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O futuro é hoje (4)

por cheia, em 05.11.21

O futuro é hoje

4

Esta família tem o bom hábito de falar de todos os assuntos, aceitando com naturalidade, a opinião de cada um

A Adelaide, como gestora das finanças, chamou a atenção para a subida dos preços, devido à crise energética, à diminuição da produção por causa da pandemia, o receio da escassez de alguns bens de primeira necessidade

O mundo continua a comportar-se como se não estivéssemos a viver uma pandemia, como se não tivessem morrido milhões de pessoas, para não falar nos que estão hospitalizados e os que continuam a tentar recuperar dos muitos meses de internamento   

Todos concordaram que a transição, para uma economia verde, vai exigir uma mudança de hábitos, a todos

Comprometeram-se a tudo fazer para reduzirem as despesas e contribuir para um planeta mais sustentável, preferindo produtos locais e da época, evitando o consumo de frutas exóticas e de tudo o que venham de muito longe, cuja pegada ecológica é muito grande

Também a adesão às faturas, às publicações eletrónicas, e tudo o que contribua para reduzir o consumo de papel e tinta será uma boa ajuda

A Filomena lembrou que a obrigatoriedade da entrega do IRS, pela internet, provocou uma boa poupança em papel, tinta e gastos em deslocações

Mostrando que se pode fazer, ainda, muito mais na desmaterialização da sociedade

O Luís disse que já tinha reduzido as suas despesas, a não ser que deixasse de beber o seu cafezinho e a sua cerveja, ao que elas disseram que não queriam que fizesse esse sacrifício 

Como, há muito, estavam sensibilizados para as alterações climáticas, já tinham o telhado, da sua moradia, tapado de painéis de aquecimento de água e de produção de energia fotovoltaica, tudo, para melhorar ambiente 

  Concordaram que os tempos são de incerteza, muito imprevisíveis, sem que se consiga saber as consequências da pandemia, das alterações climáticas, da falta de componentes, fazendo com que algumas fábricas tenham interrompido a produção

Com todos estes problemas, os nossos políticos empurraram-nos para eleições antecipadas, sem quererem saber das consequências, dos custos para o país, dos prejuízos para os mais desfavorecidos, se não forem contemplados com os aumentos inscritos no Orçamento, tudo porque só pensaram nos seus interesses partidários

Nem o Presidente se comportou com imparcialidade, como é seu dever!

Oxalá, os que provocaram esta crise sejam bem penalizados, nas urnas, por que é aí que os políticos devem ser punidos, pelos seus atos irrefletidos, prejudiciais para o bem-estar dos seus concidadãos!

 

José Silva Costa

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publicado às 07:58

O futuro (4)

por cheia, em 19.07.21

O futuro, ano 2080

Chegaram as viagens ao espaço, para todos. Já há algumas escolhas, podemos em pouco mais de uma hora atingir a gravidade zero, podendo ver a Terra, de fora dela

Quem quiser passar uns dias ou meses tem ao seu dispor as várias estações espaciais, os hotéis na Lua e em Marte.  

Na Terra tudo está muito diferente, muito mais limpa, porque as pessoas estão informadas e consciencializadas para o que devem fazer a bem do ambiente

A tecnologia permite-nos só utilizar energias renováveis: água, vento, sol, o que fez com que as doenças, derivadas da polução, tenham acabado

Hoje, ninguém deita óleo utilizado nos esgotos! Embora as águas das estações de tratamento, já não sejam deitadas nos cursos de água, continua a ser muito importante que não deitemos nos esgotos, o que não devemos, porque quanto menos lixo tiverem, menos produtos químicos são necessários, para que tenha um PH compatível coma rega dos jardins

Antes, tudo o que deitávamos nos esgotos, acabava no mar

Com a redução do consumo de carne, todos os animais, para consumo, são criados em liberdade. Acabou a criação de animais em cativeiro, sem espaço para se mexerem, com iluminação artificial durante a noite, para estarem sempre a comer, e mais depressa engordarem, com hormonas de crescimento e antibióticos para crescerem mais depressa e não ficarem doentes

Hoje, todos estão mais conscientes das barbaridades que se cometiam na produção dos alimentos e na alimentação

Cada vez há mais pessoas a recusarem-se a comer animais e tudo o que seja produzido pelos animais. Assim, os vegetais, as leguminosas e os cereais passaram a ter uma maior importância na alimentação humana

Existe uma consciencialização nunca vista, para que não haja desperdícios, todos estão empenhados em que se produza de acordo com o que se utiliza  

A construção mudou muito, novos materiais, novas funcionalidades: casas ”inteligentes”

