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Putin tenta a todo o custo, que os ucranianos elejam um fantoche, como o que colocou na Biolo-Rússia. Assim, propõe uma administração temporária, para poder manobrar os cordelinhos.
O que me admira é que ninguém lhe proponha fazer o mesmo, na Rússia, onde os seus adversários aparecem mortos: quedas de janelas sem proteção, chá com pó, quedas em prisões......
Com o que está totalmente de acordo, bem como o seu sócio, é no roubo à Ucrânia e na exploração no Artico.
Espero que a coligação democrática não se deixe enganar por estes espertlhões, que se julgam donos do mundo, para que não voltemos ao tempo da piritaria.
O seu cinismo vai ao ponto de querer que lhe levantem as sanções, antes da assinatura da paz, e para isso, quer contar com o apoio não só do sócio, mas, também do Edorgan.
Abaixo todos os ditadores.
José Silva Costa
O Fulgor da Língua/O Estado do Mundo
De 1715 versos escritos por 114 autores, de 5 nacionalidades: Argentina, Cabo-verde, Salvadorenha, Espanhola, Brasileira e Portuguesa,
Poema escrito, Via Internet, em 2003
No âmbito de o Fulgor da Língua
Coimbra, Capital Nacional da Cultura 2003
Os meus versos:
46 Translúcido pôr do sol no interiorde um mar ofegante
54 Num rasgo num sopro num último esforço tudo toma forma espacial
55 Com Flamínia a soprar o fogo verde da origem
87 De asas no centro do vento
106 A sina inscrita nas linhas da minha mão
107 Na curvatura fértil do colo materno da terra onde
166 No frenesim das horas que engolem os dias
192 Desvendamos e rasgamos salgadas estradas invisíveis
200 No vazio imperfeito das suas rotações
220 Sondamos os astros
291 Não ouvimos o rio na margem da corrente
297 Onde gizamos as linhas do destino do sono
299 Quando o luar trespassa a nudez dos ossos
316 Sem vermos de onde sopra o vento azul
357 As palavras são as veias dos sentidos
370 Onde arderás na combustão dos tempos
371 Enquanto nós nos túneis sem saída nos atropelamos
392 Que barcos nos trazem a luz do horizonte
399 por todo o lado
431 Na forja das palavras onde tecemos o poema sem papel nem linha
462 Com os corpos sustemos os desmoronamentos das cidades
466 Nas palavras incendiadas
476 No deserto mar
505 No fundo dos remorsos
508 Para afugentarem o travo do tráfico droga armas vidas
516 Jovens mães carregam os filhos com a ajuda do brilho das estrelas
517 E bebem a aurora nos transportes suburbanos
549 Na cratera do sonho
552 Prendo o vento aos dedos fixo o firmamento
562 Lavro a superfície azul do mar
570 Os versos e os verbos
597 Com a sua chama
646 A luminosa fisionomia que queima os sentidos
760 Há mães desesperadas a abandonarem os filhos nas escadas
816 O branco mar
817 O azul do mar espelho ondulante que leva para longe o olhar
818 Exacto ponto onde navego o ar
821 Nos salgados lençóis ondeantes
870 E o exuberante sossego deixa-nos
893 O porto a cidade a multidão o verniz o país
906 Uivando na paisagem rota e nua
907 Com esquinas espelhadas nas almas dos telhados
916 Adormeço nos voos circulares das aves
917 No sono transparente da tarde
942 E nós aquecemo-nos recordando a aurora
943 Até ficarmos nus como as árvores no Inverno
950 Decifrados pelos satélites que nos espiam noite e dia
972 Nasce o poema dos sentidos
995 A rosa dos ventos navega em mar cavado utilizando o astrolábio
1212 O teu coração seria o meu sorriso
1213 E os lábios a âncora dos sentidos
1238 Como o livro que nunca escrevi
1278 Vemos a terra envolta na branca escuma
1302 O mar secou na cratera da lua submersa
1314 Na mestria da métrica
1366 As estradas transformaram-se em granadas
1372 Nos ombros gelados das planícies abandonadas
1373 Estriamos os canos das armas
1384 A noite rebenta na madrugada
1416 de boca em boca
1457 As mãos no cano frio
1458 A cabeça deitada no medo
1624 Acende-se a luz no centro do coração
1666 Com as palavras a saírem soltas
Moção de confiança
Hoje, os jogos de bastidores, em direto da Assembleia da República, não sortiram efeito
Pedidos de suspensão, dos trabalhos, rejeitados. “Nem combinações, nem negociatas”.
“ Diga-me, escreva-me, comissão parlamentar de inquérito com a duração de 15 dias”
Hoje, os gabinetes, os telefonemas, os bilhetinhos de amor por baixo da mesa não resultaram
Tudo foi tentado, não só hoje, foram três semanas de massacre, por quase todas as figuras de proa, uns a culparem o Governo, outros a culparem a oposição por mais uma legislatura, que não chega ao fim
Montenegro até pode ganhar por maioria absoluta, mas o facto de ter recebido avenças, enquanto primeiro-ministro, vai acompanhá-lo para o resto da vida
Como nem com maiorias absolutas temos garantia de estabilidade, a nossa democracia está, cada vez, mais doente
Não se espera nada de bom das próximas eleições, mas não havia alternativa
Viva a democracia.
Viva a imprensa, única garantia da democracia.
José Silva Costa
8 de Março de 2025
Mulher! Tens tanto saber
É nos teus olhos que o podemos ler
O teu risonho embalar, todos o podemos ver
No bambolear do sol, das flores, em tudo ao teu redor
O brilho, que irradias, é tão forte e dourado, que faz rir os dias
Flor, amor, perfume, vida, futuro, dor, esperança: és completa
Capaz em todas as tarefas, séculos a enfrentar eras
Sempre relegada para segundo plano, como se não fosse um forte ser humano
Colocada em pedestal, nas palavras, mas encerrada em palácios e castelos
Presa por ser uma perfumada flor, no ignóbil negro ciúme, que mata o amor
Ao longo dos séculos, és tu que tens mantido o futuro
Trabalho doce, florido, tão gratificante, quanto duro
Num voo maduro, sobrevoas muitas dificuldades e aterras no século XXI
Que poderá ser o século da mulher, se os restantes três quartos forem no sentido do primeiro
Será degrau a degrau, com a continuação de muito esforço e perseverança, ainda, não será no mundo inteiro
Ainda há quem não queira que vás à Escola
Que te prende numa gaiola
Para algumas é dourada, mas nem por isso deixa de ser uma prisão
Sem falar dos que com as mesmas mãos que te acariciam, te estrangulam
Valendo-se da bruta força
Sem pensarem, por um momento, que não gostavam que fizessem isso às suas mães
Sem pensarem nos próprios filhos, toldados pelo ódio, matam-lhes as mães
Órfãos de mãe, pai na prisão, as crianças ficam numa triste situação
Os adultos, que dizem tanto amar os filhos, não querem saber disso
Nesses momentos só veem ódio, vingança, morte, posse
Quem comete um crime de violência doméstica não pode sair da prisão, antes de cumprir a pena máxima, os 25 anos, para ter tempo de compreender que não se mata, nem se abandonam os filhos menores.
José Silva Costa
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