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A loucura!

por cheia, em 24.02.26

A loucura!

Por que razão, matas o teu irmão?

Não te chega teres a maior nação?

Não rebentarás de tanta ambição?

Matar é uma maldição

Terás coração?

Empertigado és

Parece que queres todo o Mundo

Um dia vais ficar sem nada:

Vaidade, ambição, poder, matar, envenenar, destruir

Não vais ter para onde fugir

Nem os vermes te vão saborear

Quantas mortes estás a semear?

O mundo não consegues vergar

Mais tarde ou mais cedo vais acabar

E o Mundo continuará.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 21:43

Três Primaveras

por cheia, em 24.02.26

 21/03/2004

    

                                                

Três Primaveras

 

Minha Primavera radiosa

Brilhante como o sol

A incendiar o perfume do ar

Numa tarde de encantar.

Meu cravo rubro

Na magia dos teus olhos

Habita o brilho do futuro

Resguardado pelo muro

Dos dias

Que a noite encobre                                 

E, o sol descobre.

Minha sinfonia de Barre

Tocada todos os dias

Em todas as Primaveras

No dia mundial da poesia

Em honra de todas as flores.

Minha estrela resplandecente

Flor, da branca terceira idade

Alegria que me lembra

A minha mocidade

Que os anos engoliram

Com a idade.

Esse teu harmonioso saltitar

Faz meus olhos chorar

São flores

Que desenhas no ar

As suas pétalas

Têm o perfume

 Do verbo amar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 21:25

O primeiro ano

por cheia, em 23.02.26

O primeiro ano 

 

Depois dos segundos, dos minutos, das horas, dos dias, dos meses, o ano

 

São dias mágicos

De inesquecíveis encantos

De imaginação e espantos

De sorrisos e prantos

A brilharem nos cantos.

 

Tanto para aprender!

Num tempo a correr

A querer falar e andar

Num alegre palrar

Esforçando-se por encantar

Com o seu doce olhar

O sonho de aprisionar

O palpitar dos dias.

 

Estes dias que venceste

Permitir-te-ão comemorar

Daqui em diante

A soma dos anos.

Que sejam muitos

Muito bons

Uma caminhada iluminada

Com o sol preso à estrada

E uma estrela a incendiar a madrugada

As rosas na mão fechada

A prenda desejada.

 

O encanto de te ver

Todos os dias

A correr

Com o teu sorriso a crescer

Por entre o amanhecer

Do perfume

Das fases da lua

Até ao fim da rua

Onde te escondes

Como o sol

Para voltares

Na manhã seguinte

A iluminar

O meu entardecer

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 20:11

Mãos de fada

por cheia, em 20.02.26

Novas moradas:

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https://osdesgovernados.blogspot.com/

 

Mãos de fada

 

Mãos que abraçam e confortam

Sombras nuas em noite de luar

Olhos que iluminam a escuridão

Beijos em noites de solidão

Que queimam o coração

Noturnos silêncios em combustão

Corpos que sublimam na perfeição

A natureza a sorrir de tanta pureza

Rios que nos embalam os sonhos

Com os seus bonitos olhos risonhos

Vertical amanhecer da madrugada

Como se fosse uma noiva dourada

Sol quente na terra molhada

A lavar-nos os lábios da noite suada

Uma rosa vermelha, perfumada, para a namorada

Corpos fundidos a respirarem o ar quente

Terra ávida de sol, água e semente

Temos uma longa e bonita vida pela frente.

 

José Silva Costa

 

 

 

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publicado às 15:25

Uma flor!

por cheia, em 18.02.26

Uma flor

Que a ciência

Antecipou

Ser uma menina

A rosa que se está

No ventre da mãe

A desenvolver

Para mais tarde

Emergir

Fazer o sol e a lua sorrir

A mãe e o pai sentir

Que têm o mundo

Na mão

Uma rosa em botão

Uma luz eterna

Que brilha

Na ausência da espera

Nos minutos

Que uma vida encerra

Como se tivesse começado

Uma nova era.

Nasce uma alegria

Que não tem explicação

E uma preocupação

Que comanda a mão

Prende a atenção

Acompanha a sombra

Sempre

Para todo o lado

Aperta o coração

Só de imaginar

Que o ar

Pode alertar

Para o perigo

Que só os pais sentem.  

                                       José Silva Costa

 

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publicado às 12:55

Natividade!

por cheia, em 17.02.26

https://sociedadeperfeita-cheia.blogspot.com/

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Natividade

 

 

Na nuvem do macio linho

Feita de fios da lua

Tecidos na noite nua

Ao som da magia da rua

Adormecem os sonhos do dia.

No baloiçar do amor

Feito de fios de mimo

Tecidos pelo ardor

Começa o futuro

Nascem as flores

Ao som das dores, das mães

Que choram de alegria.

São flores, são amores

Trazem o mundo nos dedos

Nos olhos os enredos

De todos os segredos

Que guardam os medos

Dos dias erguidos.