Há robôs que ajudam na lida da casa, pondo a mesa, levantando a mesa, metendo a louça na máquina de lavar louça, na limpeza e em tantas outras tarefas, como fazer as refeições

As casas são geridas por um computador que se encarrega de abrir e fechar os estores, de acender e apagar as luzes, regulá-las de acordo com a luminosidade exterior

A despensa também está sob as ordens do computador, que controla todos os produtos que entram e saem, de modo a saber quando deve fazer a nova encomenda, que será, sempre, igual, caso não receba ordens para comprar novos produtos, novas quantidades, ou não receba novas ordens

Algumas casas já estão preparadas com uma entrada para as compras e um tapete rolante, que as leva para a despensa

Assim que tocam à campainha e dizem que vêm entregar as compras, o computador aciona a entrada para as mesmas, e o robô arruma-as nos seus lugares, sabendo o que é para a despensa, o que deve arrumar no frigórico e na arca frigorífica. Estes robôs são muito inteligentes e educados, fazem tudo para que estão programados.

Continua

 

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publicado às 07:57

Prémio!

por cheia, em 21.07.20

Prémio!

 

Greta Thunberg venceu a primeira edição do prémio Gulbenkian para a Humanidade

Muitos parabéns admiro-te por conseguires arrastares multidões, para uma causa muito importante

Muitos criticam-te, dizendo que estás ao serviço destes, daqueles, dos outros

Não me interessa, espero que continues a sensibilizar, principalmente os mais jovens, para os problemas ambientais

Esta pandemia já nos fez prescindir de muitas coisas, obrigando-nos a seguir por outros caminhos

Portanto, não há inevitáveis, tudo depende do que formos capazes de fazer com inteligência, determinação, responsabilidade

Christine Lagarde terá dito, como presidente do Banco Central Europeu, que disponibilizaria dinheiro para a inovação, porque não queria que os lindos olhos dos seus netos a questionassem sobre o que fez para preservar o seu futuro

Também eu, que muito cedo fui alertado para os problemas ambientais, quando almoçava na Sociedade Portuguesa de Naturologia , em Lisboa, e mais tarde na Unimave., uma cooperativa macrobiótica, queria fazer qualquer coisa para melhorar o ambiente

Assim que pude, e aproveitando os incentivos do Governo, em 2008, instalei um sistema de aquecimento de água com painéis solares

Mas a minha ambição era, também, instalar um sistema de micro produção de energia fotovoltaica.

No início de 2011, estava muito descansado, em casa, à espera de conseguir juntar dinheiro para comprar os painéis fotovoltaicos, quando o telefone tocou, e do outro lado me perguntaram se queria ser micro produtor de energia fotovoltaica, ao que respondi que isso era um sonho

Disse que não tinha dinheiro ao que me responderam que me arranjavam financiador e me vendiam os painéis

Foi assim que me endividei em 22 mil euros, fora os juros, para pagar em 10 anos, 18 painéis fotovoltaicos

Durante 8 anos a EDP pagou-me por cada kWh 0,3800 €, caríssima! Mas foi a maneira de seduzirem os micro produtores

Desde o início deste ano pagam-na a 0,2200 €

Prefiro pagar a energia cara, a não ter ar para respirar, como aconteceu aos chineses, que aprendera a lição, tornando-se em grandes defensores das energias renováveis

Hoje, estou orgulhoso do investimento. Só me entristece não o ter feito a pensar nos lindos olhos das minhas netas e neto. 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:42

COP25!

por cheia, em 06.12.19

Obrigado, Greta Thunberg

Obrigado por teres feito pelo ambiente mais, neste ano, do que todos os políticos em dez anos

A juventude entendeu a tua mensagem, porque é genuína, sem qualquer condicionalismo

Só uma pessoa livre, jovem, determinada poderia abraçar, com tanto fervor, esta causa

Não é fácil abdicar de tudo: o doce lar, a família, os amigos, o país, o futuro

Para ir, pelo Mundo, interpelar os políticos e forçá-los a fazerem qualquer coisa pela natureza

Nem que para isso tenham de enfrentar alguns interesses instalados, que não querem, privilégios, perder

Por isso, tantos te contestam, com os mais ridículos pretextos, como: por seres jovem não tens nada a dizer nem a ensinar-nos, os teus seguidores não serem exemplares!

Como se em todas as outras organizações, todos os seus membros fossem dignos de admiração

Não tivessem elementos, que delas se aproveitam, para praticarem a corrupção

Se em certas cidades já não conseguimos respirar, como é que podemos não te admirar!

Se a poluição mata três vezes mais que a Sida, a Malária e a Tuberculose, como é que podemos parar!

A tua atitude já fez muita gente mudar! E, mesmo os que te contestam, mais tarde ou mais cedo, vão deixar de gritar.

