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Poesia

por cheia, em 21.03.19

No dia Mundial da Poesia

Desabrocha uma flor

Nasce um novo dia

Cheio de perfume e amor

Renasce a Primavera.

Se a beleza da Natureza

Está na harmonia das suas cores!

Por que razão, entre os homens

Há tantos rancores?

Porque não conseguimos ver

A alegria que há, no sorriso de uma criança

Quando as flores sorriem

Renasce uma nova esperança

De um Mundo melhor

Sem egoísmos, nem racismos

Porque, “toda a gente é Pessoa”!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 22:46

Flores

por cheia, em 17.03.19

Flores

A encantadora Primavera

Quanto perfume encerra!

Nas flores de todas as cores

As abelhas roubam beijos

Saltitando de flor em flor

Como se fossem apaixonados namorados

Com as patas carregadas de pólen perfumado

Vão acumulando muito trabalho

Para manterem a colmeia bem perfumada

Trabalhadoras incansáveis

Polinizadoras amáveis

Fazem um trabalho tão importante

Levar o pólen dos estames para o carpelo

Provocando a fecundação numa flor

Mas, nós se lhes agradecemos o mel!

 

José Silva Costa

 

 

 

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publicado às 22:35

44 anos

por cheia, em 11.03.19

44 Anos (11/03/1975)

Há quarenta e quatro anos (11/03/1975), pelas 11 horas, os aviões da Força Área começaram a sobrevoar o quartel do Ralis. Alertados pelo barulho, saímos à rua e vimos que os seus círculos passavam sobre a Graça.

Felizmente, imperou o bom senso, fazendo com que os militares não disparassem uns contra os outros

Os aviões acabaram por aterrar, penso que em Figo Maduro, evitando, mais uma vez, que os militares se enfrentassem

A Revolução, do 25 de Abril de 1974, foi com que um sismo, cujo epicentro teve origem em Portugal, mas foi sentido em todo o Mundo

Tal como nos sismos, foram-se sucedendo muitas réplicas, sendo que a que faz hoje 44 anos, foi muito violenta

As forças da extrema-esquerda aproveitaram a ocasião para nacionalizarem o país

Muitos patrões e dirigentes das grandes empresas foram destituídos, uns foram presos, outros fugiram para o estrangeiro

Tinha um colega, filho de um engenheiro, administrador de uma grande empresa, que foi detido

Tinham um iate, ancorado na doca de Belém, que tinha de, pelo menos, sair uma vez por ano da doca

Por isso, o meu colega convidou-nos a todos os que fazíamos parte daquele setor, (8) para irmos com ele e um irmão, até Sesimbra

Num fim-de-semana de Agosto, do verão quente de 1975, sábado de manhã, desatámos as amarras, recolhemos a âncora e perdemos o Tejo, como escreveu Bocage, referindo-se a Camões “ igual causa nos fez perder o Tejo”, deixámos a formosa e fresca Serra de Sintra e entrámos no Atlântico , cuja ondulação me provou um pouco de enjoo

De velas enfunadas chegámos a Sesimbra, cuja doca estava pejada de barcos. Ancoramos o veleiro, e nele passámos a noite, nem chegámos a ir a terra

No Domingo, antes de deixarmos a costa, ainda visitámos uma minúscula praia, com acesso só pelo mar, acompanhados pela nortada, regressamos à doca de Belém

Uma oportunidade para fazer uma pequena viagem num iate!

As réplicas continuaram, o verão ficou conhecido como o verão quente de 75

Só o 25 de Novembro, do mesmo ano, pós fim às réplicas, quando os Comandos se confrontaram com o Lanceiros 2, infelizmente, causando mortos

Nesta operação destacou-se Ramalho Eanes, o que fez com que conseguisse ser eleito para os dois mandatos à Presidência da República.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 20:36

9 de Março

por cheia, em 09.03.19

9 de Março

 

Este ano, o 8 de Março teve mais visibilidade

Porque estamos em ano de eleições

Os políticos sabem muito bem aproveitar as ocasiões

Não sei de quem foi a ideia das casas de abrigo!

Até podem ter sido úteis

Mas, hoje, não fazem sentido

Por que razão, terão de ser as mulheres, com os filhos nos braços,

a fugirem do lar, para casas de abrigo!

Sujeitando-se a um duplo castigo

Deixando para trás tudo: as escolas dos filhos, os amigos, o doce lar

Tendo de andar escondidas e explicar aos filhos, por que não podem, para casa, voltar

Para que os agressores possam, no lar, ficar a, novas agressões, preparar

Se existem dispositivos para se saber quando eles se aproximam delas

Não se compreende por que terão, as mulheres e as crianças, de abandonar o lar!

