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O Altar

por cheia, em 27.01.23

Pobre povo

Entregue a corruptos vaidosos

Sempre prontos para eventos únicos

 1 0 estádios de futebol para Euro 2004

Alguns para ovelhas pastarem

 Que ainda estamos a pagar

Um palco altar, mais um evento único

Feito em ouro, para ficar para posterioridade

80 milhões de euros atirados aos ventos

Ninguém nos ganha na organização de eventos

Para a construção de casas, escolas e hospitais não temos tempo

Felizmente, dinheiro não nos falta!

Todos os dias vamos, de cesta na mão, pedi-lo emprestado

Somos os maiores em tudo!

Temos a terceira maior dívida do mundo

O Governo acaba de ir buscar mais um fundo de pensões

O da Caixa Geral de Depósitos, no valor de 3 mil milhões

Os dos outros Bancos, já tinha sido absorvidos, no tempo do Governo de Sócrates

Para tantos luxuosos e únicos eventos, temos de fazer alguns sacrifícios

Dormir na rua ao frio, ao relento neste inverno gelado, e em casa sem aquecimento

Esperar, dezenas de horas nas urgências dos hospitais, anos por consultas externas

Alunos sem aulas, a algumas disciplinas, todo o ano, por falta de professores

Mas todos estes sacrifícios serão bem compensados, quando já não fizer frio

Em Agosto conviveremos com jovens de todo o Mundo

Esqueceremos todos os nossos problemas

Viveremos felizes para sempre.

 

José Silva costa

 

  

 

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publicado às 10:09

Amor & guerra (31 )

por cheia, em 10.06.21

Amor & Guerra (31)

Com o regresso às aulas, a Sara estava ansiosa por saber como era a sua nova escola, não tinha amigas, nem amigos, não conhecia ninguém, só lhe restava a consolação de faltar apenas um ano, para começar a frequentar uma instituição de ensino superior

A mãe disse-lhe que a acompanhava, se ela quisesse, mas a Sara disse-lhe que não, porque isso era motivo para os colegas gozarem com ela, Já não era nenhuma criança!

A mãe calhou a passar pela escola, para onde ia a Sara, parou junto à receção, a observar o local, o edifício, para onde iria a sua menina, a sua única companhia

Uma funcionária, vendo-a tão absorta, perguntou-lhe se queria alguma informação

A Bárbara contou-lhe o que se passava: tinha vindo de Angola, com a filha, que iria para aquela escola, não conheciam ninguém em Portugal

A Miquelina disse-lhe que podia estar descansada, que já trabalhava ali há muitos anos, que o seu filho também ia para o décimo segundo ano, e se ela quisesse, que lho apresentava, para ela, melhor, se integrar

A Bárbara agradeceu-lhe, dizendo que iria dizer à Sara, para a contatar

Mesmo não precisando de trabalhar, procurou um emprego para não estar sozinha, enquanto a filha estava na escola

Foi trabalhar para uma joalharia, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, gostava do contato com os clientes, de vender e comprar, porque isso, era o que tinha, sempre, feito

Ambas procuravam o mesmo homem: o Carlos, mas sem que o dissessem, faziam-no em completo segredo, sem deixarem transparecer o que andavam a fazer

A Sara já tinha questionado a mãe sobre o seu pai, já sabia quanto o assunto a entristecia, causando-lhe muita dor. Por isso, decidiu que iria continuar a procurá-lo, mas sem que a mãe soubesse 

Para procurar o pai, apenas sabia que se chamava Carlos: um soldado, que tinha estado, em Angola, no início da guerra, em 1961

Mesmo com tão poucos dados, não deixou de escrever para o Ministério do Exército, contando a sua história, pedindo ajuda, para que conseguisse conhecer o pai

Tinha poucas esperanças de que a pudessem ajudar, mas iria fazer tudo o que estivesse ao seu alcance. Todos os que se chamassem Carlos, que tivessem sido soldados, e tivessem estado na sua terra, no início da guerra, tinham de ser inquiridos, até encontrar o seu pai

A Bárbara também não sabia como fazer, para encontrar o Carlos. Mas tinha uma vaga esperança de o encontrar numa rua de Lisboa, ou em um qualquer estabelecimento  

O Miguel, também, ia frequentar o último ano do ensino secundário: o décimo segundo ano. Já tinha decidido o que queria fazer. Ser engenheiro informático, e já sabia que iria para o Instituto Superior Técnico, Em Lisboa, porque tinha notas, que lhe permitiam escolher o curso e o estabelecimento de ensino que quisesse.

Continua.

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publicado às 07:56


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