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Maio!

por cheia, em 01.05.20

Primeiro de Maio

 

Um primeiro de Maio diferente

Com muito tempo para refletir

Num Mundo desequilibrado

Onde poucos têm tudo, e muitos não têm nada

Um Mundo de fachada, que não valoriza a qualidade humana

Em que o desenvolvimento foi baseado no desperdício

“ Usa e deita fora”

Com os serviços mais bem pagos que a produção

Os produtos essenciais são pagos a meio tostão

Os supérfluos valem um dinheirão

É tempo de reflexão

O fosso das desigualdades não pode continuar

Cada qual tem a sua função

Não é tempo de guerrilhas, mas de colaboração

Os recursos são escassos, não podemos continuar a desbarata-los

Há povos que deitam para o lixo o que faz falta a outros

Valores invertidos, prioridades invertidas, está tudo de pernas-para o ar

Vamos ver se esta pandemia, que nos veio mostrar o que é a igualdade

Se nos faz refletir e, alguma coisa, mudar

Porque ela veio interromper vidas, suspender outras, causar o caos

Um turbilhão, que a todos nos atirou ao chão

Como nos vamos levantar!

Se tudo mudou e não sabemos como vai ficar

Se não temos pão para, aos filhos, dar

Tudo parou, as empresas, os trabalhadores, estão a despedir

Neste primeiro de Maio, dia do trabalhador, o trabalho desapareceu

Pela primeira vez, o dia do trabalhador, mais parece o dia do desempregado

Como é que vai ser!

Se todos os dias temos de comer

Os senhores que só pensam em nos impressionar com as suas riquezas materiais, é que nos podiam responder

Por que razão não há uma melhor distribuição da riqueza produzida?

Há, assim, tanta diferença entre os seres humanos?

Que justifique que uns tenham tudo e os outros não tenham nada

As vaidades não elevam ninguém

Só o humanismo pode valorizar o que é humano.

José Silva Costa

  

 

  

 

    

 

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publicado às 09:32

Regresso às aulas

por cheia, em 14.04.20

O regresso às aulas

 

Hoje, alguns alunos voltaram às aulas

Mas, desta vez, com as salas de aula fechadas

O confinamento fez dar um salto no andamento

Todos receamos mandar as nossas crianças para a sala de aula

Todos tememos pela sua e nossa saúde

Mas há sempre quem ponha objeções

E do que mais falam são das desigualdades

Como se neste país nunca tivesse havido desigualdades

Como se só houvesse desigualdades na escola

No resto, são só igualdades

Todos temos boas casas, bons carros, bons empregos

Todos podemos escolher bons colégios, de onde saem a falar francês, alemão, inglês

É o que nos vendem os políticos, defensores do direito de escolha

Só não nos conseguem dizer, como o fazer, nos Concelhos do interior, onde a única escolha, que temos, é o ensino público

Foi preciso o Covid,19 forçar o ensino a distância, para todos notarem que havia desigualdades

Ainda bem que conseguiram concluir que há desigualdades, já que nas salas de aulas nunca ninguém tinha dado por elas!

As desigualdades começam, ainda, antes do nascimento

Depois, uns ficam com amas ou avós, sem interação com outras crianças

Enquanto outros vão para creches ou jardins-de-infância com todas as condições

Não façam das desigualdades um cavalo de batalha, para não fazerem nada

Aproveitem, este salto forçado, para tentarem reduzi-las.

 

José  Silva Costa

 

 

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publicado às 18:08

Primavera

por cheia, em 20.03.20

Primavera, 20/03/20

Chegou a Primavera

Ficou em casa

Sem campos floridos, nem perfumes

Mas, solidária!

Trouxe-nos água

Para podermos continuar a lavar as mãos

A lembrar-nos que os tempos mudaram

Que estamos todos no mesmo barco

Que nunca estivemos tão ligados

E, o que nos liga não escolhe entre ricos e pobres

Que não se justifica, uns terem tudo e os outros só fome

Que chegou a hora de respeitar a Natureza

Não a destruindo com a força rude da ganancia

Numa exploração desenfreada, matando tudo, não deixando nada

Numa ambição desmesurada, que nunca está saciada

Aproveitamos este interregno, para mudar de rumo

Construir um novo futuro

Aproveitando os novos recursos

Para aprender e trabalhar

A partir de outros locais

Onde a presença não seja vital

Para os transportes não sobrecarregar

Um novo estilo de vida temos de inventar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:57

Rua!

por cheia, em 10.11.19

Rua!

