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23 meses!

por cheia, em 21.02.22

23 Meses!

 

Vinte e três meses depois

O vírus parece querer abrandar

Oxalá, esteja mesmo de abalada

Tanta gente infetada!

Tanta gente, em casa, fechada

Para não propagar a doença, malvada

Que conseguiu “fechar” o Mundo

Matar os velhos e o entrudo

Tanta roca sem fuso

Fazendo com que tudo ficasse tão confuso

Alguns negam, das vacinas, o uso

Não pensam na comunidade

Só lhes interessa a sua liberdade

Não querem saber se os hospitais dão vasão

À quantidade de contaminados

Muito menos querem saber de cuidados

Dizem que não querem ser enganados

Porque os efeitos das vacinas não foram testados

Não querem, como cobaias, serem usados

Fazem manifestações contra as restrições

Bloqueiam cidades com camiões

Todos os pretextos são utilizados para manifestações

Não conseguem negar a quantidade de mortos: uns milhões!

Foram dois anos terríveis

Inesquecíveis

Máscaras e testes

Álcool gel

Para desinfetar as mãos

Quarentenas, isolamentos

Recolher obrigatório

Meses de internamentos

Hospitais lotados

Ensino à distância

Teletrabalho

Proibição de sair dos Concelhos

Todos fechados em casa

Vilas e cidades desertas

O mundo “parado”

Como nunca ninguém o tinha presenciado

Vacinas às doses!

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 08:00

O futuro é hoje (2)

por cheia, em 28.10.21

O futuro é hoje

2

A Adelaide, no dia seguinte, disse à filha que estava de acordo com ela, porque era preciso inverter as políticas, privilegiando os transportes públicos, investir na ferrovia para passageiros e mercadorias, para acabar com os comboios de camiões T.I.R., que ocupam a faixa da direita das autoestradas da Europa

A filha estava muito preocupada com o problema do emprego do pai e de todos os que todos os dias veem os seus empregos desaparecerem, devido às novas tecnologias

Mas, ao mesmo tempo, é uma grande defensora da descarbonização da economia, defendendo que temos de aproveitando todas as oportunidades, que o conhecimento nos proporciona

Como seja o eficiente aproveitamento dos elementos: água, vento, sol

Há noite, ao jantar, perguntou ao pai: o Luís, se já tinha ouvido falar do ivaucher, essa nova palavra mágica, que já fora utilizada para promover o que não se conseguia vender, como foi o caso da restauração, o turismo e a cultura, devido à pandemia

 Agora, voltava a ser utilizada para esvaziar a contestação da subida, abrupta, dos combustíveis, com receio de mais um buzinão, como o que aconteceu em 24 de Junho de 1994

O pai respondeu-lhe que a invenção dessa palavra não passava de uma imitação das promoções dos supermercados, com os cupões de desconto, e ao mesmo tempo, tentar que todos passem faturas com número de identificação, para cobrarem mais impostos, com o que concordava, uma vez, que defendia a obrigatoriedade do número de identificação em todas as transações

A Filomena estava mais preocupada com as injustiças, por nem todos terem um cartão multibanco, não podendo beneficiar desses 10 cêntimos de desconto por litro de combustível, no máximo de 5€ por mês, durante 5 meses, dizendo que os mais pobres são sempre os mais prejudicados, porque não conseguem acompanhar as contínuas e aceleradas inovações.

 

Continua

 

 

   

 

 

 

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publicado às 07:53

Novo ano

por cheia, em 09.10.20

Mazelas da Guerra

Continuação

 

Novo Ano

O ano de 1970 começa com nuvens muito negras. Tinha chegado aos ouvidos do Comandante de Batalhão, de que, na nossa Companhia, tinham brincado com a religião

Punidos com 5 e 10 dias de prisão, para Capitão e Furriel Vagomestre, respetivamente, por terem brincado com a religião

Tiveram de abandonar a Companhia, tendo a substituição recaído, no caso do Capitão, na escolha de um Capitão já a caminhar para a reforma, que estava a poucos meses de acabar a comissão

Foi um grande choque, já nos tínhamos esquecido do que tinha acontecido

Penso que a escolha, daquele Capitão, teve a ver com o facto de dentro de poucos meses deixarmos aquele acampamento, para irmos para o centro de Angola

Ainda bem que escolheram um militar com muita experiência, porque a viagem, do Norte para Luanda, foi muito atribulada

Em Maquela do Zombo e na fronteira fazia-se muito contrabando

As lojas vendiam de tudo, desde porcelanas chinesas, toalhas de mesa bordadas, artesanato em madeira e marfim, até um sem número de outro objetos, que podíamos comprar, para oferecer às nossas mães, mulheres, namoradas

Não estávamos sensibilizados para o tráfico do marfim, nem para o extermínio dos elefantes, quase todos comprámos pulseiras em marfim, para além de outras peças em marfim e madeira, para oferecermos às nossas amadas

Poucos dias antes da Páscoa, recebemos ordens para nos prepararmos para seguir para Lunada. Sei que foi pela Páscoa, porque no domingo de Páscoa, fui com outros camaradas conhecer a bonita ilha do Mussulo, e comprámos uma melancia

Aproximava-se o dia da partida, tínhamos de levar tudo o que pertencia à Companhia, para isso tinham sido alugados 17 camiões civis

Feitas as contas ao combustível que deveríamos ter utilizado, tínhamos 1.000 litros de gasolina a mais, porque não fizemos tantas operações, quantos os relatórios, foram queimados

Depois de tudo estar carregado, partimos rumo a Maquela do Zombo, primeira paragem obrigatória

Mal parámos, fomos rodeados pela Pide, queriam ver as nossas malas, para verem se levava-mos contrabando

Mas, o Capitão não autorizou que abrissem nenhuma mala, dando ordem para seguirmos para Carmona, onde íamos almoçar

Chegados a Carmona, outra vez a Pide, para verem as malas

O Capitão, que já devia saber as que podiam ser abertas, autorizou que abrissem uma ou duas

Como, daquela cidade, tínhamos duas estradas para chegar a Lunda, uma considerada segura e outra onde poderíamos sofrer emboscadas, que foi a escolhida pelo Capitão, não sei se por ordem do Quartel-General

Assim, antes de irmos almoçar, avisou todos os condutores civis, por onde seguiríamos

Depois do almoço ficámos a saber que alguns condutores já tinham seguido pela outra estrada, fazendo com que o Capitão tivesse ficado muito preocupado, por ter deixado que a coluna se tivesse dividido em duas.

 

Continua 

 

 

 

 

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publicado às 07:59


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