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Dia da Mãe

por cheia, em 01.05.22

Dia da Mãe, de 2022

 

Mãe, mãe, mãe, mãe, mãe!

A mais bela e bonita flor

Aquela que pare o amor

Que suporta com sorriso a dor

Que me transmitiu o amor

Que me beijou como se fosse a única flor

Que partilhava a minha dor

Que transbordava de bondade e amor

Que me gerou quando ainda era tão menina

Que me deu à luz quando fez os seus verdes 18 anos

Mas que maturidade e serenidade!

Que não correspondiam à sua idade

Que me transmitiu uma inabalável confiança

Uma força e perseverança que me acompanham

Uma calma e tolerância

Nunca me acordou esperou sempre que acordasse

Uma paz que as vidas de hoje não permitem

Compensava a pobreza com beijos

Apesar disso, nunca demonstrou pensamentos negativos

Eram tão bonitos os seus sorrisos

 

Mãe, palavra tão doce, tão bonita, tão amorosa

Tão bonita rosa, tão perfumada flor, o mais puro amor

Mãe, palavra com tão doce sabor, a transbordar de amor

Tão doloroso gesto de dor, tudo suportado pelo amor

Mãe, a palavra mais pronunciada, a mais amada, a mais beijada

Tão gloriosa missão, a de ser mãe, que bonita e delicada mão

Aquela que segura a vida, que a guia, que todos os dias a rega até florir

Que ensina o sorrir, a boca a abrir, que embala o sono e sonho

Tudo ensina, em troca de nada, tudo o que quer é ver florir a vida

Mãe, palavra tantas vezes repetida, é luz, é esperança

Mãe, mãe, mãe querida, devo-te tudo, devo-te a vida!

 

Um dia muito feliz para todas as Mães!

 

José Silvas Costa

 

 

 

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publicado às 08:00

Os anos!

por cheia, em 03.01.22

Os anos

 

 

Cada ano, cada etapa

Cada ano é como uma flor

Vai perdendo as pétalas durante os 365 dias

Depois, nasce um novo ano

Jovem, formoso, muito vaidoso

Vai, ao longo dos dias, perdendo o fulgor

Envelhecendo, perdendo os sonhos

Não conseguindo realizar tudo o que tinha imaginado

Acontece com todos os anos

Acontece, também, com os humanos

Está dependente dos acontecimentos

Que fazem com que seja bom ou mau

Há os que se tornam inesquecíveis

Outros de que ninguém se lembra

Os que são lembrados ao longo dos séculos

Os que ficam esquecidos no tempo

Os que morrem sem glória, nem advento

Os que só vivem o momento

Os que vencem o tempo

Os que se libertam da morte

 Os que são eternos!

 

Bom Ano!

 

José Silva Costa

 

 

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publicado às 08:00

O dia seguinte

por cheia, em 27.12.21

Passou o Natal

Amanhã, já ninguém se lembrará

De desejar um Feliz Natal

De colher uma flor para beijar

De pronunciar o verbo amar

A correria vai-nos obrigar a nem para o outro olhar

A competição, não perder o lugar, a ambição

Não nos permitem ao outro dar a mão para se levantar

Para o ano, vamo-nos, novamente, do Natal, lembrar

Ah! Como a publicidade gosta do Natal

E de todos os momentos que massajam o coração

O consumismo, sempre, à mão

Para alegrar o Natal de toda a população

Ao menos, todos têm, um dia no ano

Para se esquecerem da solidão

Para se esquecerem dos filhos e dos netos

Que lhes levou a emigração

Sempre tão lembrados, pela Nação

Quando mandam, para os Bancos, as suas economias

Para ajudarem a pagar os juros da dívida

Que não é para pagar, mas para gerir

Uma dívida, que já faz parte do nosso sorrir

Ano após ano, tantos milhões, tantas promessas

Mas, os milhões de pobres não diminui

Mas, para o ano é que é!

