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Namorar

por cheia, em 14.02.24

Namorar

 

Namorar

Não se pode

Comemorar

Num só dia

Devemos

Fazê-lo

Todos os dias

É como respirar

Não se pode parar

Namorar é vital

Para a saúde

Para a mente

Para toda a gente

Ao amor

Ninguém fica indiferente

É fogo

É semente

É esperança

É dor

Namorar

Tem muito valor

Namorar

É como tratar uma flor

Precisa de muito carinho

De muito amor

De saber apreciar

O amor

Da sua perfumada flor

Em que idade for

O amor

Será sempre

O melhor da vida.

José Silva Costa

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publicado às 07:52

Namorar

por cheia, em 14.02.23

Namorados

Flores para os nossos amores

Não só no dia dos namorados

Mas em todos os dias do ano

Passeios, na natureza, com os nosso namorados/as

Mas em todas as horas, nas vinte e quatro horas

Partilhar todas as tarefas, no lar, com as nossas companheiras/os

Mas em todos os minutos, horas, dias e meses do ano

Acabar com a violência doméstica, o amor não provoca dor

Mas em todos os segundos de todas as horas

Celebremos o namoro em todos os segundos do ano

Mas sempre com a alegria do primeiro dia

Viver a dois é uma arte, para que o tempo não nos farte

Fazer ao outro o que gostamos que nos façam!

Admirar, todos os dias, as nossas namoradas/os

Dar, dar, sem pensar em receber, é como semear

Mais tarde ou mais cedo a colheita será a dobrar

Ser amável a todo o momento, esse é o segredo

É difícil, mas vale a pena, porque a vida é uma linda rosa

Que vamos saboreando pétala a pétala com alegria e entusiasmo

A vida a dois é partilha, é amor, é solidariedade, é ternura

Bom dia dos namorados para todos e todas, todos os dias.

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 07:56

Poder & vaidade

por cheia, em 13.02.23

 

Terramotos e guerras

 

Tanta morte, tanta dor

Muitos milhares de mortos, um horror!

Tanta destruição, em mais de uma nação

Numas é a loucura dos homens, com a sua desmesurada ambição

Noutras são as leis da natureza ajustando as suas posições

Sem quererem saber dos prejuízos, dos aís e das aflições

Sem quererem saber se são homens, mulheres, crianças ou mães

Os que não morrem ficam em terríveis condições

Sem casa nem pão, ao frio, na escuridão, à espera do que lhes darão

Não nos chegavam as desgraças que não dependem da nossa mão?

Por que razão as armas conseguem exercer tanta sedução?

Porque têm o poder que todos queremos ter

Ser mais forte que o outro, poder mandar, poder ser admirado, respeitado

Não por o que sou, mas pelo poder que tenho, pelo medo que consigo transmitir

Pelo mal que posso provocar, e de que muitos se conseguem orgulhar

E não vale apena apelar a mudanças para que todos sejamos humanos

Porque tem sido assim ao longo dos séculos, sem grandes alterações

Quando já estávamos esperançados que a Europa tivesse aprendido alguma coisa com as Grandes guerras, voltou a loucura, a destruição, a dor, a morte…………

Com falsos pretextos de que se sentem intimidados, de que vão socorrer quem quer uma parcela de terreno, para poder ser Presidente, nem que para isso tenha de matar muita gente

Estamos sempre prontos para apoiar guerrilhas de independências, de separações, nem que sejam de Freguesias, não para melhorar a vida das pessoas, mas para alimentar as nossas vaidades

Quem é que não quer ser Presidente, seja do que for?

Como se o diálogo não servisse para nada, e muitas vezes não serve, porque quem tem o poder mantem a arrogância de não responder. É tão bom mandar!

Quando assim é, só o som das armas o consegue acordar

Depois, o difícil é calá-las!

 

José Silva Costa

 

  

 

 

  

 

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publicado às 07:50

Amor & guerra (23)

por cheia, em 14.05.21

Amor & Guerra (23)

A Bárbara e a Sara continuavam a descobrir a bonita cidade de Lunda, tendo como guia o Firmino, que estava admirado da Bárbara não ficar grávida

Não sabia como abordar o assunto, uma vez que ela já tinha tido a Sara, talvez o problema não fosse dela. Quando, ainda, não provaram que são reprodutivas, o que se pensa é que o problema é da mulher, o que não era o caso da Bárbara, que já tinha dado à luz uma linda menina

Mas, como desejava muito ter uma filha ou um filho dela, teve de se encher de coragem e dizer-lhe que estranhava ela não ficar grávida

Ela disse-lhe que, também, estava admirada. Mas, como já tinha tido a Sara, não lhe tinha dito nada, porque o problema poderia não ser dela

Perguntou-lhe se se lembrava de ter tido papeira. Respondeu-lhe que tinha tido e que estivera muito mal

Aconselhou a ir ao médico, para ver o que dizia, e se lhe mandava fazer exames, porque quando a papeira atinge os testículos, pode provocar a infertilidade

Quando pensou que o problema poderia não ser dela, não sentiu a tristeza, que se abateu sobre ele, quando ela lhe disse que a papeira provocava  infertilidade, coisa que não sabia

Decidiu marcar uma consulta, queria ter a certeza, se podia ou não ser pai, o que tanto desejava