E não venham dizer que eles, as pulseiras, têm de autorizar, a colocar

Por que, ainda assim, poderiam escolher, entre a pulseira ou a prisão preventiva, na hora

Como acontece com outros crimes, que nem sequer põem em risco, a vida!

É tudo uma questão de leis, que protejam as agredidas e as crianças, e não os agressores!

Muitos juízes determinam que os pais podem ver os filhos, com o que concordo, mas ficam a saber onde fica o esconderijo

Portanto, há muito para fazer, para além da coordenação das diversas entidades e do dia de Luto Nacional.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:46

Mulher

por cheia, em 06.03.19

Mulher

À Natureza, foste buscar a beleza

És uma flor delicada e perfumada, mas tesa

Capaz de comandar o Mundo

Com a tua inteligência, humanidade e certeza

De que só quem tem a missão de embalar o Mundo

Pode compreender a energia de uma vida

No choro e no riso da criança parida

Quando fores mais compreendida!

Então, o Mundo terá uma nova vida

Uma ambição de amor e paz

Dentro de ti, trazes, escondida

Porque tu dás à luz a vida

A dádiva, mais valorosa, conhecida

Tu tens de ser admirada toda a vida

Tu tens sido, ao longo dos séculos, muito ofendida

Mesmo assim, tens sempre a mão estendida

Para ajudar, acarinhar, salvar uma vida

É contigo que tudo aprendemos

E quando ao fim de poucos meses

De coração desfeito em lágrimas

A outros nos, tens de entregar

Por força dos compromissos

São quase sempre, mulheres que nos continuam a embalar

Desde o momento, que dás à luz, uma vida

Nunca mais vais deixar de te preocupar com ela

Mãe, nunca esquecerei quanto sofreste, para me dares a vida!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:15

Ilusões

por cheia, em 26.02.19

Ano de eleições

Vender ilusões

Traz perturbações

Toda a gente quer melhores condições

Mas, os cofres estão vazios e sem tostões

Em ano e eleições

Os Governantes costumam ceder a todas as tentações

Nesta legislatura houve muitas promoções

Acreditaram que a bolsa não tinha cordões

Quem manda nas finanças tem outras ambições

Ganhar barras de ouro, apertando bem os cordões

E, o veículo utilizado são as cativações

Fazendo brilhar, Portugal, entre as nações

Há muitas contradições

Um tenta enganar a todos, para ganhar as eleições

Mas, o outro utiliza todos os travões

Até Outubro estão garantidas as emoções

Todos exigem que este seja o ano de todas as resoluções

Haja, ou não provisões!

O futuro é incerto e pode não comtemplar ambições

Sejamos razoáveis e privilegiemos as uniões

A liberdade mobiliza multidões.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 20:18

O paraíso

por cheia, em 18.02.19

O Paraíso

No alto de Alter

Lá no cimo

Bem pertinho do céu

Onde as estrelas têm encantamento

E a lua tem mais magia

Existe um, franciscano, convento

Onde amar é saborear o vento

O antigo e o presente

Um paraíso para toda a gente.

 

José Silva Costa

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publicado às 20:34

O amor

por cheia, em 14.02.19

Dia dos namorados

Dia de todos os encantados

Com aquela, ou aquele que escolheram para partilhar o coração

Para os bons e maus momentos

Um dia para comemorar o melhor que temos: o amor

Uma flor para dar a todos, e em qualquer momento

A todas e todos sem exceção

A palavra de toda a atenção

A palavra que todos trazem na mão e nos lábios

Um aperto de mão, ou um beijo

Um cumprimento universal

De admiração, de boas-vindas, de fraternidade

Uma manifestação de apreço

Mas, quando todo o corpo participa nessa manifestação

Pode ser sinal de que poderá ter sido encontrada, a metade que lhe faltava.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:22

Enfermeiros

por cheia, em 08.02.19

O CARTEL DOS ENFERMEIROS_ __

___O que tem sido apresentado à opinião pública como uma greve 
decretada pelos sindicatos de enfermeiros pode ter outras leituras. Os 
profissionais de enfermagem tanto podem ser vistos como assalariados 
ou como empresários.___

___É que alguns (muitos? poucos?) são assalariados no serviço público 
e simultaneamente são empresários no privado, uns a título individual, 
outros como patrões de empresas prestadoras de serviços, outros ainda 
são assalariados no público e no privado.___

___Assalariados no público e no privado, assalariados no público e 
patrões no privado, empresários de sociedades anónimas e a título 
individual, no entanto todos se apresentam perante a opinião pública 
acolhidos debaixo do manto protector e facilitador de obtenção de 
reconhecimento público de “sindicatos” e todos invocam as leis do 
trabalho para justificarem ao “patrão” Estado as suas reivindicações 
de trabalhadores, de explorados pelo capital! Já quanto ao sector 
privado, onde são patrões, não há revindicações! Claro.___

