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O Altar

por cheia, em 27.01.23

Pobre povo

Entregue a corruptos vaidosos

Sempre prontos para eventos únicos

 1 0 estádios de futebol para Euro 2004

Alguns para ovelhas pastarem

 Que ainda estamos a pagar

Um palco altar, mais um evento único

Feito em ouro, para ficar para posterioridade

80 milhões de euros atirados aos ventos

Ninguém nos ganha na organização de eventos

Para a construção de casas, escolas e hospitais não temos tempo

Felizmente, dinheiro não nos falta!

Todos os dias vamos, de cesta na mão, pedi-lo emprestado

Somos os maiores em tudo!

Temos a terceira maior dívida do mundo

O Governo acaba de ir buscar mais um fundo de pensões

O da Caixa Geral de Depósitos, no valor de 3 mil milhões

Os dos outros Bancos, já tinha sido absorvidos, no tempo do Governo de Sócrates

Para tantos luxuosos e únicos eventos, temos de fazer alguns sacrifícios

Dormir na rua ao frio, ao relento neste inverno gelado, e em casa sem aquecimento

Esperar, dezenas de horas nas urgências dos hospitais, anos por consultas externas

Alunos sem aulas, a algumas disciplinas, todo o ano, por falta de professores

Mas todos estes sacrifícios serão bem compensados, quando já não fizer frio

Em Agosto conviveremos com jovens de todo o Mundo

Esqueceremos todos os nossos problemas

Viveremos felizes para sempre.

 

José Silva costa

 

  

 

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publicado às 10:09

O dia seguinte

por cheia, em 27.12.21

Passou o Natal

Amanhã, já ninguém se lembrará

De desejar um Feliz Natal

De colher uma flor para beijar

De pronunciar o verbo amar

A correria vai-nos obrigar a nem para o outro olhar

A competição, não perder o lugar, a ambição

Não nos permitem ao outro dar a mão para se levantar

Para o ano, vamo-nos, novamente, do Natal, lembrar

Ah! Como a publicidade gosta do Natal

E de todos os momentos que massajam o coração

O consumismo, sempre, à mão

Para alegrar o Natal de toda a população

Ao menos, todos têm, um dia no ano

Para se esquecerem da solidão

Para se esquecerem dos filhos e dos netos

Que lhes levou a emigração

Sempre tão lembrados, pela Nação

Quando mandam, para os Bancos, as suas economias

Para ajudarem a pagar os juros da dívida

Que não é para pagar, mas para gerir

Uma dívida, que já faz parte do nosso sorrir

Ano após ano, tantos milhões, tantas promessas

Mas, os milhões de pobres não diminui

Mas, para o ano é que é!

Vamo-nos ver livres do vírus

Vamos ficar mais ricos

Vamos ser mais solidários

Vamos voltar a sorrir, apertar a mão, beijar, abraçar, ouvir os corações.

José Silva Costa

 

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publicado às 08:00

Quinto lugar

por cheia, em 22.11.16

Dívida Portuguesa

 

Atingimos o quinto lugar mundial dos países com maior dívida

A este ritmo, em breve, estaremos em primeiro lugar

Todos os dias, de cesta na mão, lá vamos aos mercados, pedir mais pão

Vamos ver até quando os especuladores nos vão alimentar a ilusão

Habituámo-nos ao fiado, vamos, por muitos anos, pagar a diversão

Há quem diga que a dívida não é para pagar, mas para gerir

Mesmo que assim seja, o melhor é não sorrir

Porque os juros estão-nos a consumir

Não temos dinheiro para investir

O que faz com que, a educação, a saúde, a habitação, os transportes estejam a regredir

Porque nós, o que melhor sabemos fazer, é pedir!

 

 

 

 

 

 

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publicado às 22:22


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