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Casa para todos

por cheia, em 18.12.23

Natal

Dias de solidariedade

Para as crianças, de muita ansiedade

Esperam prendas de muita amizade

Tão importantes para os de tenra idade

Casas sem chaminé, na cidade

Não há onde colocar o sapatinho

Nem espaço para o Pai Natal descer

Assim, as crianças vão, mais cedo, ficar a saber

Que não é o Pai Natal, que traz as prendas

Senhores arquitetos tenham em atenção esta questão

Não aceitem desenhos, que não tenham uma bonita habitação

Com todas as condições de habitabilidade

Onde possamos receber a visita do Pai Natal

Uma habitação com todas as comodidades

Onde possam viver pessoas de todas as idades

Sei que é pedir muito, tanto aos arquitetos, como ao Pai Natal

Mas, não podemos ser pobres a pedir

O meu pedido ao Pai Natal, para este ano é : casa para todos

Acho que não é pedir de mais, há quem tenha duas, três ou mais

Estamos, num país muito solidário

Portanto, vamos lá reduzir as desigualdades

Diminuir a pobreza, que está em quase cinquenta por cento

Devia de nos envergonhar

Mas praticamos a caridade

 Como se isso nos desculpasse

Mas, não! Fico revoltado, quando oiço um rapaz, que se esforçou, para tirar um curso, conseguiu entrar para o Instituto Superior Técnico, em Lisboa.

Mas, infelizmente, não chegou a matricular-se, porque os pais não podiam, o quarto, pagar.

Feliz natal e próspero Ano Novo.

José Silva Costa  

 

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publicado às 07:54

Cheiro

por cheia, em 06.03.23

Cheiro

Já cheira a Primavera

Os passarinhos andam aos beijinhos

Passam os dias na construção dos ninhos

Sempre a namorar, para a canseira suavizar

Também eles se queixam do custo das casas

Fazer uma casa robusta, dá muita luta

Encontrar um lugar seguro, resistente ao vento e a todo o elemento

Para além da robustez do lugar, é preciso,  com todos os inimigos, contar

Quem é que não gosta de uma casinha a ver o mar! 

Sem ninguém a incomodar

É tão bom ter um bom lar!

Uma companheira e ver os filhos a palrear

De alegria, por a mãe os amamentar

Uma ternura de encantar!

Vê-los crescer, fazer o que já fizemos, e esperar que nos deem netos

Cheios de graça, ternura, birras, mimos e afetos

Tem sido assim ao longo dos séculos

Com mais ou menos tecnologia, com mais ou menos guerras

Infelizmente, há povos que continuam à espera

Que o progresso os empurre para dias melhores

Que não envenenem as meninas na sala de aula

Para as privarem da educação e lhes roubarem a compreensão

Mantê-las na ignorância, porque saber é poder

Alguns homens continuam só para si o querer

Sem se importarem com quem está a sofrer

Com quem tem de enfrentar todos os perigos

Para da fome, das guerras, das arbitrariedades fugir

Morrer é um mal menor, que em tais condições viver.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:53

Janeiro!

por cheia, em 30.01.23

Janeiro

 

Dias inteiros

Soalheiros

Noites geladas

Árvores prateadas

Vento e rajadas

Frio e nortadas

Mãos gretadas

Velhotas curvadas

Das luas passadas

Beijadas, amadas

Ruas deitadas

Casas assombradas

Há muito abandonadas

As terras não são semeadas

Outrora todas ocupadas

Vidas apagadas

Sombras sonhadas

Luas desenhadas

Memórias arrumadas

Fontes magoadas

Águas branqueadas

Esperanças molhadas

Telhas desalinhadas

Estrelas afiadas

Lágrimas salgadas

Vidas adiadas

Bocas escancaradas

Desesperadas.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:58

O Altar

por cheia, em 27.01.23

Pobre povo

Entregue a corruptos vaidosos

Sempre prontos para eventos únicos

 1 0 estádios de futebol para Euro 2004

Alguns para ovelhas pastarem

 Que ainda estamos a pagar

Um palco altar, mais um evento único

Feito em ouro, para ficar para posterioridade

80 milhões de euros atirados aos ventos

Ninguém nos ganha na organização de eventos

Para a construção de casas, escolas e hospitais não temos tempo

Felizmente, dinheiro não nos falta!

