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Amanhã!

por cheia, em 10.12.19

O futuro

Amanhã não será Verão!

Amanhã será dia de te dar a mão

Vamos construir o nosso futuro

Que, como qualquer outro projeto

É um salto no escuro

Estamos confiantes de que o nosso está nas nossas mãos

Será que o conseguimos segurar!

Ou vai, por entre os dedos, esgueirar-se!

Amanhã, de mãos dadas, vamos colher uma flor

Para perfumar o mosso amor

Que com a passagem dos anos, não pode perder a cor

Temos de saber alimentá-lo, para que nunca esmoreça

Se mantenha vigoroso dos pés à cabeça

Para que consiga aguentar o desgaste do tempo

O cansaço do presente, a rotina de ser diferente

A alegria de nos abraçarmos em frente de toda a gente

Amanhã, com ou sem descendente

Vamos caminhar firmemente

Abraçar o futuro, viver o presente.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:24

Amor eterno!

por cheia, em 24.11.19

No tempo da outra senhora (2)

 

Francisco já tinha feito o serviço militar

Estivera na fronteira do Alentejo

Na zona de Évora

Aquando da guerra civil Espanhola

Num exercício de artilharia

As coordenadas estavam erradas, racharam uma, centenária,

oliveira

Tinha estado em São Miguel do Pinheiro (Mértola)

Para aprender o ofício de ferreiro

Estava quase com trinta anos, procurava companheira

Encantou-se com a Alice, que era muito bonita

Pudera, tinha dezassete anos, menos doze que ele!

Quem não queria, uma tão linda flor!

Francisco ia, quase todos os dias, montado no macho

Namorar a Alice, não tinha tempo a perder

A Alice era a segunda de cinco raparigas e três rapazes

Ainda viria a ter mais um irmão, aquando de seu segundo filho

Mãe e filha grávidas, apenas, com um mês de diferença

Francisco convenceu a Alice a juntarem-se, pelo Santo Amaro

Era o habitual, não havia dinheiro para casamentos

Levou-a para o seu monte

Alugou uma parte da casa onde, também, funcionava a Escola Primária

Do lado direito vivia o novo casalinho, no esquerdo, por detrás da sala de aulas, a Dª. Olenca

Uma Algarvia, que viria a tirar a primeira fotografia ao futuro rebento

Estávamos em plena segunda guerra mundial, que a todos castigava

Senhas de racionamento, fome, miséria, sofrimento e morte

O futuro rebento recusou-se a nascer antes, da guerra acabar

Nasceu quatro meses depois, da mãe fazer dezoito anos

Alice esteve à morte, teve hemorragias.

Um curioso receitou-lhe uma sangria!

Médicos e hospitais, não havia!

Só lá em Lisboa!

Recorriam aos curandeiros locais

O pai de Alice, receando perder a segunda filha e o primeiro neto

Levou-os para a casa da família, onde a mãe e as irmãs os trataram.

 

José Silva Costa

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:13

Mulher

por cheia, em 01.09.19

Flor

Estrela Polar

Num Mundo Lunar

És Rosa

És Mar.

 

Espiga de Verão

Temperada pelo Sol

És flor

És pão.

 

Ave reluzente

Num céu atraente

És fogo

És ventre.

 

                             José Silva Costa

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publicado às 19:48

Poesia

por cheia, em 21.03.19

No dia Mundial da Poesia

Desabrocha uma flor

Nasce um novo dia

Cheio de perfume e amor

Renasce a Primavera.

Se a beleza da Natureza

Está na harmonia das suas cores!

Por que razão, entre os homens

Há tantos rancores?

Porque não conseguimos ver

A alegria que há, no sorriso de uma criança

Quando as flores sorriem

Renasce uma nova esperança

De um Mundo melhor

Sem egoísmos, nem racismos

Porque, “toda a gente é Pessoa”!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 22:46

Mulher

por cheia, em 06.03.19

Mulher

À Natureza, foste buscar a beleza

És uma flor delicada e perfumada, mas tesa

Capaz de comandar o Mundo

Com a tua inteligência, humanidade e certeza

De que só quem tem a missão de embalar o Mundo

Pode compreender a energia de uma vida

No choro e no riso da criança parida

Quando fores mais compreendida!

Então, o Mundo terá uma nova vida

Uma ambição de amor e paz

Dentro de ti, trazes, escondida

Porque tu dás à luz a vida

A dádiva, mais valorosa, conhecida

Tu tens de ser admirada toda a vida

Tu tens sido, ao longo dos séculos, muito ofendida

Mesmo assim, tens sempre a mão estendida

Para ajudar, acarinhar, salvar uma vida

É contigo que tudo aprendemos

E quando ao fim de poucos meses

De coração desfeito em lágrimas

A outros nos, tens de entregar

Por força dos compromissos

São quase sempre, mulheres que nos continuam a embalar

Desde o momento, que dás à luz, uma vida

Nunca mais vais deixar de te preocupar com ela

Mãe, nunca esquecerei quanto sofreste, para me dares a vida!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:15


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