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Putin, o democrata!

por cheia, em 28.03.25

Putin tenta a todo o custo, que os ucranianos elejam um fantoche, como o que colocou na Biolo-Rússia. Assim, propõe uma administração temporária, para poder manobrar os cordelinhos.

O que me admira é que ninguém lhe proponha fazer o mesmo, na Rússia, onde os seus adversários aparecem mortos: quedas de janelas sem proteção, chá com pó, quedas em prisões......

Com o que está totalmente de acordo, bem como o seu sócio, é no roubo à Ucrânia e  na exploração no  Artico.

Espero que a coligação democrática não se deixe enganar por estes espertlhões, que se julgam donos do mundo, para que não voltemos ao tempo da piritaria.

O seu cinismo  vai ao ponto de querer que lhe levantem as sanções, antes da assinatura da paz, e para isso, quer contar com o apoio não só do sócio, mas, também do Edorgan.

Abaixo todos os ditadores.

José Silva Costa     

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publicado às 14:18

o fulgor da língua

por cheia, em 21.03.25

 

Fulgor da Língua - YouTube

Fulgor da Língua

O Fulgor da Língua/O Estado do Mundo

De 1715 versos escritos por 114 autores, de 5 nacionalidades: Argentina, Cabo-verde, Salvadorenha, Espanhola, Brasileira e Portuguesa,

 

Poema escrito, Via Internet, em 2003

No âmbito de o Fulgor da Língua

 

Coimbra, Capital Nacional da Cultura 2003

 

Os meus versos:

