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Bolsos

por cheia, em 31.01.19

Dividendos

As empresas portuguesas, cotadas na bolsa, são muito generosas para com os seus acionistas, pagando dividendos, muito acima da média europeia.

Melhor que as empresas portuguesas, só mesmo as suas congéneres russas!

Mas, nada que chegue aos CTT, cuja administração aprovou a distribuição de dividendos no montante do dobro dos lucros!

Não sei onde foram buscar o dinheiro, mas isso também não interessa

CGD e CTT

Hoje, já todos dizem que houve má gestão na CGD, o que fez com que as notas tivessem voado dos cofres, para alguns bolsos

Quanto aos CTT, as notas terão tido outra origem, o riquíssimo património de uma empresa de cinco séculos que, ao longo de tantos anos, foi acumulando um património imobiliário de valor incalculável, distribuído pelos locais mais emblemáticos das nossas cidades e vilas

Não sei se, aquando da venda dos CTT, os palácios, palacetes e outros edifícios foram devidamente avaliados, o que tem acontecido é que os seus acionistas têm recebido bons dividendos, enquanto o serviço se degrada

Há quem queira reverter a privatização dos CTT, mas receio que revertam os prejuízos, porque nessa altura já não haverá mais nada para reverter, para mais uma vez os contribuintes pagarem, como aconteceu com a Caixa Geral de Depósitos

Enfim, é tudo uma questão de má ou boa gestão!

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 19:50

Comendadores

por cheia, em 28.11.18

Comendadores

Comendadores, pessoas de muitos valores

Muitas vezes acumulados à custa dos que não têm a ambição de serem comendadores

Enquanto os comentadores vivem em bons palácios

Os que lhos constroem vivem a enganar a fome

Aqueles que nasceram com a arte de ganharem muito dinheiro

Espezinhando os outros, querem ser admirados, como se fossem deuses

A vaidade e a ambição não têm, por ninguém, contemplação

Joe Berardo, que em África, fez jus a “em terra de cegos, quem vê é rei”

Conseguiu uma fortuna, deixou África, e veio, para o seu país, pavonear-se

Criou um Museu de Arte Moderna, e teve a arte de alugá-lo ao Estado

Ambicionava ser dono de um Banco

Viu, na compra do Banco Comercial Português, um futuro estrelado

Não tendo dinheiro para alcançar o sonho

Recorreu ao dinheiro do Estado

À Caixa Geral de Depósitos, pediu, muito dinheiro, emprestado

Para comprar as ações do BCP

Mas a ambição desmesurada deu para o torto

O valor das ações deu um grande trambolhão

E, o comendador deixou-nos um buraco de duzentos e oitenta milhões

Que já pagamos, com muito suor, perda de emprego, de casa e de carros

Porque, em último caso, através dos nossos impostos, nós somos a garantia real

Para alimentar os sonhos, as vaidades de alguns

Todos, os que levaram Bancos à falência, continuam a pavonear-se com as medalhas ao peito

Sem que a justiça os consiga prender

Os administradores eram: Carlos Santos Ferreira, Maldonado Gonelha, Armando Vara, Celeste Cardona, Francisco Bandeira, José Ramalho, Norberto Rosa, e Vítor Fernandes

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 21:01


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