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A Rua

por cheia, em 09.10.23

A Minha Rua

A luz que te abraça incendeia a harmonia

A formusura da tua silhueta é a beleza nua

Não fujas do nascer da lua

Porque ela torna-te na mais bela estrela na rua

Laços de braços afugentam o cansaço

No rodopio do dia, quanto dele é alegria!

Cruza as pernas e os braços enquanto olhas a rua

Já viste como está engalanada por te ter como sua!

A tua áurea é esperança, é sol, perfume de romaria

Todos os dias todos se deitam e levantam a pensar em ti

Na esperança de os ajudares a vencerem os seus duros dias

Todos dizem que a rua deles é a mais bonita

Enfeitam as varandas com sardinheiras de todas as cores

Todas as mulheres são bonitas flores

Todos gostamos de receber louvores

Não queiras que as outras mulheres de ti tenham inveja

Ajuda-as, com a tua grandeza, a que gostem da sua beleza

 

 

 

José Silva da Costa

 

 

 

 

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publicado às 07:56

A autoestrada

por cheia, em 17.04.23

A linha

Minha primavera perfumada

O teu perfume, os meus olhos encanta

Na lonjura da grande estrada

Toda a beleza que a ladeia está cansada

De ver tanta gente tão apressada

Sem que tenha tempo para parar um segundo

Sentada na sua máquina voadora de prego a fundo

Conspurcando com gases e fumo toda a sua beleza

Sem cheirar nem olhar para a bonita Natureza

Nem na noite escura consegue esquecer tanta tristeza

Rasgaram-lhe as entranhas para construírem a autoestrada

Com a promessa de que os automobilistas lhe dedicariam uma grande paixão

Que diriam muito bem do seu perfumado chão

Que dava tão boas espigas douradas para fazer o saboroso pão

Agora, não consegue respirar, está coberta de alcatrão

Saem dos grandes centros populacionais para só pararem nas areias quentes

Como se o mar tivesse mais beleza que uma planície florida

Não têm tempo para apreciarem as melhores coisas da vida

Quem é que já apreciou um mar de espigas douradas, a ondularem ao vento e ao sol?

Como se fosse um grande mar de areia fina, onde o vento dorme e a perdiz aninha

Onde os filhotes ensina, como debulhar a dourada espiga, para uma vida digna

Com casa, pão, liberdade, sem stresse, nem pressa de chegar ao fim da linha

Soubéssemos nós, humanos, aprender com os pequenos seres, a viver

Sem ódios nem receios, que nos roubem o nosso quinhão, que nos comam o nosso pão

Seríamos muito mais felizes, viveríamos mais tranquilos, seríamos mais solidários

Não levamos nada, tudo deixaremos, nem mesmo a ilusão de que somos poderosos nos acompanhará.

 

José Silva Costa

 

 

              

 

 

 

 

 

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publicado às 07:59

A natureza!

por cheia, em 03.04.23

Primavera

 

Campos verdejantes, salpicados de papoilas vermelhas

Manhãs acordadas, pela passarada endiabrada

Com cantorias para encantarem as namoradas

O amor é a mais poderosa força, que nos faz concentrar todas aa nossas energias, para conquistarmos uma parceira

Somos capazes de subir todas as montanhas, derrubar todas as barreiras

A paixão é uma atração, que nos acelera o coração

Na primavera, se ouvirmos e observarmos a natureza!

Veremos como o acasalamento transforma a dura realidade em pura beleza

As batalhas, entre os machos por uma fêmea, são atos cheios de emoção

Parece haver uma distribuição das tarefas para a construção dos ninhos

Feitos com tanto amor e carinho, tão perfeitos e fofinhos, para acomodarem, primeiro, os ovos, depois os filhinhos

Já nós, muitas vezes, primeiro fazemos os filhos, e só depois construímos os ninhos 

Árvores floridas, pela paisagem perdidas, a baloiçar os seus bonitos ramos

Perfumes por todo o lado, com flores de todas as cores, embalo de todos os sonhadores

Dias de sol, de alegria, de passeios por entre a luz fugidia das árvores a namorarem

Como se tudo tivesse parado, e só houvesse tempo para o momento aproveitar

Deixemos as nossas prioridades, saiamos das nossas prisões, aproveitemos as ocasiões

A primavera espera por nós, lá fora, ao vento, ao sol, para nos oferecer a sua beleza

Toda a sua luxúria, encantamento, exaltação, momentos poéticos, puros e únicos!

 

José Silva Costa

 

 

  

 

 

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publicado às 07:57

Os jardins

por cheia, em 26.08.21

Os jardins

Nas avenidas das árvores

Passeias a beleza da Natureza

Admiras toda a sua beleza

Cada canteiro, cada árvore, uma certeza

Que o perfume tudo embeleza

Que harmonia, sem tristeza!

As árvores, os pássaros, as flores, na sua dureza

De uma vida parada na incerteza

Sem saberem se vai chover, se vai nevar, se vão viver na pobreza

Cada visitante tem no seu olhar uma delicadeza

Para cada cravo, para cada rosa uma fineza

Os idosos procuram os bancos, para descansarem da moleza

Onde tentam voltar a ser crianças e espantarem a tristeza

Enquanto as crianças, nas suas brincadeiras, exibem a esperteza

Os jardins são ponto de encontro de todos os encontros

São as casas dos pombos, dos namorados, dos abandonados

São palcos de alegria, de tristeza, de beleza e de ventos agitados

O que lhes vale é serem, pelos jardineiros, tão bem tratados

Os seus perfumes e flores são, por todos, muito admirados

São pelas plantas, pelos pássaros, crianças, mulheres e homens muito estimados

Os jardins, públicos, são um chão democrático

Onde todos podemos descansar das fadigas, das alegrias, do doce amar.

José Silva Costa 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:52

Encantamento

por cheia, em 01.02.17

Encantamento

 

 

No encanto da tua beleza

Vivem meus olhos, na certeza

De que um dia, os teus farão a fineza

De ver a minha natureza

 

Em cada dia, no teu compassado passo

Com os olhos te abraço

Mas tu não sonhas, que o faço

Fico feliz e não te maço!

 

Vivo na esperança de um enlaço

À procura de um espaço

Em que os nossos olhos façam um laço

E que nunca mais o desfaçam

 

Não te consigo falar, porque as palavras podem assustar-te

Tenho receio de perder-te

Como é que vou fazer, para dizer-te?

Que vivo, para ver-te.

 

 

 

José Silva Costa

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publicado às 20:26


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