46   Translúcido pôr do sol no interiorde um mar ofegante

54     Num rasgo num sopro num último esforço tudo toma forma espacial

55      Com Flamínia a soprar o fogo verde da origem

87     De asas no centro do vento

106   A sina inscrita nas linhas da minha mão

107  Na curvatura fértil do colo materno da terra onde

166  No frenesim das horas que engolem os dias

192  Desvendamos e rasgamos salgadas estradas invisíveis

200  No vazio imperfeito das suas rotações

220  Sondamos os astros

291  Não ouvimos o rio na margem da corrente

297  Onde gizamos as linhas do destino do sono

299  Quando  o luar trespassa a nudez dos ossos

316  Sem vermos de onde sopra o vento azul

357  As palavras são as veias dos sentidos

370  Onde arderás na combustão dos tempos

371  Enquanto nós nos túneis sem saída nos atropelamos

392 Que barcos nos trazem a luz do horizonte

399  por todo o lado

431  Na forja das palavras onde tecemos o poema sem papel nem linha

462  Com os corpos sustemos os desmoronamentos das cidades

466  Nas palavras incendiadas

476  No deserto mar

505  No fundo dos remorsos

508  Para afugentarem o travo do tráfico droga armas vidas

516  Jovens mães carregam os filhos com a ajuda do brilho das estrelas

517  E bebem a aurora nos transportes suburbanos

549  Na cratera do sonho

552  Prendo o vento aos dedos fixo o firmamento

562  Lavro a superfície azul do mar

570  Os versos e os verbos

597  Com a sua chama

646  A luminosa fisionomia que queima os sentidos

760 Há mães desesperadas a abandonarem os filhos nas escadas

816  O branco mar

817  O azul do mar espelho ondulante que leva para longe o olhar

818  Exacto ponto onde navego o ar

821   Nos salgados lençóis ondeantes

870   E o exuberante sossego deixa-nos

893   O porto a cidade a multidão o verniz o país

906   Uivando na paisagem rota e nua

907   Com esquinas espelhadas nas almas dos telhados

916   Adormeço nos voos circulares das aves

917   No sono transparente da tarde

942   E nós aquecemo-nos recordando a aurora

943   Até ficarmos nus como as árvores no Inverno

950   Decifrados pelos satélites que nos espiam noite e dia

972   Nasce o poema dos sentidos

995    A rosa dos ventos navega em mar cavado utilizando o astrolábio

1212  O teu coração seria o meu sorriso

1213  E os lábios a âncora dos sentidos

1238  Como o livro que nunca escrevi

1278  Vemos a terra envolta na branca escuma

1302  O mar secou na cratera da lua submersa

1314  Na mestria da métrica

1366  As estradas transformaram-se em granadas

1372  Nos ombros gelados das planícies abandonadas

1373  Estriamos os canos das armas

1384  A noite rebenta na madrugada

1416  de boca em boca

1457  As mãos no cano frio

1458  A cabeça deitada no medo

1624  Acende-se a luz no centro do coração

1666  Com as palavras a saírem soltas

 

 

 

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publicado às 07:49

Moção de Confiança

por cheia, em 11.03.25

Moção de confiança

Hoje, os jogos de bastidores, em direto da Assembleia da República, não sortiram efeito

Pedidos de suspensão, dos trabalhos, rejeitados. “Nem combinações, nem negociatas”.

“ Diga-me, escreva-me, comissão parlamentar de inquérito com a duração de 15 dias”

Hoje, os gabinetes, os telefonemas, os bilhetinhos de amor por baixo da mesa não resultaram

Tudo foi tentado, não só hoje, foram três semanas de massacre, por quase todas as figuras de proa, uns a culparem o Governo, outros a culparem a oposição por mais uma legislatura, que não chega ao fim

Montenegro até pode ganhar por maioria absoluta, mas o facto de ter recebido avenças, enquanto primeiro-ministro, vai acompanhá-lo para o resto da vida

Como nem com maiorias absolutas temos garantia de estabilidade, a nossa democracia está, cada vez, mais doente

Não se espera nada de bom das próximas eleições, mas não havia alternativa

Viva a democracia.

Viva a imprensa, única garantia da democracia.

 

José Silva Costa

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publicado às 22:13

Dia Internacional da Mulher

por cheia, em 08.03.25

8 de Março de 2025

 

Mulher! Tens tanto saber

É nos teus olhos que o podemos ler

O teu risonho embalar, todos o podemos ver

No bambolear do sol, das flores, em tudo ao teu redor

O brilho, que irradias, é tão forte e dourado, que faz rir os dias

Flor, amor, perfume, vida, futuro, dor, esperança: és completa

Capaz em todas as tarefas, séculos a enfrentar eras

Sempre relegada para segundo plano, como se não fosse um forte ser humano

Colocada em pedestal, nas palavras, mas encerrada em palácios e castelos

Presa por ser uma perfumada flor, no ignóbil negro ciúme, que mata o amor

Ao longo dos séculos, és tu que tens mantido o futuro

Trabalho doce, florido, tão gratificante, quanto duro

Num voo maduro, sobrevoas muitas dificuldades e aterras no século XXI

Que poderá ser o século da mulher, se os restantes três quartos forem no sentido do primeiro

Será degrau a degrau, com a continuação de muito esforço e perseverança, ainda, não será no mundo inteiro

Ainda há quem não queira que vás à Escola

Que te prende numa gaiola

Para algumas é dourada, mas nem por isso deixa de ser uma prisão

Sem falar dos que com as mesmas mãos que te acariciam, te estrangulam

Valendo-se da bruta força

Sem pensarem, por um momento, que não gostavam que fizessem isso às suas mães

Sem pensarem nos próprios filhos, toldados pelo ódio, matam-lhes as mães

Órfãos de mãe, pai na prisão, as crianças ficam numa triste situação

Os adultos, que dizem tanto amar os filhos, não querem saber disso

Nesses momentos só veem ódio, vingança, morte, posse

Quem comete um crime de violência doméstica não pode sair da prisão, antes de cumprir a pena máxima, os 25 anos, para ter tempo de compreender que não se mata, nem se abandonam os filhos menores.

José Silva Costa

 

 

 

  

 

 

 

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publicado às 07:47


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