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Bem-vindo, Junho

por cheia, em 01.06.22

Junho

 

Junho, mês dos Santos Populares

Das marchas e dos manjericos

Dos arrais e dos petiscos

Da sardinha assada e bailaricos

Das férias, da praia e namoricos

Verão, calor, sabor a sal

Um mês de muito sol e alegria

Para receber o verão com toda a energia

Muita folia e magia nas noites quentes

Felizes dias e bons ambientes

Para regozijo das gentes

Mostrando que as sociedades recreativas estão vivas

Que as cidades não estão perdidas

As saudades continuam entretidas

Ao sabor das correrias das vidas

Tão disputadas pelas audienças

Tanta concorrência!

Não faltam bons eventos

O difícil é escolher

Um mês que convida ao lazer

O muito que os nossos olhos querem ver

A impossibilidade de tudo usufruir

As férias porvir

O cansaço já se está a sentir

O descanso demora a sorrir

O verão proporciona convívio e encontros

Matar as saudades e os amigos abraçar.

 

José Silva Cos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:00

Chuva!

por cheia, em 15.08.21

Chuva de estrelas!

 

Do céu caíam lágrimas

Na noite estrelada

Os teus olhos eram rosas perfumadas

Na noite iluminada, tu eras a estrela

Nos teus rubros lábios rolavam cerejas

Atraentes, deliciosas, desejadas

Quanto mais as beijava

Mais crescia o desejo

Que encantadores beijos!

Na frescura da ardente boca

A saciarem o fogo da Lua-cheia

Mas, quanto mais te beijava

Com mais fome ficava

Nada conseguia apagar aquele calor

Nem a noite fria, nem a água que, no rio, corria

Foi a noite mais curta!

Quando o sol nasceu

Ainda da tua boca

Água doce corria

Por que razão é que não há

Chuva de estrelas, todos os dias?

Para dormirmos nos beijos um do outro

Até o sol nos acordar

Para começarmos, de novo, a namorar

E passar o dia no doce teu olhar

Até a lua nos voltar a abraçar.

José Silva Costa

 

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publicado às 07:46

Longe!

por cheia, em 28.07.21

Longe!

Na bruma do horizonte

Não vejo mais o monte

Onde te vi, minha fonte

Radiosa, de olhos de mel

Que lavam a minha alma

Que me olham de tão longe

Sem que possamos de perto, ver

Olhos nos olhos, o amanhecer

Para de perto saber

Que continuas a gostar do entardecer

Mesmo que não o possamos abraçar

Juntos, por termos de respeitar o distanciamento

Sigo-te a todo o momento

Mas, não te posso beijar, em nenhum momento

Dias, meses, há mais de um ano, não aguento!

Quando é que acaba este tormento!

De te ver de longe, ao relento

A pedir ao vento

Que nos junte, para sempre, todo o tempo

Meu amor, minha flor, há tanto tempo!

Que não nos podemos beijar, abraçar, ver o olhar.   

 

José Silva Costa

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publicado às 08:07


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