Todos os dias vamos, de cesta na mão, pedi-lo emprestado

Somos os maiores em tudo!

Temos a terceira maior dívida do mundo

O Governo acaba de ir buscar mais um fundo de pensões

O da Caixa Geral de Depósitos, no valor de 3 mil milhões

Os dos outros Bancos, já tinha sido absorvidos, no tempo do Governo de Sócrates

Para tantos luxuosos e únicos eventos, temos de fazer alguns sacrifícios

Dormir na rua ao frio, ao relento neste inverno gelado, e em casa sem aquecimento

Esperar, dezenas de horas nas urgências dos hospitais, anos por consultas externas

Alunos sem aulas, a algumas disciplinas, todo o ano, por falta de professores

Mas todos estes sacrifícios serão bem compensados, quando já não fizer frio

Em Agosto conviveremos com jovens de todo o Mundo

Esqueceremos todos os nossos problemas

Viveremos felizes para sempre.

 

José Silva costa

 

  

 

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publicado às 10:09

À antiga!

por cheia, em 09.02.21

À antiga!

 

Este inverno está ser, como há muitos anos não via

Tão diferente dos invernos, que mais, primaveras, pareciam

Está a colaborar com o Governo, no seu: “ fique em casa”

As casas é que estão muito sobrecarregadas

Em Escolas, Universidades, escritórios e salas de reunião, transformadas

Até eu voltei à Escola!

Como não aproveitar tanta sabedoria a entrar no aconchego do lar

Como os tempos estão a mudar!

Será que este tempo se deve à redução da poluição?

Os aviões ficaram em terra e os carros junto à habitação

A avenida está limpa e a rua mais convidativa

As casas é que não param de se queixar

Estão muito saturadas. Vinte e quatro horas, sempre, ocupadas!

Anseiam pelo fim do estado de emergência

Por quanto mais tempo teremos de continuar na “prisão”?

Não podemos desesperar

A primavera está a chegar.

 

José Silva Costa

 

 

 

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publicado às 09:55

Amor eterno!

por cheia, em 24.11.19

No tempo da outra senhora (2)

 

Francisco já tinha feito o serviço militar

Estivera na fronteira do Alentejo

Na zona de Évora

Aquando da guerra civil Espanhola

Num exercício de artilharia

As coordenadas estavam erradas, racharam uma, centenária,

oliveira

Tinha estado em São Miguel do Pinheiro (Mértola)

Para aprender o ofício de ferreiro

Estava quase com trinta anos, procurava companheira

Encantou-se com a Alice, que era muito bonita

Pudera, tinha dezassete anos, menos doze que ele!

Quem não queria, uma tão linda flor!

Francisco ia, quase todos os dias, montado no macho

Namorar a Alice, não tinha tempo a perder

A Alice era a segunda de cinco raparigas e três rapazes

Ainda viria a ter mais um irmão, aquando de seu segundo filho

Mãe e filha grávidas, apenas, com um mês de diferença

Francisco convenceu a Alice a juntarem-se, pelo Santo Amaro

Era o habitual, não havia dinheiro para casamentos

Levou-a para o seu monte

Alugou uma parte da casa onde, também, funcionava a Escola Primária

Do lado direito vivia o novo casalinho, no esquerdo, por detrás da sala de aulas, a Dª. Olenca

Uma Algarvia, que viria a tirar a primeira fotografia ao futuro rebento

Estávamos em plena segunda guerra mundial, que a todos castigava

Senhas de racionamento, fome, miséria, sofrimento e morte

O futuro rebento recusou-se a nascer antes, da guerra acabar

Nasceu quatro meses depois, da mãe fazer dezoito anos

Alice esteve à morte, teve hemorragias.

Um curioso receitou-lhe uma sangria!

Médicos e hospitais, não havia!

Só lá em Lisboa!

Recorriam aos curandeiros locais

O pai de Alice, receando perder a segunda filha e o primeiro neto

Levou-os para a casa da família, onde a mãe e as irmãs os trataram.

 

José Silva Costa

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:13


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