Vamo-nos ver livres do vírus

Vamos ficar mais ricos

Vamos ser mais solidários

Vamos voltar a sorrir, apertar a mão, beijar, abraçar, ouvir os corações.

José Silva Costa

 

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publicado às 08:00

Juventude

por cheia, em 19.08.21

Juventude

 

Verdes anos

Primaveras floridas

Perfume de jovens vidas

Os olhos são avenidas

Por onde passam as cantigas

Ponto de encontro dos namorados

Nos dias perfumados

Com minutos cronometrados

Porque os beijos são apertados

Os dias não estão parados

Mal nascem, já estão acabados

São tão curtos para os namorados

Que têm de lidar com eles com todos os cuidados

Para não quebrarem o encanto dos amados

Nos mal-entendidos apressados

Que tropeçam na pressa do tempo

De quem julga ter respostas

Para todas as questões

Como se o mundo fosse simples

E não tivesse ambições

Cheias de contradições.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:54

Longe!

por cheia, em 28.07.21

Longe!

Na bruma do horizonte

Não vejo mais o monte

Onde te vi, minha fonte

Radiosa, de olhos de mel

Que lavam a minha alma

Que me olham de tão longe

Sem que possamos de perto, ver

Olhos nos olhos, o amanhecer

Para de perto saber

Que continuas a gostar do entardecer

Mesmo que não o possamos abraçar

Juntos, por termos de respeitar o distanciamento

Sigo-te a todo o momento

Mas, não te posso beijar, em nenhum momento

Dias, meses, há mais de um ano, não aguento!

Quando é que acaba este tormento!

De te ver de longe, ao relento

A pedir ao vento

Que nos junte, para sempre, todo o tempo

Meu amor, minha flor, há tanto tempo!

Que não nos podemos beijar, abraçar, ver o olhar.   

 

José Silva Costa

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publicado às 08:07

Amor & guerra (12)

por cheia, em 15.04.21

Amor & guerra (12)

 

A amputação, da perna do Carlos, correu bem. Os médicos afiançaram-lhe que com uma prótese ficaria em condições de continuar a governar a vida

Possivelmente teria de ir uns meses para o Centro de Reabilitação de Alcoitão, para se adaptar à prótese. A esperança, que os médicos lhe conseguiram incutir, deixaram-no mais tranquilo, com força de vontade capaz de enfrentar todos os obstáculos, certo de que ainda seria muito feliz ao lado da Miquelina e do Miguel

Os pais do Carlos foram informados de que o filho tinha sido ferido em combate e estava livre de perigo, no Hospital Militar, em Lisboa

Assim que os médicos lhe disseram que ia ficar capaz de governara a vida, já se sentia em condições de escrever à Miquelina. Pediu a um enfermeiro se fazia o favor de lhe arranjar uma carta e uma caneta, para poder informar a namorada do que tinha acontecido

O enfermeiro aconselhou-o de como dar a notícia à namorada. Disse-lhe para não lhe dizer, ainda, que lhe tinham amputado a perna

O Carlos escreveu à namorada, dizendo-lhe que tinha sido ferido em combate, mas já estava melhor, e a prova disso era a carta, que lhe enviava

Esperava que ela e o Miguel estivessem bem. Assim que tivesse visitas informá-la-ia

A Bárbara estava radiante com a chegada de uma nova Companhia, na esperança que nela viesse o seu futuro amor. Tudo estava a correr bem: a Sara já falava e corria tudo, era uma boneca, uma bonita flor, para um quadro perfeito, só faltava arranjar um companheiro

A Miquelina pediu aos pais para ficarem com o Miguel, para ir ao Quartel-General do Porto

Apanhou a camioneta da carreira bem cedo, ainda não eram dez horas já estava à porta do Quartel-General. Foi muito bem recebida e fizeram tudo para a ajudarem. Como não tinham autorização para a avisarem, teria de apresentar qualquer coisa que provasse que para além de namorada tinha um filho dele

