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As Crianças

por cheia, em 20.11.23

Guerras

É pena que horrores rime com flores

E, também com dores, rancores

E, ainda com impostores, doutores

E, até com professores, nadadores

As guerras são grandes horrores

Que matam inocentes e tenras flores

Que são apanhadas entre rancores

Os monstros matam as bonitas flores

Os monstros não sabem o que são dores

Pelo menos, as que infligem aos opositores

As infelizes tenras flores não sobrevivem a tantos horrores

 

Nas guerras não há flores

Nas guerras há horrores

Nas guerras há muitas dores

Nas guerras não há regras

Nas guerras há só opositores

Nas guerras reina a loucura

A cegueira é mais que pura

O ódio cava a sepultura

Nas guerras não há humanidade

Nas guerras só há brutalidade

Nas guerras as balas não escolhem idade

Nas guerras não há solidariedade

Nas guerras só há mortandade

Nas guerras as crianças morrem antes da puberdade

Nas guerras ninguém diz a verdade

Nas guerras só há maldade

Todos se regem pela vaidade

Quem mata mais é herói

A dor do outro não dói

A dúvida é que mói.

                                          Os meus olhos não aguentam mais ver,

                                            nas guerras, as crianças a morrer.

            

José Silva Costa

 

 

  

 

 

 

 

 

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publicado às 07:47


26 comentários

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De Carlos Palmito a 24.11.2023 às 16:06

"É pena que horrores rime com flores

E, também com dores, rancores"

Horrores rimam com flores, mas não te esqueças que as flores criam versos nos seus odores, que mesmo rimando com horrores, são pequenos vestígios de amores... uns perfeitos, outros imperfeitos, e outros escondidos atrás das mil cores que também rimam com... horrores.
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De cheia a 24.11.2023 às 18:47

Muito obrigado pelo perfeito e brilhante comentário.

Bom fim-de-semana, com saúde e alegria.
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De O ultimo fecha a porta a 25.11.2023 às 21:30

"A dor do outro não dói"
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De cheia a 25.11.2023 às 21:36

O ódio cega e tudo destrói.
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De Inês Reis a 26.11.2023 às 15:27

Não há palavras.
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De cheia a 26.11.2023 às 15:47

Estamos cada vez mais insensíveis.

Bom resto de dia, Inês!

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