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Saiam de casa!

por cheia, em 22.05.20

A escolha

 

Abril não floriu

O cravo não riu

Está tudo vazio

Estamos em casa, confinados

Por causa do contágio

Que nos pode levar ao frio

Neste ano sombrio

Em que o Mundo está parado

Como que o sistema que o faz rodar

Se tivesse avariado

Há quem esteja desesperado

É duro estar enclausurado

Mais duro é estar internado

Mais duro, ainda, é ficar parado

Num local inesperado

Sem retorno, nem bailado

É fácil falar!

Mas quem tem, no dia-a-dia

De angariar dinheiro, para ir ao supermercado

Só pode estar angustiado

Não pode ouvir o meu recado:

Não se precipitem

Porque a procissão ainda vai no adro

Mas este conselho só serve para quem está instalado

Quem nada tem!

Tem de escolher entre sair ou ficar em casa

Uma escolha difícil

Porque o estômago não pode esperar

Assim, têm de arriscar a vida

Porque promessas não enchem barriga

Temos de manter a distância social

Menos nos aviões!

Onde podemos viajar uns ao colo dos outros

Os políticos um dia dizem para ficarmos em casa

No dia seguinte dizem para sairmos

Para gastarmos, porque a economia não pode parar

Em quem podemos acreditar!

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:24

9 de Março

por cheia, em 09.03.19

9 de Março

 

Este ano, o 8 de Março teve mais visibilidade

Porque estamos em ano de eleições

Os políticos sabem muito bem aproveitar as ocasiões

Não sei de quem foi a ideia das casas de abrigo!

Até podem ter sido úteis

Mas, hoje, não fazem sentido

Por que razão, terão de ser as mulheres, com os filhos nos braços,

a fugirem do lar, para casas de abrigo!

Sujeitando-se a um duplo castigo

Deixando para trás tudo: as escolas dos filhos, os amigos, o doce lar

Tendo de andar escondidas e explicar aos filhos, por que não podem, para casa, voltar

Para que os agressores possam, no lar, ficar a, novas agressões, preparar

Se existem dispositivos para se saber quando eles se aproximam delas

Não se compreende por que terão, as mulheres e as crianças, de abandonar o lar!

E não venham dizer que eles, as pulseiras, têm de autorizar, a colocar

Por que, ainda assim, poderiam escolher, entre a pulseira ou a prisão preventiva, na hora

Como acontece com outros crimes, que nem sequer põem em risco, a vida!

É tudo uma questão de leis, que protejam as agredidas e as crianças, e não os agressores!

Muitos juízes determinam que os pais podem ver os filhos, com o que concordo, mas ficam a saber onde fica o esconderijo

Portanto, há muito para fazer, para além da coordenação das diversas entidades e do dia de Luto Nacional.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:46


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