Perscrutam o futuro

Num mundo escuro

À procura do rumo

Sem bússola nem fio-de-prumo

Com a ajuda dos astros

Percorrem o caminho

À semelhança dos progenitores

Carregam os filhos, sorrindo!

 

 

José Silva Costa

 

.

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publicado às 07:58

Lua!

por cheia, em 16.02.26

Lua

Em noite de Lua-cheia

Minha Lua namoradeira

Está ainda mais bela, aqui á minha beira

Estás linda com esse teu encanto, estás inteira

Os teus olhos castanhos de moira encantada são a minha cegueira

Sobre esses teus ombros de alabastro cai a tua linda cabeleira

Com toda essa magia, como gostava de te ver de perto, numa clareira

Sempre foste arisca, dizes que queres continuar solteira

Todos os dias te namoro, mesmo que o tempo não queira

O amor é assim, pode não ser correspondido, mas não desisto de nenhuma maneira

Pelo menos de noite és minha, todos os dias dormes á minha cabeceira

Deito-te a meu lado, agarro-me a ti e durmo a noite inteira

Não fosses tu fugir e fazer alguma asneira

Assim, sei que és a minha eterna companheira

Não há mais nada que me prenda, nem mesmo a quente lareira

Tu és sonho, fogo, volúpia, encantamento, firmamento, queimas-me a mioleira

Os teus rubros lábios queria beijar, mas queimam como uma fogueira

Não paras de me encantar, minha bonita feiticeira

Prendes-me sem muros nem grades, apenas com olhares de brincadeira

Como se fosses uma jovem noiva passando as pedras da ribeira

Correndo de um lado para o outro envolta numa nuvem ligeira

Procuro apanhar-te mas tu esquivas-te e foges lampeira.

 

José Silva Costa

 

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publicado às 14:28

Dia dos Namorados!

por cheia, em 14.02.26

Dia dos namorados, 2026

 

Um dia que de amor devia ser

Mas, que os negócios conseguiram vencer

Para os burlões é um dia de grande paixão

Como o amor nos cega, aproveitam, para nos roubar à descarada

Tudo o que queremos é agradar ao namorado/a

Tudo o que queremos é que corra tudo bem neste dia

Que seja o amor e a felicidade a sorrirem

Mas, o namoro não pode ter só um dia

Temos de namorar todos os dias

Para que não murche

Porque é uma delicada flor

Que todos os dias devemos regar

E nunca a mal tratar

Dor não é amor

Aproveitemos bem, todo o ano, mas especialmente este fim-de-semana

Para  homenagearmos a nossa flor.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 08:07

O luar

por cheia, em 13.02.26

O luar

 

Na quietude do sol

Seco os sonhos ao luar

Não os quero, comigo, deitar

Podem dar azar

O melhor é, para casa, não os levar

Já é tempo de descansar

Nada se pode desperdiçar

Muito menos o tempo de amar

Meu amor vamos ver o mar!?

As estrelas estão a brilhar

Vamos, este brilho, aproveitar

Antes que o sono se queira deitar

Nos obrigue a, esta maravilha, não observar

Há momentos que ficam, para sempre, a cintilar

Temos de, com as duas mãos, os agarrar

Porque podem nunca mais voltar

Meu amor vamos ver o mar!?

Vamos, esta linda noite, aproveitar

Ver o mar convidar a lua para dançar

Ver as estrelas a namorar

Aproveitar para, na areia, dançar

Antes que a madrugada apareça

E, só nos deixe ir para casa, quando for para dormir a sesta.

 

José Silva Costa

 

 

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publicado às 09:01

Sintra!

por cheia, em 12.02.26

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Sintra

 

A bela e encantadora Sintra, romântica e moura, eterna namorada do Monte da Lua

À noite dorme nua, de dia veste-se de turistas de todo o mundo

Sala de visitas de Portugal tens um encanto sem igual

Plebeia, saloia, aristocrática, rainha, ninho de namorados

Se os teus recantos e fontes falassem, tinham tanto para contar

Tantos beijos e abraços, juras de amor eterno, por entre o nevoeiro

Saloias, saloios, princesas, príncipes, rainhas, reis, amantes

Todos se beijaram e abraçaram, no teu chão sagrado, com a bênção da lua

O mundo inunda a rua, todos admiram o teu romantismo, beleza, brilho

Residência de verão da coroa portuguesa, devido ao teu fresco clima

Musa de escritores e poetas, por todos, cantada e admirada

Vives envolta em neblina, para te proteger da inveja, devido à tua beleza

Com o Atlântico a teus pés, sonhas banhares-te nas suas praias naturais

Passas o dia a contemplá-lo, do alto dos teus palácios e castelo

Vendo passar os enormes paquetes, onde sonhas um dia embarcar

Ambicionas todo o mundo visitar, retribuir todo o carinho e amor, que tens recebido

Pelos teus muitos encantos, pelo teu romantismo, pelo teu acolhedor amor

Sintra! A mais bela e perfumada flor

Implantada na mais bela Serra

De onde brota amor

Romântica de noite, de dia e ao amanhecer

Ah! Linda Sintra, como é bom viver, todos os dias, a ver-te.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 12:52

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