___Ora, estes “sindicatos” onde se reúnem os interesses de patrões e 
assalariados são típicos do corporativismo! Portugal foi um Estado 
corporativo até ao 25 de Abril de 74. A contrapartida da 
consensualização de interesses do trabalho e do capital, arbitrada 
pelo Estado, é a renúncia à greve ou a sua proibição.___

___Estas corporações, de facto, sob a máscara de sindicatos, 
aproveitam-se do estatuto da greve enquanto trabalhadores para obterem 
lucros patronais! É o dois em um. A Ivone Silva fez uma rábula numa 
revista em que jogava com esta ambiguidade: segundo as conveniências 
de umas vezes Olívia Patroa e de outra Olívia Costureira. É esta 
rábula hipócrita e oportunista que os sindicatos de enfermeiros estão 
a representar, mas uma rábula macabra, que joga com a saúde e a vida 
dos cidadãos.___

___No presente, esta organização corporativa de patrões e assalariados 
na área da prestação de serviços de enfermagem, que até tem um fundo 
de maneio de origem anónima (talvez os enfermeiros patrões saibam 
alguma coisa) apresenta-se ao maior patrão, o Estado (os 
contribuintes), aquele que paga a base fixa e segura dos seus 
rendimentos, com a máscara dolorosa dos assalariados reunidos em 
sindicato para defenderem as suas justas revindicações, 
constitucionalmente garantidas a trabalhadores por conta de outrem. 
Chama-se a isto mamar em todas as tetas. É legítimo? É merecedor de 
consideração e respeito?___

___Vistos como empresários, os enfermeiros estão a agir em cartel. 
Sendo que “Cartel é um acordo explícito ou implícito entre empresas 
para fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de 
mercados, de atuação coordenada entre os participantes para aumentar 
os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do 
bem-estar do consumidor.”___

___A dita “greve” dos ditos “sindicatos” corresponde a esta definição 
de cartel. E até à de cambão: isto é, a acção concertada para obterem 
a compra de determinados bens ao preço definido entre os elementos do 
cambão.___

___Não me parece que um governo, independentemente da sua matriz 
ideológica, deva aceitar negócios propostos por um cartel ou por um 
grupo de empresários que acertaram entre si um cambão. E toda esta 
mistificação sob o manto nada diáfano de sindicatos e de sagrados 
direitos… Isto, mesmo sem considerar que se trata de um bem essencial, 
a saúde e a vida dos cidadãos.  ___

___ NB:- Os enfermeiros exigem: Reforma aos 57 anos e um aumento de 
400€. Recorde-se que o vencimento na função pública é de: Mínimo de 1 
201€ e máximo de 3 364€ e a carga horária 35 horas/semana.___

___         Os enfermeiros negociaram contrato de trabalho no privado 
(boletim do M. trabalho nº. 26/2018), com as seguintes condições: 
Vencimento mínimo 985€; vencimento máximo 1 720€ e carga horária 40 
horas/semanais___

___Obviamente, nota-se uma diferença entre uma entidade (pública) e a 
outra (privada)! Pergunta-se: Porque será, num sector (público) onde 
têm melhor salário e menos carga horária promovem greve e no privado 
não?___

 

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publicado às 20:13

No reino maravilhoso do futebol

por cheia, em 03.02.19

No maravilhoso reino do futebol

No princípio do século XXI

Depois do susto do mundo acabar

Os Governantes, tal como hoje, só queriam era festejar

Encheram o Estádio do Jamor de pessoas, a gritar

Deslumbrados com a conquista de, o euro 2004, realizar

Mandaram, todas as bandeiras, desfraldar

Os mais famosos arquitetos foram mandados, os estádios, desenhar

Nada de orçamentos, apontamentos ou outros constrangimentos

Era preciso mostrar ao Mundo, onde é o reino do futebol

Dez estádios novos foram mandados fazer

Sem quaisquer critérios de localização, acolhedores em dias de nevão, onde houvesse população, qual os custos de manutenção

Os doentes da bola ficaram todos contentes

De norte a sul todos foram contemplados

Alguns, com poucos jogos realizados, parecem ter os dias contados

Quase vinte anos depois, continuamos a pagá-los

Algumas Câmaras têm-se visto em palpos de aranha

A Câmara Municipal de Braga viu penhoradas as suas contas bancárias

Porque ainda deve 3,8 milhões à construtora do estádio

Que rico investimento!

Assim fosse, o que fizemos com os comboios usados, que andam a perder os motores!

Pior que ser pobre, é desperdiçar o que temos.

José Silva Costa  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:38


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