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Ilusões

por cheia, em 03.07.23

O Ilusionista

 

Este mês vamos receber mais dinheiro! Não, não houve aumentos de ordenados nem baixa de impostos, porque isso mexia nos cofres do Estado

Com um passo de magia, o ilusionista mexeu nos escalões do IRS, para nos causar a ilusão de  que ganhamos mais

Em vez de tomar medidas de fundo, para reduzir as desigualdades, vai dando esmolas

125€+50, por cada filho, mais de duzentos mil não receberam nada, por não terem IBAN

Meia pensão para todos os reformados, com algumas exceções, sejam qual forem os valores das pensões, porque os reformados não podem ser beliscados, são a sua maior base de apoio

Uma contribuição para aumentar a inflação e o fosso entre pobres e ricos

Os agricultores também foram contemplados, exigindo-lhes que se candidatassem pela internet, como muitos não dominam essa tecnologia, alguns desistiram, iam pagar, a quem lhes fizesse esse trabalho, mais do que aquilo que receberiam

A Ministra da Agricultura disse que 5.000 ainda não receberam as ajudas, porque ainda não atualizaram o IBAN

Gostava de lhe perguntar como é que se atualiza uma coisa que não existe

O mesmo está a acontecer com alguns inquilinos, que também não têm IBAN

A lei das ajudas aos inquilinos não passou no Ministério das Finanças, que a regulamentou, retirando-lhe o essencial, não passou de mais uma ilusão!

Para os mais carenciados 30€ por mês, pagos de tês em três meses, mas têm de ter IBAN

Quase metade das Freguesias, 1.300, não têm um terminal multibanco, no litoral e nas grandes cidades temos um, em cada esquina

Não basta criar o Ministério da Coesão, é preciso fazer leis, para que não haja cidadãos de primeira e de segunda

Não aprova medidas estruturais, apenas, umas pequenas esmolas, porque para o ano há eleições

Diz que a inflação em Portugal está no dobro da de Espanha, porque em Portugal começou a subir mais tarde

Não admite que a causa está na falta de políticas adequadas, nas suas políticas erradas

Com um ilusionista, com maioria absoluta, bem podemos barafustar, que ele não sai da sua arrogância.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

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publicado às 08:00

43,5% de pobres!

por cheia, em 25.04.22

25, de Abril de 2022

 

Depois de 48 anos de democracia, esperávamos ter um país mais desenvolvido

Continuamos com as inaceitáveis desigualdades, em que uns tem tudo e outros não têm nada

Um litoral superlotado e um interior desertificado, deserdado, abandonado, desaproveitado

Onde não chegam as telecomunicações: as autoestradas do presente e do futuro

Neste quase meio século ainda não apareceu um governante capaz de derrubar o muro

Só governam para as sondagens e para o presente, não têm ambição, nem solução para o dia duro

A pobreza continua a condenar-nos à tristeza. Antes de qualquer transferência social, em 2020, tínhamos 4,48 milhões de portugueses (43,5%) em risco de pobreza

Quase metade da população em risco de pobreza: é muita pobreza!

Todos os governantes, que tiveram responsabilidades nestes resultados, devem sentir-se muito envergonhados

Quase todos os governantes, nos discursos do ato de posse, dizem que vão ter em atenção os mais desfavorecidos, mas nunca mais se lembram deles

Nos momentos de reconhecimento dos méritos nunca aparece um pedreiro, um carpinteiro, um mecânico, um varredor, um condutor  …………….., só  os engenheiros e  doutores é que têm mérito

Um país, cada vez mais desequilibrado, onde os ricos estão mais ricos e os pobres mais pobres

E, isso é revoltante, criaram o Ministério da Coesão, que não passa de um chavão, mais uma ilusão, para enfeitar a governação

Os Municípios ricos estão a criar transportes públicos gratuitos, a equipar as escolas com novas tecnologias, com quadros interativos, enquanto as escolas, dos outros, continuam com os quadros pretos e sem transportes públicos gratuitos

É esta a regionalização, que o referendo reprovou, mas que este Governo está a implementar à força. Agora, sem a colaboração de qualquer outro partido, devido à maioria absoluta

Política e futebol, uma mistura que gera corrupção, se faltassem exemplos, bastava o de Luís Filipe Vieira, cuja falência das suas empresas já nos custou 290 milhões de euros, através do fundo de resolução do BES

Um país, onde o futebol é mais importante que a educação. Quantos professores veem o seu mérito reconhecido?

Ainda não foi desta que Portugal se tornou num país solidário e desenvolvido

Nem com tantos milagres conseguimos vencer o castigo.

José Silva Costa

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