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Desigualdades

por cheia, em 29.03.15

Fogem à fome

Deixam a família

Andam anos a pé

Morrem de fadiga

Sem nada na barriga

 

Querem chegar a Mellila ou Céuta

Às portas do paraíso!

Um paraíso muito guardado

Por arame farpado

 

África, fome, corrupção

Fome, corrupção, imigração

A corrupção aperta o coração

África, mãe, madrasta

A fome, multidões arrasta

A esperança basta

Para percorrer o Continente, a pé

 

Arriscam a vida

Porque, na verdade, já a perderam

Se conseguirem atravessar o mar

Beber a água da Europa

Se não forem recambiados

Ressuscitam

 

Tantas desigualdades!

Uns com tudo

Outros sem nada

Antes escravizados

Agora esfomeados

Morrem aos punhados

À vista dos nossos telhados

Mal tratados

Pela nossa indiferença

De obesos atulhados

Nas bandas gástricas

Da abundância.

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publicado às 21:41



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