Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Regresso às aulas

por cheia, em 14.04.20

O regresso às aulas

 

Hoje, alguns alunos voltaram às aulas

Mas, desta vez, com as salas de aula fechadas

O confinamento fez dar um salto no andamento

Todos receamos mandar as nossas crianças para a sala de aula

Todos tememos pela sua e nossa saúde

Mas há sempre quem ponha objeções

E do que mais falam são das desigualdades

Como se neste país nunca tivesse havido desigualdades

Como se só houvesse desigualdades na escola

No resto, são só igualdades

Todos temos boas casas, bons carros, bons empregos

Todos podemos escolher bons colégios, de onde saem a falar francês, alemão, inglês

É o que nos vendem os políticos, defensores do direito de escolha

Só não nos conseguem dizer, como o fazer, nos Concelhos do interior, onde a única escolha, que temos, é o ensino público

Foi preciso o Covid,19 forçar o ensino a distância, para todos notarem que havia desigualdades

Ainda bem que conseguiram concluir que há desigualdades, já que nas salas de aulas nunca ninguém tinha dado por elas!

As desigualdades começam, ainda, antes do nascimento

Depois, uns ficam com amas ou avós, sem interação com outras crianças

Enquanto outros vão para creches ou jardins-de-infância com todas as condições

Não façam das desigualdades um cavalo de batalha, para não fazerem nada

Aproveitem, este salto forçado, para tentarem reduzi-las.

 

José  Silva Costa

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:08

Flores

por cheia, em 28.08.18

Flores, flores, para acalmar as tuas dores

Por cada flor que me deste, devo-te mil flores

As flores que cresceram no teu ventre, são gente

Ah, como acaricias a minha mente!

Por cada dia, por cada dor, estou-te grato, eternamente

As nossas flores, todos os dias, são regadas, por nós, ternamente

Por cada beijo, por cada caricia, devo-te todas as flores, que caibam numa semente

Por cada flor que criamos, recebemos um perfume emergente

Todas as flores têm um perfume ardente

Que deveria ser repartido emocionalmente

Um perfume que se vai evaporando, continuamente

As flores, ao acasalarem, podem dar origem a novos jardins, perfumados, profundamente

De algumas cores, todos uns amores, de intensos cheiros, espalhados, difusamente

E, assim foi crescendo o grande jardim universal, sucessivamente

O único jardim, cujas flores podem mudar de canteiro, constantemente.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:11


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Posts recentes


Posts mais comentados


Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D