Foi ao médico, que lhe prescreveu as análises. Feitas as análises, estava ansioso que chegasse o dia de saber os resultados. A Bárbara tudo fazia para o animar. Mas, nada o animava, desde que soubera, que a papeira lhe poderia ter provocado a infertilidade, que não era o mesmo homem

Ao receber os resultados, o pior cenário concretizou-se, não poderia ser pai. A Bárbara tentou suavizar-lhe a dor, dizendo que já tinham uma linda filha, e que ela nem conhecia outro pai

O Firmino concordou, a partir daquele momento, a Sara seria a única filha deles, e tudo faria para ser um pai exemplar

Daí em diante, a alegria voltou a reinar, era preciso aproveitar todos os momentos com a sua rainha e a princesa, tinha de lhes proporcionar dias felizes

Só não podiam passear mais tempo juntos, porque a Sara não podai faltar às aulas, como aluna exemplar e muito inteligente, tinha um lugar guardado numa das melhores Universidades

Na cabeça da Bárbara e do Firmino já se construíam grandes cenários, para o futuro brilhante da Sara, enquanto ela ainda estava completamente descansada sobre o assunto, não sabendo, ainda, o que escolher para o seu futuro

Muitos pais não deixam os filhos ser crianças, sobrecarregam-nos, com tantas atividades, extra curriculares não permitindo que brinquem em liberdade, não tendo oportunidade de saborear o ar livre, da rua

Hoje, os bebés nascem, já, com um horário a cumprir, têm de se levantar cedo, para irem para o berçário, não os deixam dormir até o sono sorrir.

Continua.

 

 

 

  

 

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publicado às 07:58

Fado

por cheia, em 02.01.21

Carlos do Carmo deixou-nos

 

O País está de luto

Lisboa ficou viúva

Perdeu o seu cantor

É tão grande a sua dor!

Ela era a sua flor

Aquele que mais a cantou

Que a todos encantou

Cada esquina o escutou

Lisboa, com ele, dançou!

Ruas e vielas, com ele, ficaram mais belas

Hoje, ninguém saiu à rua!

A cidade ficou nua

Lavada em lágrimas, chorou em casa

Não se conforma com a perda da sua voz

Nos jardins, todas as rosas choram lágrimas perfumadas

Nos seus perfumes, as suas canções, ficarão eternizadas

Nas ruas, praças, colinas e elevadores serão lembradas

Por todos continuarão a ser cantadas

Pelas gaivotas, para o mundo, serão levadas

Para sempre, ficarão gravadas, nas calçadas!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:04

Rosas!

por cheia, em 11.02.20

Rosas de Maio

 

Rosas de Maio

Tanto amar

Ventos do sul

Tanta dor

 

Tanto perfume

No chão, derramado

Por rosas de fogo

No Alentejo, queimado

 

Rosas de Maio, por que chorais?

Se todos os anos voltais

Com novos perfumes, mais …..

Só, as humanas não voltam mais!

 

Rosas de ventre inchado

Trarão ao mundo

Tanto bebé inacabado

Que, com leite e ternura, será criado

 

Rosas, por que me deixais?

Triste, sozinho, abandonado

À espera do dia prometido

O dia perfumado

 

Rosas, rosas de Maio

O mês mais perfumado

Por que não vindes, todos os meses?

Trazer-me novas e perfumes do meu amor.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:22

Horror!

por cheia, em 24.10.19

A quem morreu por sonhar

 

A vida, pelo sonho

 

O sonho comanda a vida

Sonham com a liberdade

Respirar em liberdade

Trabalhar em liberdade

Escolher em liberdade

Viver em liberdade

Dormir em liberdade

Estudar em liberdade

Fugir da arbitrariedade

Ter personalidade

Fugir da pena de morte

Fugir da prisão perpétua

Deixar de ser, só, mais um

Poder sonhar voar

Poder decidir

Poder ir à lua

Poder dormir, livremente, na rua

Para tudo isto fazer

Só uma coisa pode acontecer

Fugir!

E, há sempre, alguém que queira ajudar

Que nos proponha, num camião, viajar

A melhor maneira de, num país livre, entrar

Quando não temos autorização, para lá estar

Mas, esqueceram-se de, o frigorífico, desligar

Todos os sonhos ficaram por realizar

Quantos sonhos acabaram por matar!

Mas, os sonhos nunca vão acabar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 22:26

17 e 15

por cheia, em 17.06.18

Os incêndios

 

O dia dezassete de Junho e quinze de Outubro de 2017, não deviam ter existido

A Natureza, passado um ano, vai dando sinais de recuperar

Os rouxinóis voltaram a ouvir-se cantar

O verde, aqui e além vai rompendo, querendo o negro tapar

Mas, os humanos não conseguem recuperar

Há muito desanimo, muita tristeza, por apagar

Como recuperar a perda de um filho? Diz um pai

Para muitos sobreviventes, já nada conta

Tudo acabou com as labaredas, que tudo comeram

Nada, depois de tantas perdas, faz sentido

Apenas esperam que o tempo faça o seu trabalho

Em todos aqueles rostos há demasiada dor

As imagens mostram-nos o horror

Por mais,que todos as queiram esquecer

Elas teimam em permanecer.

 

José Silva Costa 

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publicado às 20:31


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