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Paz Natalícia

por cheia, em 01.12.25

Chegaste!

O Mundo aguardava-te

As crianças sonham contigo

És o mês mais querido

Aquele que consegue reunir as famílias

Fazer as crianças acordarem, sorrirem, sonharem

É pena que não consigas amolecer o coração

Dos que se alimentam do ódio

Que não se importam de todos espezinhar

Por causa da vã glória de mandar

Que gostam de alguns mal tratar

Só os ditadores querem apoiar

Este mundo esta a agoniar

O poderoso ditador a todos está a ameaçar

Quem não lhe lamber as botas e o bajular

Está condenado, se não forem as taxas, serão os horrores

Pior que um é a sociedade de dois ditadores

Dispostos a moldarem o munda às suas ambições

A todos querem dar lições

Mas, por falta de chá, só sabem dar murros e empurrões

Fazem parte da quadrilha dos ladrões

Sonham com muitos milhões

Para os bandidos pedem perdões

Não querem ver os amigos nas prisões

Contestam os tribunais e as suas decisões

São contra a justiça e a ordem internacional

Querem o caos para poderem reinar.

 

José Silva  Costa  

 

 

 

 

 

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publicado às 07:49

Outono!

por cheia, em 22.10.25

Outono

Nestes rudes tempos, indiferente à brutalidade, continuas a tua missão

Recolher as secas folhas, lavar as árvores, para receberem o inverno

Mas, as guerras, essas não param, continuam a alimentar o ódio

Os agiotas continuam a amontoar o dinheiro, vivem do seu cheiro

Tudo inútil, tudo sem futuro, tudo para criar fome, dor e morte

Nunca ouviram o puro choro do nascer de uma criança

A pedir, pão, paz, educação, habitação, futuro sem opressão

Mas, os donos do mundo não as ouvem

Só ouvem o telintar do ouro, como se isso fosse bom para o povo

Mais tarde ou mais cedo chega a chuva e o frio

Os migrantes dormem à porta da AIMA, no conforto do humanismo

Saboreando a nova política de acolhimento com dignidade

Dando um novo e bonito colorido à cidade

O Ministro bem os quer enganar, dizendo que podem utilizar o colo da Internet

Mas, eles o que querem é que lhes resolvam os problemas

Estão fartos de sistemas, da burocracia, da exigência de documentos, sem fim

Assim, preferem dormir nos braços da adorável AIMA, à espera de um milagre

Na confortável cama da discriminação da lei dos estrangeiros

Tão boa, para quem tem muito dinheiro, num país tão interesseiro.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:49

Gaza!

por cheia, em 28.07.25

Gaza  -  27/07/2025

 

Gaza, Gaza, Gaza, Gaza, Gaza

Que mundo é este, que nada o incomoda?

Quem o anestesiou, quem o insensibilizou?

Preso aos ecrãs deixou de distinguir entre o humano e a ilusão

Perdeu o cheiro, a sensibilidade, a capacidade de se indignar

De tanto habituado ao frio do imaterial, tornou-se indiferente

Que matem Gaza à fome, à sede, com canhões ou aviões, tanto faz, não reage

Que oiça crianças a gritarem de fome, mães a sofrer, por nada ter, nada consegue ver

Nem mesmo, a pele e o osso das crianças, que estão a matar, o faz acordar

Não seria mais humano matarem-nos a todos num minuto!

Do que estarem a fazê-los agonizar durante meses, dias, horas, minutos

Quem são, como conseguem ser tão brutos?

Como é que querem, algum dia viver em paz, depois de cometerem tantas atrocidades?

Quem semeia ódio, brutalidades, só maldades, colhe tempestades

Como é que conseguem dormir, enfrentar o mundo, os vossos familiares, com as mãos ensanguentadas de tantas barbaridades e mortes?

 

José Silva Costa   

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publicado às 07:49

Contenção!

por cheia, em 16.05.25

Contenção

Nas guerras ninguém ganha

Todos perdem

A Palestina está a morrer à fome e à sede

Mas, isso não incomoda ninguém

Nem sequer a democrática Europa

Que parece ter receio de perder a oportunidade de passar férias no resort, que o Trump quer construir, na Palestina

Assim, a única coisa que a civilizada Europa pede, a Israel, é que tenha contenção,

Que não mate os palestinianos de uma só vez

Que os vá matando aos poucos

Uns à fome, outros à sede e com balas, que causam menos sofrimento

A vingança não é solução

Só o Hamas pode decretar a sua dissolução

Por de trás desse pretexto pode estar o extermínio de um povo

A que o resto do mundo assiste impávido e sereno

Como se aquelas crianças, aquelas mulheres, aqueles homens não fossem de carne e osso

Por que razão têm tanto medo de Israel?

