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Saiam de casa!

por cheia, em 22.05.20

A escolha

 

Abril não floriu

O cravo não riu

Está tudo vazio

Estamos em casa, confinados

Por causa do contágio

Que nos pode levar ao frio

Neste ano sombrio

Em que o Mundo está parado

Como que o sistema que o faz rodar

Se tivesse avariado

Há quem esteja desesperado

É duro estar enclausurado

Mais duro é estar internado

Mais duro, ainda, é ficar parado

Num local inesperado

Sem retorno, nem bailado

É fácil falar!

Mas quem tem, no dia-a-dia

De angariar dinheiro, para ir ao supermercado

Só pode estar angustiado

Não pode ouvir o meu recado:

Não se precipitem

Porque a procissão ainda vai no adro

Mas este conselho só serve para quem está instalado

Quem nada tem!

Tem de escolher entre sair ou ficar em casa

Uma escolha difícil

Porque o estômago não pode esperar

Assim, têm de arriscar a vida

Porque promessas não enchem barriga

Temos de manter a distância social

Menos nos aviões!

Onde podemos viajar uns ao colo dos outros

Os políticos um dia dizem para ficarmos em casa

No dia seguinte dizem para sairmos

Para gastarmos, porque a economia não pode parar

Em quem podemos acreditar!

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:24

Bebes

por cheia, em 18.05.20

 

Bebes a 30 mil euros

 

O Covid19 a todos tem incomodado

Ninguém lhe passou ao lado!

Transformou o mundo em prisão

De repente o céu fechou

Não por umas horas ou dias

Mas por meses!

Muitos estavam em trânsito

Ficaram impedidos de voltar para casa

Só o poderão fazer, quando os aviões derem à asa

Neste invisível turbilhão

Cerca de uma centena de bebes

Nascidos na Ucrânia, ficaram à espera

Que os aviões voltem a voar

Que os comboios voltem a andar

Que os carros possam, as fronteiras, atravessar

A Ucrânia, devido ainda às ondas de choque

Da desagregação da antiga URSS

Tornou-se num grande exportador de bebes

As ucranianas alugam as sus barrigas, durante 9 meses, por 15 mil euros

Os outros 15 mil são para as clinicas

Onde os bebes esperam pelos seus pais

Com este vírus ficaram retidos

Impedidos de irem para os seus lares

Receberem o carinho de que tanto necessitam

Para um crescimento feliz

Permanecem nos seus berços, alinhados

Sem a distância recomendada, para evitar a contaminação

Mais parecendo uma linha de montagem, do que um berçário

Não sei se as clinicas vão exigir juros

Devido ao atraso na entrega

Enquanto as suas futuras famílias desesperam

Os bebes vão crescendo na espera

De que nasça um risonho dia.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:51


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