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Terça-feira, 01.03.16

Os refugiados

Os refugiados

É um colorido de vidas: crianças alegres e risonhas, sem saberem o que as espera

Correm ao longo da barreira de arame

Parecem pássaros a quererem voar

Abrem os pequenos braços, como se fossem asas

Numa tentativa, de a fronteira, atravessar

Como não me posso emocionar?

Ao ver crianças indiferentes ao frio e à chuva

A pedirem para entrar

E, do outro lado um exército a ameaçar

Esta é a Europa: velha, medrosa, indiferente

Em que já não há gente

Todos somos roubos

Sem sensibilidade, nem sentimentos

Não! Não me habituo

Por mais que a televisão me massacre o juízo

Os dias, as noites, os minutos são um castigo

Acabem de vez com este espetáculo

Lembrem-se que poderiam ser os vossos filhos e netos

Sem um teto, sem pão nem água

Mas mais do que tudo

Sem esperança, que é o que nos mata.

 

José Silva Costa

 

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por cheia às 21:10



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