Tem sido assim com as grandes, médias e pequenas causas!

Quem é que, há meio século, acreditaria que hoje, fumar em espaços fechados, proibido, seria!

Foi uma dura luta, para que os cinzeiros fossem retirados dos comboios, dos escritórios, das fábricas, das escolas, dos restaurantes, cafés

Nos restaurantes tínhamos como aperitivo e sobremesa umas baforadas de fumo

Muitos fumadores não dispensavam um cigarro para acompanhar o café

Durante mais de vinte anos fumei dois maços de cigarros por dia, de borla!

Estávamos frente a frente, e o meu colega acendia uns nos outros

Como nem nos transportes, nem no local de trabalho me conseguia livrar do fumo

Optei por ir almoçar a um restaurante vegetariano. Assim ao almoço passei a ser vegetariano, e, mais tarde macrobiótico

Durante alguns anos, recusei-me a entrar em restaurantes e cafés, só voltei a frequentá-los, depois da proibição de fumar em locais públicos

A mudança está em marcha, não vale a pena negá-la, nem contestá-la!

O melhor é colaborar, para bem da nossa saúde.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

Obrigado, Gueta Thunberg

Obrigado por teres feito, pelo ambiente, mais neste ano, do que todos os políticos em dez anos

A juventude entendeu a tua mensagem, porque é genuína, sem qualquer condicionalismo

Só uma pessoa livre, jovem, determinada poderia abraçar, com tanto fervor, esta causa

Não é fácil abdicar de tudo: o doce lar, a família, os amigos, o país, o futuro

Para ir, pelo Mundo, interpelar os políticos e forçá-los a fazerem qualquer coisa pela natureza

Nem que para isso tenham de enfrentar alguns interesses instalados, que não querem, privilégios, perder

Por isso, tantos te contestam, com os mais ridículos pretextos, como: por seres jovem não tens nada a dizer nem a ensinar-nos, os teus seguidores não serem exemplares!

Como se em todas as outras organizações, todos os seus membros fossem dignos de admiração

Não tivessem elementos, que delas se aproveitam, para praticarem a corrupção

Se em certas cidades já não conseguimos respirar, como é que podemos não te admirar!

Se a poluição mata três vezes mais que a Sida, a Malária e Tuberculose, como é que podemos parar!

A tua atitude já fez muita gente mudar! E, mesmo os que te contestam, mais tarde ou mais cedo, vão deixar de gritar.

Tem sido assim com as grandes, médias e pequenas causas!

Quem é que, há meio século, acreditaria que hoje, fuma r em espaços fechados, proibido, seria!

Foi uma dura luta, para que os cinzeiros fossem retirados dos comboios, dos escritórios, das fábricas, das escolas, dos restaurantes, cafés

Nos restaurantes tínhamos como aperitivo e sobremesa umas baforadas de fumo

Muitos fumadores não dispensavam um cigarro para acompanhar o café

Durante mais de vinte anos fumei dois maços de cigarros por dia, de borla!

Estávamos frente a frente, e o meu colega acendia uns nos outros

Como nem nos transportes, nem no local de trabalho me conseguia livrar do fumo

Optei por ir almoçar a um restaurante vegetariano. Assim ao almoço passei a ser vegetariano, e, mais tarde macrobiótico

Durante alguns anos, recusei-me a entrar em restaurantes e cafés, só voltei a frequentá-los

depois da proibição de fumar em locais públicos

A mudança está em marcha, não vale a pena negá-la, nem contestá-la!

O melhor é colaborar, para bem da nossa saúde.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:38

Pequena, gente!

por cheia, em 21.10.19

O ambiente!

 

Que mundo tão controverso

Uns dizem sim, outros, o avesso

Ninguém se entende neste universo

Estamos, ou não seguros debaixo deste teto!

Uns dizem que sim, outros dizem que não

Não gosto de ouvir, nem ver, as pessoas dizerem

Que têm de ficar em casa, porque o ar está irrespirável

Por isso, fico muito confuso

Quando aparecem os sábios que sabem tudo

Que isto de preocupação com o ambiente

É coisa de miúdos e de pouca gente

Para eles, é uma moda, somente

Mas, eu que trabalhei numa avenida, onde tinha dificuldade em respirar

Acredito que têm de tirar os carros das grandes cidades

Para bem da saúde de toda a gente

É tão bom levar o popó, para dentro do emprego

Mas muito melhor é fazer um pouco de exercício

Mesmo que os sábios tenham razão

Quando dizem que o fumo perfuma os pulmões

É sempre bom aquecer os ossos, para que não enferrujem

Mesmo que seja só para reduzir o desperdício!

Já valeu a pena, lutar por um ambiente melhor.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:15


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