilhações e agressões, sem meios para puderem fazer valer os seus direitos, tiveram de se resignar a uma vida sem dignidade

Assim que conseguiram a emancipação económica, os divórcios começaram, e vieram para ficar

Cada vez mais cedo, as crianças, se habituam a andarem com a trouxa às costas: semana num, semana no noutro

Hoje, o divórcio é encarado com toda a naturalidade, e os pais, mesmo divorciados, não deixam de se falar, acompanhando o crescimento dos filhos, juntos, nos momentos marcantes do seu crescimento.

 

Na Ilha de Madagáscar, devido à seca, há quem coza as solas dos sapatos, para enganar a fome!

 

José Silva Costa

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publicado às 07:57

O futuro (5)

por cheia, em 22.07.21

O futuro, ano de 2090

Com a ajuda dos robôs, que passaram a fazer os trabalhos mais duros e rotineiros, os humanos passaram a ter mais tempo de lazer

Muitas empresas dão a escolher aos seus funcionários, dependendo do ramo de atividade, se querem trabalhar de manhã, de tarde ou três dias por semana

As pessoas passaram a ter tempo para consumirem muito mais cultura, fazendo com que os museus, os teatros, os cinemas, e tudo o que é espetáculo esteja, sempre, tudo esgotado

Os países mais antigos, com muitos monumentos, e que os souberam preservar, são muito procurados por turistas, que procuram cultura, ao contrário de antigamente, que procuravam mar, sol e areia

Os habitantes dos países, jovens, gostam de se deslumbrar com a grandiosidade e a antiguidade dos nossos monumentos. Querem sentir o peso dos séculos, imaginar o quotidiano desses tempos, mergulhar na enorme aventura, que tem sido a evolução humana

Enquanto uns querem descobrir o espaço, sentir a adrenalina de sair do nosso planeta, passar uns dias na Lua ou em Marte, outros querem regressar ao passado, ver o caminho andado, pelos nossos antepassados

No dia 20/07/2021, 52 anos depois de Neil Armstrong ter pisado a Lua, e ter dito:” um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade” nasceu mais uma empresa de viagens ao espaço, a New Sheppard

Uma empresa de Jeff Bezos, que convidou, para o acompanhar, o se irmão Mark, o estudante holandês Oliver Daenen, de 18 anos, e a Wally Funk, de 82 anos, que deu instrução a mais de 300 pilotos, mas que nunca tinha tido oportunidade de ir ao espaço, segundo disseram, por ser mulher

Atingiram 105 km de altitude, 3.559 km por hora, a viagem durou 10 minutos e 10 segundos, muito mais rápida que a anterior, 9 dias antes, a 11/07/2021, que durou cerca de uma hora

Na primeira foi utilizado um avião, que podia levantar voo do aeroporto da Base das Lages, nos Açores, em quanto que na segunda foi utilizado um foguetão

Ao mesmo tempo que os dois milionários se divertiam a gastarem milhões na concorrência das viagens ao espaço, em Terra, o Mundo debatia-se com a pandemia SARS-Cov-2

Em Portugal, mais de um milhão de pessoas não tinham Médico de família, cinquenta e três mil e trezentos esperavam por uma cirurgia oftalmológica, alguns há mais de quinze meses

Muitas pessoas questionavam e criticavam os gastos na corrida ao espaço, em quanto que em terra, a fome matava muita gente

Mas, sempre, assim foi, porque a vaidade empurra-nos para feitos que nos eternizem, sem queremos ver, nem ouvir o que se passa à nossa volta.

Continua

 

   

 

 

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publicado às 07:44

11 de Março!

por cheia, em 11.03.21

11/11/2021

 

11 de Março de 1975

Mais um dia negro da nossa História

Infelizmente, a nossa História não tem só dias radiosos

Um dia em que uma parte do País foi preso ou teve de fugir

A velha história de sempre: pobres contra ricos, ricos contra pobres

É da condição humana, só pensamos em acumular riqueza

Não vemos que a fome causa muita tristeza

Passados 46 anos estamos de novo, desta vez, todos ”presos”

Devido a um inimigo invisível

Outra vez o problema entre ricos e pobres

Cabe ao Governo distribuir a riqueza produzida

Não vamos deixar morrer, à fome, quem tudo perdeu?

Esta é uma crise diferente

Esperam-se medidas diferentes, para a enfrentar

Cabe a todos colaborar

Aqueles que nada perderam, não podem assobiar para o ar

Pessoas e países ricos, não podem continuar a explorar os pobres

Temos de compreender que todos somos de carne e osso

Todos temos as mesmas necessidades básicas

Por isso, não se compreende que uns tenham rendimentos 100,500,1.000 vezes mais

Não queremos igualdades, porque somos diferentes

Mas queremos que todos tenham o mínimo, para uma vida digna

Está nas nossas mãos mudar, o Mundo, para melhor

Ver o outro como irmão.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:00

Maio!

por cheia, em 01.05.20

Primeiro de Maio

 

Um primeiro de Maio diferente

Com muito tempo para refletir

Num Mundo desequilibrado

Onde poucos têm tudo, e muitos não têm nada

Um Mundo de fachada, que não valoriza a qualidade humana

Em que o desenvolvimento foi baseado no desperdício

“ Usa e deita fora”

Com os serviços mais bem pagos que a produção

Os produtos essenciais são pagos a meio tostão

Os supérfluos valem um dinheirão

É tempo de reflexão

O fosso das desigualdades não pode continuar

Cada qual tem a sua função

Não é tempo de guerrilhas, mas de colaboração

Os recursos são escassos, não podemos continuar a desbarata-los

Há povos que deitam para o lixo o que faz falta a outros

Valores invertidos, prioridades invertidas, está tudo de pernas-para o ar

Vamos ver se esta pandemia, que nos veio mostrar o que é a igualdade

Se nos faz refletir e, alguma coisa, mudar

Porque ela veio interromper vidas, suspender outras, causar o caos

Um turbilhão, que a todos nos atirou ao chão

Como nos vamos levantar!

Se tudo mudou e não sabemos como vai ficar

Se não temos pão para, aos filhos, dar

Tudo parou, as empresas, os trabalhadores, estão a despedir

Neste primeiro de Maio, dia do trabalhador, o trabalho desapareceu

Pela primeira vez, o dia do trabalhador, mais parece o dia do desempregado

Como é que vai ser!

Se todos os dias temos de comer

Os senhores que só pensam em nos impressionar com as suas riquezas materiais, é que nos podiam responder

Por que razão não há uma melhor distribuição da riqueza produzida?

Há, assim, tanta diferença entre os seres humanos?

Que justifique que uns tenham tudo e os outros não tenham nada

As vaidades não elevam ninguém

Só o humanismo pode valorizar o que é humano.

José Silva Costa

  

 

  

 

    

 

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publicado às 09:32


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