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A loucura
Tu, que te dizes tão preocupado com os mortos, nas guerras
Com toda a razão, porque a morte é, sempre, motivo de muita tristeza, seja onde for
Não consegues aperceber-te das mortes, que estás a causar, a tanta gente, que persegues
Pessoas, que os crimes que cometeram foram: procurar uma melhor vida para as suas famílias
Trabalham noite e dia, para engrandecer a tua nação, pedindo, apenas, um pouco de mais pão
E tu, como lhes agradeces, prendendo-os sem que haja acusação, sob um ódio, sem razão
Mandas prender mães, pais, avós, avôs, algemando-os, humilhando-os, sem pena, nem dó
Mas, a tua crueldade não é só sobre os adultos, separas as crianças, dos pais, dos avós, das mães
Terás noção das maldades que estás a praticar? Quem acredita que te doa o coração, quando, nas guerras, matam a juventude?
Quem pode viver na ansiedade de a qualquer hora poder ser deportado, depois de anos sem ser incomodado?
Canto I
Estrofe 106
No mar, tanta tormenta e tanto dano,
Tantas vezes a morte apercebida!
Na terra, tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade aborrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme e se indigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?
( Luís Vaz de Camões)
Infelizmente, nem com a convocação dos dois melhores jogadores de andebol do Mundo, Marcelo e Montenegro, conseguimos a primeira medalha.
Já no que diz respeito a viagens e gastos, Marcelo, a um ano do fim do mandato, já deve ter conseguido a medalha de ouro.
Como, sempre, quem paga, todas as vaidades e desgovernos, são os contribuintes.
"Um fraco Rei faz fraca a forte gente" ( Luís de Camões)
Muitos parabéns, para a Seleção Nacional de Andebol, pelo seu extraordinário quarto lugar.
José Silva Costa
Será a serra de Sintra?
A formusura desta fresca serra
E a sombra dos verdes castanheiros,
O manso caminhar destes ribeiros,
Donde toda a tristeza se desterra;
O rouco som do mar, a estranha terra,
O esconder do sol pelos outeiros,
O recolher dos gados derradeiros,
Das nuvens pelo ar a branda guerra;
Enfim, tudo o que a rara natureza
Com tanta variedade nos of`rece,
Me está, se não te vejo, magoando.
Sem ti, tudo me enjoa e me aborrece;
Sem ti, perpetuamente estou passando
Nas mores alegrias mor tristeza.
Luís de Camões
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades
Portugal, um retângulo, na ocidental praia
Um retângulo muito pequeno, para tanto sonho
O que nos vale é o muito mar, que não tem limites!
Temos muito por onde nos espraiar, todo o Mundo para abraçar
Somos um povo de navegadores, sonhadores e muitos amores
Um povo incapaz de se deixar aprisionar, numa pequena porção de terra, com tanto mar
Para além desta imensidão de água há outros povos, que queremos tanto conhecer
Não, nunca ficaremos a comtemplar, este vai e vem de ondas a desafiar-nos!
Cavalgá-las-emos sempre, para vermos, o que do outro lado, nos chama
Primeiro, para cartografar tudo o que se encontrava para lá do mar
Depois, para nos libertarmos e darmos asas a todas as nossas ambições
Uma vontade insaciável de conhecermos todos os povos, todas as nações
Uma gente diferente, capaz de amar e abraçar, toda a gente
Que por mar, terra e ar se espalhou e continua a espalhar por onde houver espaço para sonhar
E, se a iniciativa não for nossa, são os outros povos, que nos veem buscar!
Como está a acontecer, porque dentro de nós há um mar de muitos séculos, para admirar
Ninguém fica indiferente à nossa maneira de ser, à nossa afetividade, ao nosso conhecimento da humanidade
Cruzámos todos os mares e continentes, conhecemos tantas gentes, e, em todo o lado deixamos sementes
E, assim continuaremos, pelos séculos fora, passeando os olhos por todos os mares e por todas as gentes.
José Silva Costa
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