Que não consegue viver em paz com os seus vizinhos

Porque se julga superior a todos os outros povos

Assim, nunca viverão em paz

A paz não se constrói agredindo, constantemente, o vizinho

A amigável convivência, vale muito mais que a ganância.

 

José Silva Costa

 

 

 

   

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publicado às 07:48

Dia Internacional da Mulher

por cheia, em 08.03.25

8 de Março de 2025

 

Mulher! Tens tanto saber

É nos teus olhos que o podemos ler

O teu risonho embalar, todos o podemos ver

No bambolear do sol, das flores, em tudo ao teu redor

O brilho, que irradias, é tão forte e dourado, que faz rir os dias

Flor, amor, perfume, vida, futuro, dor, esperança: és completa

Capaz em todas as tarefas, séculos a enfrentar eras

Sempre relegada para segundo plano, como se não fosse um forte ser humano

Colocada em pedestal, nas palavras, mas encerrada em palácios e castelos

Presa por ser uma perfumada flor, no ignóbil negro ciúme, que mata o amor

Ao longo dos séculos, és tu que tens mantido o futuro

Trabalho doce, florido, tão gratificante, quanto duro

Num voo maduro, sobrevoas muitas dificuldades e aterras no século XXI

Que poderá ser o século da mulher, se os restantes três quartos forem no sentido do primeiro

Será degrau a degrau, com a continuação de muito esforço e perseverança, ainda, não será no mundo inteiro

Ainda há quem não queira que vás à Escola

Que te prende numa gaiola

Para algumas é dourada, mas nem por isso deixa de ser uma prisão

Sem falar dos que com as mesmas mãos que te acariciam, te estrangulam

Valendo-se da bruta força

Sem pensarem, por um momento, que não gostavam que fizessem isso às suas mães

Sem pensarem nos próprios filhos, toldados pelo ódio, matam-lhes as mães

Órfãos de mãe, pai na prisão, as crianças ficam numa triste situação

Os adultos, que dizem tanto amar os filhos, não querem saber disso

Nesses momentos só veem ódio, vingança, morte, posse

Quem comete um crime de violência doméstica não pode sair da prisão, antes de cumprir a pena máxima, os 25 anos, para ter tempo de compreender que não se mata, nem se abandonam os filhos menores.

José Silva Costa

 

 

 

  

 

 

 

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publicado às 07:47

O sonho!

por cheia, em 31.01.25

O sonho americano!

 

O sonho americano de que qualquer um pode atingir a sua própria versão do sucesso numa sociedade onde a mobilidade é possível para todos

A estátua da Liberdade é um ícone da liberdade e dos Estados Unidos, também é um símbolo de boas-vindas aos imigrantes que chagam do exterior

Com Trump, o sonho americano tornou-se num pesadelo, muitos imigrantes não saem à rua com medo de serem deportados, esperam que a onda de atropelos à liberdade passe e continuem a governar as suas vidas, como têm feito há dezenas de anos

Quando elegemos  ditadores não há Constituições que resistam, porque para eles não existem leis, só existe ódio e vontade de se vingarem.

 

“O chefe de Estado norte-americano assinou um memorando que determina a preparação de uma instalação de detenção para imigrantes na base naval na Baía de Guantánamo, para “deter os piores criminosos ilegais que ameaçam o povo americano”, como sublinhou.

“Alguns deles são tão ruins que nem confiamos nos países deles para os manterem, porque não queremos que voltem, então vamos mandá-los para Guantánamo”. (ZAP - 30/01/2025)

 

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publicado às 08:17

Balela

por cheia, em 30.10.23

Barbárie

 

Aperta a mão ao teu irmão

Não mates o teu irmão

Tu e ele têm coração

As guerras são horrores em contramão

Nenhuma terá razão

Só matam, não dão pão

As vitórias são uma ilusão

Não sejas carne para canhão

Dá a mão ao teu irmão

Quem vos manda para a guerra não entra nela

O heroísmo é uma balela

O mundo morre por causa dela

A bala vai e vem

Mata o homem, a mulher e a criança, também

Tanta destruição de tanta habitação

Tanto suor em vão

O trabalho e o sonho de uma vida

Tanta canseira, num segundo destruída

Por seres mais forte, não espezinhes o teu vizinho

Porque podes ficar sozinho

Sem teres quem te dê a mão

Numa dura e triste ocasião

A vida é mais importante que toda a raiva arrefecida

E que todo o ódio acumulado, extravasado, pelo tempo adiado

Nada justifica a brutalidade das invasões

Nem retaliações, para matar as populações.

 

José Silva Costa

 

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publicado às 07:55


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