 

Vives na rua

À luz da lua

Na indiferença, nua

De quem passa

Olha para o lado

Para não ver o frio duro

Que te agasalha

No aconchego

Das pedras da calçada

Com as estrelas como almofada

Em lençóis românticos, deitada

Sonhando com um mundo de fada

Que não tem data anunciada!

Prometido em cada eleição, marcada

Mas, as legislaturas passam, e nada!

Tu aguardas desesperada

Por uma mão amada

Que te ajude a subir a, social, escada.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:34

Fretes

por cheia, em 25.11.18

Fretes

25/11/1975

O ano do início da consolidação da democracia

Por que até aí, ninguém sabia para onde é que a revolução pendia

Quarenta e três anos depois

Os nossos votos não passam de um a cortina de fumo, para elegermos os representantes do grande capital

Criaram a CRESAP, que nos custa milhões, com a função de escolher os melhores, para a Administração Pública

Mas, quem manda são os donos disto tudo

No último congresso do PS, Catroga exigiu a substituição do Secretário de Estado das energias

Que estava a fazer um bom trabalho para os contribuintes e péssimo para a EDP

Costa aproveitou a confusão de Tancos, que nunca saberemos se houve roubo ou não

Para uma remodelação governamental, incluindo a substituição do Secretário de Estado, pela EDP, indesejado

Há sempre uma empresa Galamba, pronta para todos os fretes

Assim, como há sempre, profissionais ou amadores, para furar greves

A EDP está repleta de administradores inválidos da política: Catroga, Cardona …….

Que, na CGD, fez um trabalho exemplar, um prejuízo de muitos milhões, que tivemos de pagar

Há quarenta e três anos foi tudo nacionalizado, passados uns anos foi tudo reprivatizado

Atualmente é tudo da República da China

Passado quase meio século, continua a economia a mandar

E, nós desejamos, que amanhã vejamos nascer um novo dia.

José Silva Costa

PS. O dia em que o Reino Unido saíu da UE., por achar que a solidariedade não é paz.

 

 

 

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publicado às 18:42

Balanço

por cheia, em 22.11.18

Balanço

Com quase meio século de democracia

O país, este estado, não merecia

Apesar de todas as grandes empresas mundiais quererem, aqui, centros de excelência, construir

Continuamos com mais de dois milhões de pobres, enterrado em corrupção e desigualdades

Morremos nas estradas, em derrocadas, em incêndios, por falta de infraestruturas

Estamos na cauda da Europa, de onde não conseguimos descolar

Ainda temos cento e vinte e tal por cento de dívida pública, para pagar

E, já os espanhóis nos estão a empurrar, para um feito exemplar

Não nos bastavam os nossos heróis!

Organizar a três, um mundial de futebol, Portugal, Espanha, Marrocos

Até que, enfim, aí está uma estratégia dos estadistas europeus

Para acabar com o desespero, a pobreza, a emigração do continente africano

Assim, os africanos já não precisarão de se atirar ao mar, para nos virem cumprimentar

Não temos emenda, o que gostamos é de obras de fachada, às quais batemos palmas

Não temos problemas em nos endividarmos, seja o Estado, sejam os particulares

Gastamos, como se o dinheiro caísse do céu e corresse do telhado!

Quando os agiotas, sempre prontos a emprestarem-nos mais do que o que pedimos, desconfiam, que já não teremos capacidade de lhes pagar, fecham-nos a torneira

Então, lá vamos nós, de chapéu na mão, chorar no ombro do FMI

Como bom amigo obriga-nos a comer pela sua mãozinha, fazendo-nos, capital e juros, pagar com língua de palmo

Mas, mal nos libertemos do seu pezinho no nosso pescoço, voltamos ao mesmo, sem que tenhamos aprendido a lição, por falta de juízo.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 21:04

Terá o ovo conserto?

por cheia, em 20.12.16

Terá o ovo conserto?

Num tempo em que está tudo em desespero

A globalização e as novas tecnologias

Vieram por em confronto os vários Mundos

As mil e uma igrejas e as muitas religiões

As desigualdades comparadas instantaneamente

Tudo, sem tempo, para amadurecimento

A educação seria o principal remédio

Mas não é instantânea!

Quantos povos são, ainda, contra a educação?

Principalmente das mulheres!

Os homens têm medo de perder o poder

Porque saber é poder.

 

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publicado às 19:18


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