Miquelina tirou da mala, a carta onde ele dizia que perfilhava o filho. O militar leu as palavras, entregou-lhe a carta e disse-lhe, para aguardar, que ele ia falar com o Comandante

Já estava a ficar nervosa, devido à demora, quando abriram a porta, o militar que a tinha atendido vinha acompanhado de outro mais velho e com muitos galões

O Comandante cumprimentou-a e disse-lhe:” embora não tenhamos autorização para a informar, compreendo a sua ansiedade e preocupação, pode estar descansada, o seu namorado está no Hospital Militar, livre de perigo, por ter sido ferido em combate, já falei com os nossos camaradas do Hospital, e informaram-me de que em breve terá visitas. Tem aqui o número do telefone, amanhã ou depois, pode telefonar, que eles, talvez já lhe saibam dizer quando começam as visitas”

A Miquelina não ficou descansada, esperava que pudessem dar mais pormenores. Do mal, o menos, não tinha morrido, e em breve podia ir vê-lo.

Continua.

 

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publicado às 07:59

Amor

por cheia, em 05.01.21

Amor

 

Meu amor

Nos teus braços

Sinto-me uma flor

O nosso amor

É perfume

A unir-nos

Na nossa vontade

De continuarmos

A colher as flores

Perfumadas

Do presente, futuro e passado

Sempre

Lado a lado

Ultrapassando obstáculos

Festejando vitórias

Com beijos e abraços.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:59

Fado

por cheia, em 02.01.21

Carlos do Carmo deixou-nos

 

O País está de luto

Lisboa ficou viúva

Perdeu o seu cantor

É tão grande a sua dor!

Ela era a sua flor

Aquele que mais a cantou

Que a todos encantou

Cada esquina o escutou

Lisboa, com ele, dançou!

Ruas e vielas, com ele, ficaram mais belas

Hoje, ninguém saiu à rua!

A cidade ficou nua

Lavada em lágrimas, chorou em casa

Não se conforma com a perda da sua voz

Nos jardins, todas as rosas choram lágrimas perfumadas

Nos seus perfumes, as suas canções, ficarão eternizadas

Nas ruas, praças, colinas e elevadores serão lembradas

Por todos continuarão a ser cantadas

Pelas gaivotas, para o mundo, serão levadas

Para sempre, ficarão gravadas, nas calçadas!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:04

Flores

por cheia, em 08.03.20

Mulher

 

Mulher! Enigma difícil de ler

Deusa do meu saber

O teu ventre me fez nascer

Magia do teu poder

Como te agradecer!

Tu és fogo, terra, água

Sol a amanhecer

Rio a correr

Colo de saber

A amamentar a vida

Perfume que me inebria os sentidos

Lume que me queima as entranhas

Companheira

Flor dos nossos frutos

Porto de abrigo

Onde ancoramos o tempo

Tu és o brilho do sol

Suave e doce

Como a Primavera em flor

Para todas as mulheres

Todas as rosas.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 16:27

Amanhã!

por cheia, em 10.12.19

O futuro

Amanhã não será Verão!

Amanhã será dia de te dar a mão

Vamos construir o nosso futuro

Que, como qualquer outro projeto

É um salto no escuro

Estamos confiantes de que o nosso está nas nossas mãos

Será que o conseguimos segurar!

Ou vai, por entre os dedos, esgueirar-se!

Amanhã, de mãos dadas, vamos colher uma flor

Para perfumar o mosso amor

Que com a passagem dos anos, não pode perder a cor

Temos de saber alimentá-lo, para que nunca esmoreça

Se mantenha vigoroso dos pés à cabeça

Para que consiga aguentar o desgaste do tempo

O cansaço do presente, a rotina de ser diferente

A alegria de nos abraçarmos em frente de toda a gente

Amanhã, com ou sem descendente

Vamos caminhar firmemente

Abraçar o futuro, viver o presente.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:24


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