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O outono!

por cheia, em 26.11.25

O outono

 

No quente frio deste outono

Unamos os nossos corpos, na casa fria

Quem gelado pode ter alegria?

Nas noites sem fim e curtos dias

Com o sol tão curto, nada aquece

Até o céu-da-boca arrefece

Na longa espera pela luz da lua

A rua treme de frio, nua

Que saudades do calor de agosto

Quando até a rua transpira e sua

É dura a vida de quem não nasceu com sorte

Na desigualdade dos dias semeia a fome

Alimenta-se de desigualdades até à morte

A triste sina de quem nasceu com má sorte.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:58

"safari turístico"

por cheia, em 22.11.25

Um jornalista de investigação croata apresentou hoje uma queixa junto do Ministério Público de Milão contra o presidente sérvio, Aleksandar Vucic, pela alegada implicação no chamado caso Sarajevo Safari.

O caso envolve supostos atiradores de Itália e de outros países que teriam viajado para a capital bósnia durante o cerco pelas forças sérvias de Sarajevo, nos anos 1990, para disparar, por diversão e a troco de grandes quantias de dinheiro, sobre civis desarmados.

A agência de notícias italiana ANSA avançou que o jornalista Domagoj Margetic apresentou a queixa contra o chefe de Estado sérvio aos procuradores que investigam o caso.

Nos últimos dias, como foi noticiado em Sarajevo, Margetic divulgou nas redes sociais indícios de que Vucic, então um jovem voluntário, esteve presente num dos postos militares em Sarajevo de onde, disseram testemunhas, cidadãos estrangeiros e unidades ultranacionalistas sérvias disparavam e matavam civis, num esquema descrito como um macabro "safari turístico".

Na sequência de uma queixa do jornalista e escritor italiano Ezio Gavazzeni, o Ministério Público de Milão abriu recentemente uma investigação ao caso "Sarajevo Safari" e tem vindo a recolher um número crescente de testemunhos na Bósnia-Herzegovina e noutros países.

O anúncio de uma investigação em Itália sobre supostos "atiradores de elite de fim de semana" que pagaram para disparar sobre civis durante os quatro anos de cerco em Sarajevo reacendeu as feridas da capital bósnia.

Entre abril de 1992 e fevereiro de 1996, Sarajevo foi vítima do mais longo cerco da história moderna e de uma guerra que devastou a Bósnia e causou mais de 100.000 mortos.

Vários meios de comunicação social italianos noticiaram que o Ministério Público de Milão abriu uma investigação sobre as supostas viagens de italianos ricos que atiravam do topo de edifícios contra civis presos na cidade, mas foram poucos os pormenores divulgados.

A justiça bósnia, que se ocupou das mesmas acusações em 2022, afirmou estar ainda a conduzir uma investigação própria.

No início de abril de 1992, as forças sérvias da Bósnia, que recuperaram armas do Exército Federal Jugoslavo, lançaram um cerco a Sarajevo. Em quatro anos, mais de 11.500 pessoas foram mortas na cidade, incluindo várias centenas de crianças, indicam números oficiais bósnios.

Os nomes das crianças assassinadas estão gravados num memorial no centro da cidade, numa lembrança diária da tragédia em Sarajevo.

Muitas dessas vítimas foram mortas por atiradores posicionados nas colinas em redor da cidade e a maior artéria da cidade foi batizada pelos jornalistas internacionais de "Sniper Alley" durante a guerra, constituindo uma forma de aterrorizar a população civil, explicou em várias sessões dos julgamentos o Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia.

Nenhum atirador furtivo ('sniper') foi pessoalmente responsabilizado, pois todas as condenações visaram os responsáveis e o comando.

Somando-se ao horror do cerco, os primeiros artigos que mencionavam o 'turismo de guerra' foram publicados no jornal bósnio Oslobodjenje.

A 01 de abril de 1995, na primeira página, o jornal titulou "Sniper Safari em Sarajevo". Abaixo, em várias colunas, o Oslobodjenje mencionou "testemunhos arrepiantes sobre o 'turismo de guerra'" e evocou "um oficial sérvio [que] propôs a um jornalista italiano disparar contra uma mulher idosa". "Eles preferem disparar contra crianças", lia-se noutro subtítulo.

Trinta anos depois, num artigo publicado em meados de novembro no portal da Radiosarajevo, um antigo responsável dos serviços secretos do exército da Bósnia-Herzegovina Edin Subasic contou que, em 1993, teve acesso a relatórios de interrogatórios nos quais um prisioneiro sérvio teria mencionado caçadores italianos a caminho de Sarajevo na companhia de voluntários também com a mesma nacionalidade.

"Homens ricos pagam às forças sérvias em Sarajevo para poderem disparar contra os muçulmanos", teria dito o prisioneiro, de acordo com o texto de Subasic.

Na época, não foi aberta nenhuma investigação judicial, apesar de os serviços secretos bósnios terem alertado membros dos serviços secretos italianos em Sarajevo sobre este caso, que voltou à tona décadas depois.

 

 

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publicado às 11:14

O Nobel da Paz!

por cheia, em 20.11.25

Operação contra imigração ilegal nos EUA: empresa de luso-americano é alvo

SIC NotíciasSIC Notícias

 

19 Novembro 2025 16:26
Operação contra imigração ilegal nos EUA: empresa de luso-americano é alvo

Operação contra imigração ilegal nos EUA: empresa de luso-americano é alvoCréditos:Jenny Kane/AP Photo

A empresa, que emprega cerca de 60 trabalhadores, situa-se na cidade de Newark, conhecida pela forte presença de imigração portuguesa. Agentes de imigração estão a identificar todos os funcionários no local.

Está em curso uma operação contra a imigração ilegal em Newark, nos Estados Unidos da América. Um dos alvos desta operação é o estabelecimento comercial de um luso-americano, que emprega cerca de 60 trabalhadores.

Não há ainda indicação de detenções. A empresa emprega vários imigrantes portugueses, mas a maioria dos trabalhadores serão latino-americanos brasileiros.

Esta é a segunda vez em poucos meses que esta empresa é alvo de operações deste género. Na primeira operação, foram detidas três pessoas, que estão com processos de deportação.

A operação desta quarta-feira está a ser levada a cabo pelo ICE, o serviço de Imigração cuja atividade Donald Trump tem reforçado, e pelo Departamento de Segurança Interna norte-americano.

O jornalista Ricardo Durães, que trabalha nos Estados Unidos da América, explica que a zona onde decorre esta operação tem forte presença de imigrantes portuguesesRelata um grande aparato policial. "Vários quarteirões estão fechados por agentes do ICE e pelo Departamento de Segurança Interna”, diz.

“Os agentes de imigração estão a identificar todos os funcionários que se encontravam no local. Poderá haver detenções, mas não estão ainda confirmadas”, adianta.

“É uma área densamente habitada, com várias escolas em volta. Tudo isto apanhou os residentes de surpresa”, refere Ricardo Durães.

No local, decorrem já protestos de ativistas contra esta operação.

 

  

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publicado às 07:50


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